Mostrando postagens com marcador Partícula de Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Partícula de Deus. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de julho de 2012

ÚLTIMOS RESULTADOS SOBRE A BUSCA PELA ‘PARTÍCULA DE DEUS’ SERÃO APRESENTADOS EM CONFERÊNCIA NA TARDE DE HOJE

Por Lays Carvalho

Logo mais às 4h (horário de Brasília), representantes de dois dos principais experimentos do Grande Colisor de Hádrons (LHC) — maior acelerador de partículas do mundo, operado pelo Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) na fronteira entre França e Suíça — apresentarão os últimos resultados da sua busca pelo Bóson de Higgs, dando um grande passo para uma das mais importantes questões da ciência atual. 
“Temos critérios bastante rígidos e uma regra do jogo é não estragar a festa, mas posso dizer que é uma situação muito interessante”, conta o físico Alberto Santoro, professor da Uerj e principal pesquisador brasileiro no Cern, onde está para participar da conferência.
A “partícula de Deus”, é a única das 32 partículas fundamentais do Universo (prótons, nêutrons e elétrons, entre outras) previstas pelo Modelo Padrão da Física (MP), formulado em 1964, que ainda não foi detectada, embora teoricamente seja responsável por dotar de massa todas as outras partículas.
Em dezembro do ano passado cientistas do Cern já haviam informado ter restringido o possível “esconderijo” do Higgs a uma curta faixa de energia entre 124 e 126 gigaeletronvolts (GeV)/c2. De acordo com a de Einsten (Teoria da Relatividade) e sua a equação E=Mc2, energia e matéria são intercambiáveis. Assim, como não é possível observar o mundo subatômico diretamente, os pesquisadores usam poderosos aceleradores para chocar feixes de matéria a velocidades próximas à da luz, procurando por assinaturas de energia que indiquem a formação e decaimento das partículas subatômicas. Agora, os cientistas das colaborações do LHC, batizadas CMS e Atlas, dobraram a quantidade de dados acumulados e a expectativa é de que eles tenham atingido uma “massa crítica” no número de colisões que os permita confirmar a existência do Bóson de Higgs.
Ainda nesta segunda-feira (2) pesquisadores do acelerador americano Tevatron,  reforçaram que até a construção do LHC era o maior do mundo e anunciaram a análise final de seus experimentos na busca pelo Bóson de Higgs, encerrados no ano passado.
Os cientistas determinaram que, se o bóson existe, ele tem massa entre 115 e 135 GeV/c2, em linha com os achados no Cern, esses resultados foram obtidos através do estudo de cerca de 500 trilhões de colisões em cada experiência, conhecidas como CDF e DZero.
 Murilo Santana Rangel, professor do Instituto de Física da UFRJ que participou do DZero e hoje atua no LHC, acredita que a apresentação na Suíça terá o tão esperado anúncio da descoberta do Higgs. “Isso vai fechar o ciclo de descobertas e dará a explicação final para a massa de todas as outras partículas, com as características básicas do Higgs em mãos, os cientistas terão um importante parâmetro para refinar os cálculos na busca de uma teoria capaz de unificar as quatro forças fundamentais do Universo — gravidade, eletromagnetismo, nuclear forte e fraca, o Santo Graal da física moderna”.
Com informações de: Extra

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

OMG News: Entrevista Cientista Cristão e Fala Sobre "Partícula de Deus" Vs "Origem do Universo"

Foto ilustrativa
Por Jussara Teixeira

Recentemente, dois grupos de pesquisadores do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês) apresentaram os resultados sobre a busca pela partícula conhecida como “bóson de Higgs” – apelidada de “partícula de Deus”.

A eventual descoberta do boson de Higgs poderá fazer com que a física tenha mais subsídios para compreender sobre a matéria da qual o universo é formado.

A explicação é de Adauto J. B. Lourenço, formado em Física e Matemática pela Universidade Cristã Bob Jones, da Carolina do Sul, físico das áreas de matéria condensada e física de superfície e pesquisador em trocas de energia entre superfícies metálicas e gases.

Cientista, cristão e criacionista, Lourenço é autor dos livros "Como Tudo Começou: Uma Introdução ao Criacionismo" e "Gênesis 1 & 2: A Mão de Deus na Criação", além de "A Igreja e o Criacionismo", todos da Editora Fiel.

Em entrevista ao The Christian Post, o cientista nos explica como a possível descoberta da partícula pode mudar os conceitos da física e explicar sobre a matéria da qual o universo é formado.

Mas ele salienta: “é importante ressaltar que o modelo padrão ainda está distante de ser uma teoria completa”. Segundo o cientista, os atuais modelos utilizados pela física, ainda não fornecem os dados necessários para nenhuma afirmação sobre a origem da matéria.

Veja as explicações do cientista sobre a “partícula de Deus”:

CP: O que é a física de partículas?
Lourenço: A física de partículas é um campo da física que estuda as partículas sub-atômicas e as interações que ocorrem entre elas. Um dos modelos que procura descrever tanto as partículas como as interações é conhecido por "modelo padrão". Este modelo está voltado principalmente para as interações das forças nucleares, conhecidas por eletromagnética, fraca e forte.

CP: Quando esta teoria foi desenvolvida?
Lourenço: Essa teoria foi desenvolvida na metade do Século XX pelos pesquisadores Sheldon Glashow, Steven Weinberg e Abdus Salam. Os três compartilharam o prêmio Nobel em física de 1979. Dentre as muitas partículas propostas (ainda teóricas) e pesquisadas (já encontradas) por esse modelo encontra-se o bóson de Higgs.

CP: O que seria o bóson de Higgs? Esta partícula explica a origem da matéria? De que forma?
Lourenço: Uma comparação bem simples pode ser feita para se entender a função do bóson de Higgs no modelo padrão. Na biologia encontramos as células estaminais (conhecidas por células tronco). Elas possuem a capacidade de dividirem-se e diferenciarem-se em diversos tipos especializados de células. Já na física de partículas, o bóson de Higgs teria uma função similar. Ele seria o progenitor das demais partículas. é importante notar que não estamos dizendo que todas as partículas existentes no universo teriam vindo de um único bóson de Higgs, mas que, segundo a teoria, todas as partículas seriam provenientes de bósons de Higgs. O bóson de Higgs, caso comprovado, não dará uma explicação sobre a origem da matéria, pois ainda não há uma teoria que explique como ele teria surgido.

CP: O que é o CERN e como ele funciona?
Lourenço: O CERN (antigo Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire) é uma organização internacional conhecida atualmente por Organização Européia para Pesquisa Nuclear (European Organization for Nuclear Research). Ela foi estabelecida em 1954. Essa instituição opera o maior laboratório de física de partículas do mundo, conhecido como LHC (Large Hadron Collider), Grande Colisor de Hádrons.

CP: O que exatamente os cientistas estão pesquisando?
Lourenço: Os cientistas esperam poder responder as questões fundamentais da física, referentes às leis básicas que governam as interações e as forças das partículas elementares, incluindo a estrutura do tempo e do espaço, e especialmente a junção da mecânica quântica com a teoria da relatividade. A pesquisa também irá revelar se o modelo padrão de partículas está correto ou não. Caso não esteja, um novo modelo deverá ser proposto.

CP: Qual a importância da descoberta?
Lourenço: As informações oficiais do CERN, até a data desta entrevista, mencionava que o bóson de Higgs ainda não havia sido descoberto. Os pesquisadores do CERN já procuraram e não encontraram o bóson de Higgs em 95% de todos os níveis de energias possíveis. Esses níveis de energia representam a massa que o bóson de Higgs poderia ter. Resta apenas 5% para pesquisar, entre os níveis 116-130 GeV (Giga Electron Volts) no detector ATLAS (A Toroidal LHC ApparatuS) ou 115-127 GeV (Giga Electron Volts) no detector CMS (Compact Muon Solenoid). Esses são dois dos seis detectores existentes no LHC.

CP: E se a partícula for realmente encontrada?
Lourenço: Caso o bóson de Higgs seja encontrado, a física terá ganho um pouco mais de compreensão sobre a matéria da qual o universo é formado. é importante ressaltar que o modelo padrão ainda está distante de ser uma teoria completa.

CP: Ela irá mudar os atuais conceitos sobre a origem da matéria na física?
Lourenço: Caso o modelo padrão seja confirmado, com a descoberta do bóson de Higgs, a física terá uma ferramenta a mais para continuar a sua pesquisa sobre a origem da matéria. Como já foi mencionado, o modelo padrão estuda as partículas sub-atômicas e as interações que correm entre elas. Por meio dos modelos utilizados pela física, ainda estamos muito distantes de termos condições de afirmarmos qualquer coisa sobre a origem da matéria.

CP: Por que a referida partícula tem o apelido de “partícula de Deus”?
Lourenço: A "partícula de Deus" é um apelido dado ao bóson de Higgs. O termo bóson faz referência ao físico e matemático indiano Satyendra Nath Bose (colaborador com Albert Einstein na teoria dos condensados de Bose-Einstein). O apelido "partícula de Deus" foi dado pela mídia fazendo referência ao título do livro "The God Particle: If the Universe Is the Answer, What Is the Question?" de Leon Lederman (físico americano, prêmio Nobel pelo seu trabalho com neutrinos).

The Christian Post

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails