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sábado, 18 de junho de 2011

OMG News: Estudo chocante: órgãos removidos de pacientes mortos por eutanásia dão transplantes melhores

Thaddeus Baklinski

LEUVEN, Bélgica, Um estudo preocupante conduzido por médicos belgas e registrado na revista médica Patologia Cardiopulmonar Aplicada envolveu o assassinato de pacientes por meio da eutanásia num quarto próximo à sala de operações do hospital, e então transportando os pacientes para essa sala e removendo-lhes os órgãos imediatamente depois de serem pronunciados como mortos. O estudo revelou que os pulmões daqueles que morrem por eutanásia são mais adequados para cirurgias de transplantes do que pulmões tomados de vítimas de acidentes.
Dirk Van Raemdonck do Departamento de Cirurgia Torácica do Hospital Universitário Gasthuisberg, e o líder do estudo intitulado “Experiência Inicial com Transplante de Pulmões Aproveitados de Doadores após uma Eutanásia”, compararam os resultados de transplantes de pulmões de doadores que morreram de trauma, ferimentos de cabeça tipicamente graves, ao uso de pulmões de doadores após eutanásia entre os anos de 2007 e 2009.
De acordo com o relatório, de cada quatro pacientes, três que receberam pulmões de pacientes eutanasiados foram liberados do hospital depois de 33 dias “com excelente função do órgão transplantado e bom resultado para o paciente que recebeu”, embora “um paciente que recebeu tivesse morrido na UTI devido a um problema sem relação com o órgão transplantado”.
O relatório comenta: “Todos os doadores expressaram seu desejo de doar órgãos logo que seu pedido de eutanásia fosse concedido conforme as leis da Bélgica. Todos os doadores sofriam de uma moléstia não maligna insuportável”.
O relatório diz que os doadores eutanasiados incluíam uma pessoa com uma “moléstia mental insuportável”, enquanto os outros três sofriam de “uma doença benigna debilitante tal como desordem neurológica ou muscular”.
O procedimento envolvia internar os doadores no hospital durante algumas horas antes do planejado procedimento de eutanásia. Eles eram mortos num quarto ao lado da sala de operações. Seus pulmões eram removidos imediatamente depois que eram pronunciados como mortos.
“Um cateter venoso central era colocado num quarto adjacente à sala de operação”, disse Dr. Van Raemdonck no relatório.
“Os doadores eram heparinizados (recebiam injeções com a heparina anticoagulante) imediatamente antes que um coquetel de drogas fosse dado pelo médico atendente que concordava com a realização da eutanásia. Anunciava-se que o paciente havia morrido pelo critério cardiorrespiratório por três médicos independentes conforme a lei belga exige para todos os que doam órgãos. O morto era então rapidamente transferido, colocado na mesa de operação e ligado a tubos”.
O relatório declarou que doadores eutanasiados perfaziam 23,5% de todos os doadores de pulmão que haviam tido morte cardíaca na Bélgica.
O Dr. Peter Saunders de Care Not Killing (Dê Assistência Sem Matar), uma aliança com sede na Inglaterra de organizações de direitos humanos e direitos de deficientes físicos, grupos de assistência médica e paliativa e organizações religiosas opostas à eutanásia, disse que ficou chocado com a indiferença casual do relatório.
“Fiquei estupefato com o sangue frio com que a questão estava sendo tratada, como se matar pacientes e então remover seus órgãos fosse a coisa mais natural do mundo”, conforme declaração dele citada no jornal The Telegraph.
“Aliás, a descrição no relatório acerca do processo usado para retirar órgãos é particularmente de dar arrepio e mostra o grau de colaboração que é necessário entre a equipe de eutanásia e os cirurgiões de transplante — preparando os pacientes no quarto ao lado da sala de operações, matando-os e então transportando-os para a sala de operações para lhes retirar os órgãos. Esse é um trabalho diário na moderna Bélgica sem ética”.
“Considerando que metade de todos os casos de eutanásia na Bélgica são involuntários, é só uma questão de tempo para que os órgãos sejam tirados dos pacientes que forem submetidos à eutanásia sem seu consentimento. Os médicos ali agora fazem coisas que a maioria dos médicos em outros países acharia absolutamente horríveis”, indicou o Dr. Saunders.
Ana Iltis, diretora do Centro para Sociedade e Saúde Bioética da Universidade de Wake Forest na Carolina do Norte, comentou para Fox News: “Quando aceitamos que os médicos vão matar pacientes, parece lógico que eles removam esses órgãos para transplante. As pessoas tendem a responder com um ‘Que nojo’, mas essa resposta deveria ser dada na questão da eutanásia”.
Iltis se referiu a um relatório de 2010 da Associação Médica do Canadá (AMC) que revelou a extensão da eutanásia sem um pedido explícito do paciente que ocorre na Bélgica. A AMC revelou que 20 por cento das enfermeiras belgas entrevistadas pelos pesquisadores haviam estado envolvidas na eutanásia de um paciente, mas também relatou que aproximadamente metade delas — 120 de 248 — confessou que haviam participado em “procedimentos de eutanásia sem pedido ou consentimento”.
“Tente imaginar os casos. Talvez a família do paciente tenha pedido, mas a lei, conforme a entendo, exige que o paciente faça um pedido explícito”, disse Iltis.
Alex Schadenberg, diretor da Coalizão de Prevenção à Eutanásia do Canadá, disse para LifeSiteNews que a eutanásia e o suicídio assistido estão sendo apresentados para a sociedade como uma solução médica mágica que acaba com todo o sofrimento, e agora estão sendo promovidos como um modo altruísta de beneficiar outros com nossas mortes.
“As pessoas serão consideradas egoístas e ficarão isoladas — por não morrerem de eutanásia ou suicídio assistido porque estarão custando à sociedade muito dinheiro ao prosseguirem suas vida em doença até uma morte natural — ou porque estarão negando órgãos frescos e saudáveis para outros em necessidade”, observou Schadenberg.
“Os órgãos são saudáveis porque a pessoa que os doa muitas vezes não tem nenhuma enfermidade terminal, mas em vez disso tem medo de viver uma enfermidade terminal. Continuaremos a escutar a propaganda de que tudo isso é sobre a liberdade de escolher. Mas isso é escolha de quem? Escolha é a ilusão; isso tudo tem a ver com a imposição da morte”, declarou Schadenberg.

Fonte: Julio Severo

quinta-feira, 9 de abril de 2009

MG Ciência:Polêmica para durar um século

Novos experimentos sobre sobre a clonagem humana desencadeiam reações de júbilo e horror
O capítulo 11 do livro bíblico do Gênesis, relatando uma época distante, narra a primeira experiência humana que não deu certo. Segundo o texto sagrado, os homens daquele tempo resolveram erigir uma torre gigantesca, cujo topo “atingisse os céus”.
A megaconstrução, em tijolo e betume, já ia avançada quando Deus, percebendo-lhes o intento do coração – eles queriam engrandecer-se a si mesmos – resolveu dar um basta.
O Senhor os desbaratou e a confusão foi tamanha que cada um começou a falar uma língua diferente, a ponto de ninguém mais se entender.
Corta para o ano 2004. No mês passado, cientistas sul-coreanos anunciaram ao mundo que deram um passo gigantesco na pesquisa da clonagem.
A equipe dos geneticistas Woo Suk Hwang e Moon Shin-yong, da Universidade Nacional de Seul, conseguiu extrair células-tronco de 30 embriões humanos criados em tubos de ensaio. Em tese, estão abertas as portas para a clonagem terapêutica, capaz de produzir, no futuro, tecidos e órgãos para transplantes.
A divulgação da experiência, publicada na prestigiada revista Science, foi feita na reunião anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS, sigla em inglês) e reacendeu a fogueira da polêmica – é lícito ao homem clonar gente? Guardadas as evidentes proporções entre os dois experimentos – a torre de Babel e a criação de vida humana em laboratório –, os resultados de ambos são parecidos: muita confusão. Agora, como dantes, cada um fala uma coisa.
O que tem sido anunciado, nos círculos científicos, como uma redenção para a humanidade, é visto por outros setores como verdadeira aberração.
Desde que o médico escocês Ian Wilmut, em meados dos anos 90, apresentou ao mundo a ovelha clonada Dolly, iniciou-se uma corrida que, até agora, ninguém sabe como vai acabar. Mas dá para desconfiar – não é tão absurdo prever que, dentro de algumas décadas, possamos dar de cara, por aí, com pessoas criadas em série, como numa linha de montagem.
“Proibir tudo” – O feito dos sul-coreanos, como era de se esperar, levou a reações extremadas.
O entusiasmo da ciência contrasta com o horror de grupos defensores dos direitos humanos e, claro, da Igreja. “Isso não é uma vitória para a humanidade, mas um crime”, criticou o vice-presidente da Academia Pontifícia para a Vida e consultor de bioética do papa João Paulo II, monsenhor Elio Sgreccia.
Ele comparou as pesquisas com as experiências com seres humanos levadas a cabo pelos nazistas nos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O exagero fundamenta-se no princípio cristão que considera como ser humano mesmo um simples embrião. “Não se pode matar vida humana na esperança de descobrir tratamentos que podem salvar outras vidas”, atacou o religioso.
O detalhe é que os próprios autores da pesquisa expressaram preocupação com eventuais rumos do experimento. “É claro que esperávamos controvérsia” – frisou Suk Hwang –, “mas nosso papel, como cientistas, era realizar o estudo.”
O especialista mostrou-se contrário à construção de seres humanos.
“Acreditamos que todos os países devem se preparar para evitar que essa técnica seja usada para a clonagem com fins de reprodução. Defendemos apenas o seu uso terapêutico.”
Os cientistas disseram ainda que condenam o emprego da técnica para criar bebês-clones e que a clonagem reprodutiva deveria ser banida legalmente em todo o mundo.Mas a afirmação não tranqüilizou os críticos.
O diretor do Conselho de Bioética da Casa Branca, que assessora o presidente americano George W.Bush – ele mesmo um ferrenho crítico da clonagem humana –, o diplomata Leon Kass, protestou: “Hoje, clonamos para pesquisa; amanhã, para fazer bebês.
A única maneira de impedir que isso aconteça aqui é proibir tudo.” Bush, em luta pela reeleição, estava disposto a agradar os segmentos mais conservadores em relação ao assunto. Tanto, que enviou uma série de mensagens ao Congresso restringindo ou proibindo diversos procedimentos de manipulação genética ligados à clonagem.
“É uma horrenda linha de montagem”, fez coro, em manchete, o jornal Avvenire, ligado à poderosa Conferência dos Bispos da Itália. O periódico, numa longa reportagem, clama por limites éticos ao desenvolvimento científico.
Já o diário católico La croix, francês, adverte os leitores de que está em curso o projeto que levará fatalmente a uma gravidez de embrião clonado.
“O anúncio desta descoberta requer uma resposta rápida”, incita.
Embriões de laboratório – A clonagem é um processo já dominado pela ciência e que permite, teoricamente, a reprodução assexuada de qualquer ser vivo.
Toma-se um óvulo, a célula reprodutiva feminina, do qual se extrai o núcleo. Em seguida, implanta-se no óvulo “oco” o núcleo de outra célula, contendo seu DNA, proteína que contém as informações genéticas do doador desta segunda célula. Criado um embrião, bastaria implantá-lo no útero (no caso de mamíferos, como o homem) e aguardar o fim da gestação para se obter uma criatura exatamente igual àquela que forneceu o DNA.
O que a equipe da Coréia do Sul fez foi a primeira parte do processo.
Eles criaram os embriões, mas não foram adiante. Apenas extraíram deles as células-tronco, matrizes de todos os tecidos e órgãos.
Especula-se que as células-tronco são a solução para graves enfermidades, podendo desenvolver, por exemplo, sangue humano em escala industrial ou órgãos para transplante.
“Se houver financiamento, os testes com seres humanos poderiam ser iniciados em dois anos”, afirmou Robert Lanza, diretor-médico da Advanced Cell Technology (ACT), a primeira empresa a conseguir clonar um embrião humano.
A Geron, outra corporação americana de pesquisas com células-tronco, anuncia que vai pedir autorização para clonagem terapêutica em 2005.
Se conseguir, os procedimentos clínicos – leia-se tratamentos em pessoas – poderão começar no ano seguinte.
Segundo Thomas Okarma, diretor-executivo da Geron, os primeiros testes serão para tratamento de lesões da medula espinhal. Já experimentada em ratos, terapias do gênero devolveram movimentos parciais a animais paralisados.
Os atuais avanços, além de consistentes, têm bastante legitimidade, ao contrário das bravatas proferidas há pouco mais de dois anos pelo geneticista italiano Severino Antinori.
Em agosto de 2001, ele proclamou haver criado embriões e que estaria prestes a iniciar várias gestações de clones humanos.
Só que não mostrou nenhuma prova e foi desprezado pela crítica especializada e pela academia. Mais ridículo foi o charlatão francês Claude Vorillon, fundador da seita dos raelianos, que pegou carona e disse já haver produzido pessoas clonadas, “à semelhança do próprio Jesus Cristo”.
Segundo Claude, apelidado do Raël, Jesus foi fruto de uma clonagem realizada por alienígenas. Claude chegou a vir ao Brasil falar de suas teorias malucas, mas só conseguiu atrair meia dúzia de bichos-grilos.
Biossegurança – A controvérsia sobre a clonagem terapêutica já chegou também ao Brasil. No Congresso, deputados evangélicos e católicos uniram-se, mês passado, para retirar do projeto da Lei de Biossegurança a autorização para que pesquisadores brasileiros utilizem células-tronco extraídas de embriões humanos. A alteração, articulada pelo deputado evangélico Henrique Afonso (PT-AC), mobilizou 70 parlamentares e foi apoiada pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “A vida humana é um dom de Deus.
O embrião tem alma”, defendeu Afonso, arriscando uma sentença que, ao longo dos tempos, tem dividido teólogos e filósofos desde que Agostinho, no século 5, estabeleceu o dogma de que o ser humano passa a existir a partir do momento da concepção.
Evidentemente, ele não poderia supor que, mais de 1,5 mil anos depois, a humanidade já estaria às portas da reprodução assexuada do ser humano.
A mudança no projeto de lei não foi apenas fruto da consciência religiosa dos parlamentares – entrou no jogo, também, a não menos polêmica questão dos alimentos transgênicos.
Interessado em amenizar a Lei da Biossegurança, o governo alterou o texto restringindo, também, a exploração de produtos geneticamente alterados, agradando ao Minstério do Meio Ambiente comandado pela petista Marina Silva. Só que o projeto, mal acabado, deixou de fora outro ponto complicado trazido pela modernidade – o destino dos embriões excedentes, aqueles concebidos em laboratório para atender casais inférteis.
Armazenados em tubos de nitrogênio, a temperaturas baixíssimas, a maioria não é utilizada e sua destruição, ou não, esbarra também em demandas éticas.
No país, a manipulação de células-tronco resume-se, até agora, àquelas obtidas através do cordão umbilical – mas estas só podem ser obtidas em pequenas quantidades e têm menos potencialidade roprodutiva.
Longe das disputas políticas, cientistas que atuam no país estão atentos ao desenrolar das pesquisas.
A geneticista Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH) do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, considera os resultados obtidos até aqui “extremamente promissores: “Até agora, a clonagem terapêutica era um processo que ninguém havia conseguido realizar.” A instituição é de nível internacional e desenvolve, em parceria com órgãos do exterior, pesquisas na área da clonagem.
Para Zatz, o trabalho dos colegas sul-coreanos é muito importante porque torna possível a tão almejada terapia celular. “Poderemos usar, por exemplo, o DNA de alguém que sofreu um acidente para criar tecidos novos, sem risco de rejeição”, prevê.
O presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, Volnei Garrafa, faz coro.
Ele não vê nenhum problema ético na experiência. “Sou absolutamente favorável a essa pesquisa.
Acho que a ciência deve ser livre; as aplicações da descoberta é que devem ser controladas”, pondera. Se a polêmica já vai adiantada, a verdade é que a clonagem ainda engatinha. O processo encerra problemas até agora não solucionados.
Um deles é relativo à qualidade das células. Dolly, a ovelhinha pioneira, apresentou envelhecimento precoce e uma esclerose degenerativa que acabaram levando os responsáveis a sacrificá-la para acabar com seu sofrimento.
Outro risco é o de que as células implantadas comecem a se reproduzir descontroladamente, formando um supertumor composto de vários tipos de tecidos.
“As tentativas de clonagem de mamíferos têm mostrado taxas de insucesso altíssimas”, frisa o professor de genética José Mariano Amabis, coordenador de atividades do CEGH.
No entender do especialista, a complexidade do assunto requer muito cuidado de todos os setores envolvidos. “Precisamos definir também critérios éticos e religiosos”, defende.
Mas os pesquisadores acreditam que, com o passar do tempo e os investimentos em novos estudos, anormalidades poderão ser evitadas. Então será possível sonhar com o dia em que males que afligem a humanidade há milhares de anos possam ser sanados a partir de experiências de laboratório.
Contudo, persiste a preocupação de que tudo saia do controle e experiências bizarras envolvendo seres humanos sejam levadas a cabo. Por isso mesmo, o temor expresso pelo próprio Deus lá mesmo no livro do Gênesis, diante da torre de Babel, continua servindo de alerta: “Agora, não haverá restrição para tudo o que os homens intentarem fazer”.
Fábrica de órgãos e tecidos
No início da gestação, o futuro ser humano nada mais é do que um amontoado de células numa microscópica esfera oca denominado blastocisto.
Ele surge apenas cinco dias depois da fecundação e contém cerca de 100 células – uma insignificância perto das aproximadamente 60 trilhões que cada pessoa possui em seu corpo.
Só que aquela centena de células embrionárias são extremamente versáteis e têm uma importância fundamental.
São as células-tronco, matrizes que formarão, pelo processo de diferenciação celular, todas as estruturas do corpo humano – os ossos, o cérebro, a pele, as córneas, o sangue e os rins, por exemplo.
O estudo das células-tronco é relativamente recente, tendo se iniciado por volta dos anos 1980. Cientistas perceberam que, uma vez que se pudesse obtê-las, seria possível manipular o material para se criar qualquer tecido ou órgão em laboratório.
A dificuldade seria interromper o desenvolvimento do embrião no momento certo, quando as células-tronco estivessem no ponto zero da diferenciação celular.
A clonagem apresenta-se como a solução, porque permite a criação de embriões em série. A partir deles, embora por enquanto apenas na teoria, doenças humanas como diabetes, leucemia, mal de Alzheimer e outras moléstias crônicas e degenerativas poderiam ser curadas, bastando para isso implantar no corpo doente a peça de reposição adequada.
O avanço em áreas médicas, como a hematologia, seria enorme – num futuro próximo, não haveria mais necessidade de doação de sangue e medula óssea.
As longas e muitas vezes fatais filas de espera por transplantes teriam fim.
A seleção genética também possibilitaria a obtenção em laboratório de sangues raros, como o AB negativo. Bastaria extrair o DNA de um indivíduo portador deste tipo sangüíneo e, a partir dele, desenvolver células-tronco capazes de fabricá-lo.
Carlos Fernandes é Editor e Redator da revista Eclésia

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