Mostrando postagens com marcador world trade center. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador world trade center. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

OMG News: Empresário que saiu vivo dos escombros do World Trade Center se tornou Pastor após os atentados

Stanley Praimnath (Foto) ainda se lembra do rugido dos motores, do cheiro do combustível de aviação e do estrondoso impacto do voo 175 da United Airlines no seu escritório do 81º andar da Torre Sul do World Trade Center.

Ele saiu vivo do prédio em chamas, mas reconhece que nunca superou o terror daquele momento.

“Durante cada dia da minha vida nos últimos dez anos eu tenho revivido esse incidente pelo menos uma vez por dia… e quem me vê jamais notaria”, disse Praimnath, executivo do Royal Bank of Scotland em Connecticut.

Praimnath disse que já era um cristão praticante antes do 11 de Setembro, mas depois dos atentados ele levou isso além: tornou-se pastor pentecostal e um inspirado orador em igrejas e grupos religiosos.

Como muitos sobreviventes, ele ainda se lembra dos sons das pessoas agonizantes.

“Toda noite, antes de ir para cama, ouço os gritos daquele indivíduo caído no chão, e esse homem está gritando: ‘Por favor, diga à minha mulher e ao meu bebê que eu os amo. Acabo de me casar’”, relembra Praimnath.

“Ele tinha um enorme ferimento na cabeça e estava caindo no chão, e um segurança estava junto a ele… Ambos pereceram. Ainda consigo ouvir os gritos na minha cabeça.”

Fonte: O Globo

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

OMG News : 11 de Setembro expôs radicalismo religioso

Torres gêmeas
Os atentados fizeram com que a religião voltasse à vida pública em muitos países ocidentais onde a fé havia sido relegada principalmente à esfera privada. Quando Henry Kissinger publicou "Diplomacia", seu estudo sobre relações internacionais, em 1994, ele não tinha nenhuma entrada no índice remissivo para os temas "Islã" ou "religião". Dez anos depois, Madeleine Albright, que assim como Kissinger comandou o Departamento de Estado dos EUA, escreveu o seu próprio estudo sobre os temas mundiais: "Os Poderosos e o Todo-Poderoso: Reflexões sobre a América, Deus e o Mundo." Quase metade do livro tratava dos muçulmanos e do Islã. A comparação entre os dois livros mostra como o mundo mudou desde que 19 militantes muçulmanos lançaram quatro aviões sequestrados contra o World Trade Center, o Pentágono e um descampado da Pensilvânia, em 11 de setembro de 2001. Os atentados fizeram com que a religião voltasse à vida pública em muitos países ocidentais onde a fé havia sido relegada principalmente à esfera privada. "O 11 de Setembro mostrou que a religião não pode mais ser ignorada", disse Scott Appleby, historiador da Universidade de Notre Dama, em Indiana, em um seminário sobre "A religião depois do 11 de Setembro", na Universidade de Cambridge. "Isso é um elemento crítico em muitos sistemas nacionais e em movimentos radicais e extremistas, mas também em movimentos voltados para os direitos humanos, construção da paz e sociedade civil", disse ele. Nos últimos dez anos, governos e pesquisadores na América do Norte e Europa têm recorrido à sociologia, à psicologia, à antropologia e a outras disciplinas para tentar entender e prevenir a violência com motivação religiosa. Os resultados são contraditórios. O papel exato da religião no radicalismo é incerto. A psicologia e as dinâmicas coletivas podem motivar os extremistas mais do que a fé. A "Primavera Árabe" pode se tornar um contraponto democrático à ideologia jihadista da Al Qaeda. "MIOPIA SECULAR" Durante décadas até o 11 de Setembro, políticos e analistas ocidentais exibiram aquilo que Appleby chamou de "miopia secular", ignorando o papel da religião na política. Como a fé deveria ser algo privado, a maioria ignorava-a em suas análises. Isso ocorreu a despeito do surgimento de movimentos religiosos ultraconservadores ligados a várias religiões durante esses anos, muitas vezes com reflexos na sua ação política. O Irã, por exemplo, realizou uma revolução islâmica, e os afegãos travaram uma "guerra santa" contra a União Soviética. Judeus se estabeleceram em territórios palestinos, a direita cristã dos EUA emergiu, e os hindus da Índia e os budistas do Sri Lanka adotaram políticas nacionalistas. Quando a Al Qaeda cometeu o 11 de Setembro, "a reação inicial foi de que essas pessoas devem ser realmente fanáticos religiosos que passaram por uma lavagem cerebral", disse Scott Atran, antropólogo norte-americano que estuda conflitos religiosos no Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França. Embora o então presidente George W. Bush tenha declarado na época que o Islã é uma religião pacífica, as guerras subsequentes ao 11 de Setembro, no Afeganistão e no Iraque, e as medidas extraordinárias para a segurança interna fizeram com que, aos olhos de muitos muçulmanos, a "guerra ao terror" fosse encarada como uma "guerra ao Islã". No entanto, ao longo da última década, cientistas sociais passaram a mudar o foco do "islâmico" para o "radical". A fé pode levar ao extremismo, concluíram eles, mas os jovens envolvidos precisavam antes de mais nada estarem dispostos a uma radicalização. "O propósito é grandioso, é uma luta do bem contra o mal, sendo que você está ao lado do bem", disse Russell Razzaque, psiquiatra britânico de origem bengalesa, que foi abordado sem sucesso por recrutadores islâmicos na sua faculdade de medicina em Londres, em 1989. "Esses são jovens nesse estágio da vida que eles estão buscando ter um significado, amigos, glória e aventura", disse Atran. "As ideologias radicais falam a essas necessidades." Fonte: Reuters

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails