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sábado, 3 de março de 2012

OMG News: Terceira Guerra Mundial deve iniciar este ano, alerta líder russo

Vladimir Zhirinovski

Por Gospel Prime

Neste final de semana, cerca de 110 milhões de russos votarão para escolher quem comandará o destino da Rússia pelos próximos seis anos, novo prazo de mandato presidencial russo.

Segundo o maior centro de estudos da Rússia, 59,5% dos eleitores apoiam a reeleição de Vladimir Putin. O líder comunista Gennady Zyuganov tem 16,3% da intenção de votos; o bilionário Mikhail Prokhorov 8,6%; o nacionalista Vladimir Zhirinovsky 8,3%, e o social-democrata Sergey Mironov 5,6%.

Durante a campanha, algumas declarações surpreenderam, pois lembravam mais a Rússia do tempo da Guerra Fria do que o país que vive uma democracia desde 1989. A maior dificuldade hoje parece ser a política externa, por conta dos apoios à China e alguns países árabes.

Vladimir Zhirinovsky, líder do Partido Liberal-Democrático e candidato presidencial da Rússia assustou seus eleitores ao advertir que a Terceira Guerra Mundial pode começar ainda este ano, durante o verão europeu (entre junho e setembro). De acordo com o político, o foco do próximo conflito será no Oriente Médio, especificamente o Irã e a Síria.

De acordo com o plano dos EUA, insiste Zhirinovsky, o conflito será desenvolvido da seguinte forma: após a queda de Bashar al-Assad na Síria, os norte-americanos apoiarão um golpe militar no Irã. Por sua vez, isso aumentará  as tensões entre outros países da região. ”Após dominar a Síria durante o verão,  os EUA vão atacar o Irã. Azerbaijão vai aproveitar para anexar novamente a região de Nagorno-Karabakh.

Isso causaria revolta na Armênia, mas a Turquia apoia o governo do Azerbaijão. Cria-se assim um conflito entre Armênia, Azerbaijão e deverá envolver o país vizinho da Geórgia. A Rússia  será obrigada a proteger as suas fronteiras do sul e  haverá uma “luta em várias frentes ao mesmo tempo”, disse  Zhirinovsky durante uma entrevista à estação de rádio Mayak.

Analisando a situação atual, o candidato nacionalista disse que o conflito internacional foi iniciado pela EUA há 20 anos atrás, e desde então só cresce.

“Na verdade, a Terceira Guerra Mundial começou em janeiro de 1991, quando eles fizeram o Iraque atacar o Kuwait. Até agora, os Estados Unidos e seus aliados já tentaram ocupar sete países árabes. Em seguida, eles devem tentar controlar a Rússia e a China através de todos estes territórios do sul”, disse ele.

A justificativa para isso tudo seriam objetivos econômicos, disse  Zhirinovsky. “Petróleo e energia são a base de tudo. Mas hoje [os EUA] não produzem o suficiente, por isso pretendem controlar todas as nações geradoras da energia do mundo. Já ocuparam os árabes e a Ásia Central. Vão tentar assumir o Irã, que exporta 20% do petróleo mundial . Em seguida, controlarão quase 70% das exportações, excetuando a Rússia e outros países como a Venezuela”.

Em seu programa presidencial, Vladimir Zhirinovski define os Estados Unidos como “a única fonte de agressão que possui uma política incompatível com os modelos de segurança global”.

Ele é famoso por difamar seus adversários políticos, instigando brigas físicas no parlamento e fazer discursos inflamados contra o Ocidente em geral e os judeus em particular. Seu ódio por Israel é bastante  conhecido. No passado, ele defendeu o uso de armas nucleares contra os rebeldes chechenos e para  retomar o  Alaska dos EUA.

Traduzido e adaptado de Rússia News e Acontecer Cristiano

sexta-feira, 13 de março de 2009

Segundo teólogo, Calvino era ecumênico e comunista

Por Renato Cavallera
João Calvino promoveu o ecumenismo e o ideal comunista bíblico, disse Sergio Arce Martínez, um dos mais proeminentes teólogos protestantes cubanos dos últimos 50 anos.
Como milhões de reformados e presbiterianos em todo mundo, Arce participa do esforço mundial de avaliação da herança calvinista, no marco das celebrações dos 500 anos do nascimento do reformador, natural de Noyon, França. “Quando analisamos certos momentos na vida e certas reflexões em suas obras, encontramos a idéia de que as igrejas nascidas da Reforma pudessem organizar-se de diferente maneira.
Isto é, na perspectiva de Calvino, que não se pode sacralizar de maneira idolátrica uma maneira específica de organizar a igreja, em termos locais ou universais. Isso reflete, em termos eclesiológicos, um aspecto fundamental do espírito ecumênico de Calvino”, assinalou Arce.
O ecumenismo de Calvino ultrapassou o estritamente eclesial porque foi multicultural, agregou Arce. “Durante seu ministério pastoral, Genebra foi uma cidade na qual confluíram centenas de crentes de todas as nacionalidades européias, procurando refúgio, de diferentes culturas e experiências religiosas”.
Foi durante sua estada em Estrasburgo que Calvino recebeu a influência ecumênica de outro reformador, Martín Bucero, que considerava como meta de sua vida lutar para que fossem vencidas todas as diferenças que dividiam as diferentes tradições reformadoras naquele momento histórico, rico em diversas tendências eclesiológicas e teológicas.
Um exemplo concreto dessa atitude ecumênica de Calvino foi seu encontro com Heinrich Bollinger, em 1549, para atingir o que se chamou o Consenso de Zurique, um passo decisivo na forja da unidade de todas as igrejas suíças, tanto de fala alemã como francesa.
Mas também devem destacar-se, insistiu Arce, suas relações com o movimento hussita — a Comunidade dos Irmãos Checos —, seu desejo de manter uma relação mais estreita com os luteranos, a ponto de poder atingir uma verdadeira unidade eclesial e sua fluída correspondência com os arcebispos ingleses Cranmer e Parker, e com o secretário de Estado da Rainha Elizabeth em seu desejo de relacionar-se mais intimamente com a Igreja Anglicana. Sem esquecer seu auxílio exemplar aos valdenses no meio de suas graves dificuldades quando foram declarados hereges e perseguidos pela Igreja Católica Romana.
Mas além de ser ecumênico, o reformador — a quem não poucos atribuíram a “paternidade” ideológica do capitalismo— foi um paladino de idéias que podem qualificar-se de comunistas, afirmou Arce.
“Quantos dores e dissabores poderiam sido poupados na História, se suas pretensos seguidores tivessem prestado ouvidos a sua maneira comunista de pensar e de atuar, quando propugnava que fosse uma realidade sócio-político-econômica o princípio comunista: ‘De cada qual segundo suas capacidades e para cada qual segundo suas necessidades!’”, esclareceu o teólogo cubano.
Na opinião dele, “uma grande parte dos chamados calvinistas, pretensamente seguidores do pensamento de Calvino, desentenderam-se por razões nada espirituais, e muito menos cristãs, do que comentava Calvino sobre a passagem do apóstolo Paulo em II Coríntios 8:13-15:
“‘Deus quer que tenha tal analogia e igualdade entre nós, que cada qual tenha de fornecer aos que têm menos, segundo esteja a seu alcance, a fim de que alguns não tenham em demasía e outros estejam em apuros’”.
Arce destaca que esta idéia foi parte essencial do ensinamento de Calvino, segundo se lê textualmente em seu “Comentário sobre a Segunda Carta aos Coríntios”, que consta em seu “Comentário ao Novo Testamento”, editado em francês em 1561.
“Se as igrejas, pretensamente cristãs, seguidoras do ‘comunista’ Jesus e os ditames sócio-políticos comunistas do ensino bíblico, especificamente evangelista, tivessem tomado a sério as palavras de Paulo e de Calvino, não encontraríamos depois de tantos séculos o fato de que esse pensar e atuar fundamentalmente bíblico-hebreu-cristão fosse substraído de seu original contexto religioso-cristão e transplantado a uma proclama que propugna uma interpretação puramente materialista da vida”, concluiu Arce.

Fonte: ALC / Gospel+

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