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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Fidelix pede enfrentamento a gays e é chamado de nojento

O candidato à Presidência Levy Fidelix (PRTB) causou muita polêmica na noite deste domingo após associar a homossexualidade à pedofilia e pedir o enfrentamento aos gays durante o debate na TV Record. As declarações foram dadas após pergunta da candidata Luciana Genro (PSOL), citando a violência cometida contra a comunidade LGBT. Em seu questionamento, a candidata perguntou os motivos pelos quais os que defendem a família “se recusam a reconhecer como família um casal do mesmo sexo”.

“Dois iguais não fazem filhos e digo mais: aparelho excretor não se reproduz”, disse Levy, que recebeu risadas da plateia após a declaração. Na sequência, em sua resposta, ele continuou a se declarar contra os gays. “Como que pode um pai de família, um avô, ficar aqui escorado porque tem medo de perder voto? Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto. Vamos acabar com essa historinha. Eu vi agora o santo padre, o papa, expurgar, fez muito bem, do Vaticano, um pedófilo. Está certo! Nós tratamos a vida toda com a religiosidade para que nossos filhos possam encontrar realmente um bom caminho familiar”, disse.

Imediatamente após as declarações, internautas começaram a se pronunciar nas redes sociais. Durante a madrugada, a hashtag #LevyVocêÉNojento permaneceu em primeiro lugar no Trending Topics Brasil no Twitter. “Inacreditável o que ele disse ontem, não precisamos de mais preconceituosos, precisamos ser unidos”, disse o internauta Eduardo Santana.

Mas, as declarações de Levy não pararam por aí e geraram ainda mais indignação na internet. Em sua réplica, Luciana Genro defendeu o casamento igualitário como forma de diminuição da violência contra os gays e foi rebatida fortemente pelo candidato do PRTB.

"Luciana, você já imaginou? O Brasil tem 200 milhões de habitantes, daqui a pouquinho vai reduzir para 100 (milhões). Vai para a avenida Paulista, anda lá e vê. É feio o negócio, né? Então, gente, vamos ter coragem, nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los. Não tenha medo de dizer que sou pai, uma mãe, vovô, e o mais importante, é que esses que têm esses problemas realmente sejam atendidos no plano psicológico e afetivo, mas bem longe da gente, bem longe mesmo porque aqui não dá", disse o candidato ao defender claramente o enfrentamento e a separação dos gays da sociedade.

A segunda declaração fez com que o internauta Artur Francischi defendesse uma postura mais radical contra o candidato. “#LevyVocêÉNojento legitimou a violência e a morte da população LGBT. Seu lugar é na cadeia e não na presidência”, disse no Twitter.

Mais tarde, após o debate, a candidata Luciana Genro se pronunciou no Twitter, repudiando a colocação de Fidelix. “Absurdas as afirmações homofóbicas de Levy. Mais do que nunca é necessária a criminalização da homofobia. O discurso de ódio não deve ter voz”, disse a candidata que acabou recebendo crítica dos internautas por não ter respondido ao vivo, no próprio debate.

O deputado federal Jean Wyllys, do mesmo partido de Luciana Genro e ativista da causa LGBT, se pronunciou no Facebook dizendo que iria avaliar junto à assessoria jurídica se seria possível “representar contra o candidato na Justiça por sua ofensa a uma coletividade e por estimular a violência contra esta”.

Na página oficial do candidato Levy Fidelix no Facebook, muitos internautas o atacaram pelas declarações e outros o defenderam. Por volta das 7h desta segunda, mais de 2 mil comentários na última publicação de Levy debatiam o teor dos comentários no debate.

Fonte: Terra

terça-feira, 6 de março de 2012

OMG News: Psicologia x fé: acirra o debate sobre o tratamento para gays


Marisa Lobo

Por Gospel Prime

A psicóloga Marisa Lobo é evangélica, membro de uma igreja batista em Curitiba. Nos últimos meses,  tem enfrentado oposição ferrenha de muitos de seus colegas por defender que é possível “tratar um homossexual” que deseja abandonar tal prática.  Embora não goste de usar o termo “cura”, Marisa acredita que todo homossexual tem direito a tratamento.
Marisa Lobo participará da audiência pública que discutirá o projeto de decreto legislativo, encaminhado pelo deputado João Campos (PSDB-GO), que pode suspender dois artigos (instituídos em 1999) que proíbem um psciólogo de emitir opiniões públicas ou tratar a homossexualidade como doença.
Em meio a esse debate, foi publicado na Folha de São Paulo o artigo que seria uma resposta aos políticos evangélicos. Intitulado “Não cabe cura para quem não está doente”, é assinado  por Humberto Verona, presidente do Conselho Federal de Psicologia e por Carla Biancha Angelucci, presidente do Conselho Federal de Psicologia de São Paulo.
Seu objetivo é contestar as críticas aos Conselhos de Psicologia. O motivo é simples: para essas entidades, orientação sexual não constitui “doença, distúrbio ou perversão”.
Seus autores alegam que desejam apenas defender a “laicidade” da psicologia. Uma vez que o assunto chegou à esfera do Legislativo, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, afirmou que o projeto da bancada evangélica que possibiltaria a “cura gay” é uma “aberração”.
O parlamentar alega que “Querem legalizar um tratamento que enseja tortura psicológica e física. O principal grupo dos Estados Unidos que defendeu a psicoterapia como forma de curar a homossexualidade já veio a público pedir desculpas pelos suicídios que muitos adolescentes cometeram, induzidos por esse suposto tratamento”.
Leia o artigo na íntegra:
Cumprindo as suas atribuições, o CFP, por meio da resolução 01/99, regulamenta a atuação dos psicólogos com relação à questão da orientação sexual.
Considerando que as homossexualidades não constituem doença, distúrbio ou perversão (compreensão similar à da Organização Mundial da Saúde, da Associação Americana de Psiquiatria e do Conselho Federal de Medicina), a resolução proíbe que o psicólogo proponha seu tratamento e cura.
Entretanto, em nenhum momento fica proibido o atendimento psicológico à homossexuais, como afirmado pelo deputado João Campos (PSDB-GO), líder da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional, que propõe um projeto que pretende sustar dois artigos da citada resolução.
Isso fere a autonomia do CFP como órgão que fiscaliza e orienta o exercício da psicologia e contraria as conquistas no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, consolidados nacional e internacionalmente.
A iniciativa do CFP foi pioneira e, na época, o Brasil passou a ser o único país no mundo com uma resolução desta natureza. Por isso, o conselho recebeu dois prêmios de direitos humanos.
Vale ressaltar que, a partir da resolução brasileira, a Associação Americana de Psicologia formou um grupo específico para elaborar documentos de referência para norte-americanos e canadenses, reafirmando posteriormente a inexistência de evidências a respeito da possibilidade de se alterar orientações sexuais por meio de psicoterapia.
A discussão sobre a patologização da homossexualidade é comumente atravessada por questões religiosas, já que certas práticas sexuais são vistas também como imorais e contrárias a determinadas crenças.
Entretanto, há que se reafirmar a laicidade da psicologia, bem como de nosso Estado. Isso significa que crenças religiosas – que dizem respeito à esfera privada das pessoas – não podem interferir no exercício profissional dos psicólogos, nem na política brasileira.
Nesse sentido, ao associar o atendimento à pretensa cura de algo que não é doença, entende-se que o psicólogo contribui para o fomento de preconceitos e para a exclusão de uma parcela significativa de nossa população.
Considerando que a experiência homossexual pode causar algum sofrimento psíquico, o psicólogo deve reconhecer que ele é decorrente, sobretudo, do preconceito e da discriminação com aqueles cujas práticas sexuais diferem da norma estabelecida socioculturalmente.
O atendimento psicológico, portanto, deve, em vez de propor a “cura”, explorar possibilidades que permitam ao usuário acessar a realidade da sua orientação sexual, a fim de refletir sobre os efeitos de sua condição e de suas escolhas, para que possa viver sua sexualidade de maneira satisfatória e digna.
* Carla Biancha Angelucci é presidente do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo
* Humberto Verona é presidente do Conselho Federal de Psicologia
Com informações Folha e POP

sábado, 1 de agosto de 2009

OMG News : Conselho pune psicóloga evangélica que oferecia terapia para curar homossexualismo


O Conselho Federal de Psicologia (CFP) decidiu, nesta sexta-feira (31), aplicar uma censura pública à carioca Rozângela Alves Justino (foto), psicóloga que oferecia terapia para curar o homossexualismo. Ela já havia sido condenada à censura pública no Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro em 2007.
Resolução do CFP de 1999 proíbe os psicólogos de tratar a homossexualidade como doença, distúrbio ou perversão e de oferecer qualquer tipo de tratamento.
Leia mais aqui..

terça-feira, 14 de julho de 2009

OMG Entrevista: Psicóloga evangélica que diz "curar" gay vai a julgamento em conselho


Conselho Federal de Psicologia decide no dia 31 se cassa licença da psicóloga evangélica, Rozângela Alves Justino (foto). Em entrevista, Rozângela diz que homossexualidade é uma "doença". Resolução veta tratar questão como doença e recrimina indicação de tratamento; se o registro for perdido, será a 1ª condenação do tipo no país. Leia mais aqui...

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