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domingo, 14 de agosto de 2011

OMG News: Assembleia de Deus prepara filiação em massa no PSC

Ex Deputado Federal Victorio Galli
Estratégia é somar força e superar poder da Igreja Universal do Reino de Deus na política em Mato Grosso.

Um movimento articulado por lideranças da Igreja Assembleia de Deus, em Mato Grosso, prepara uma filiação em massa, até o final de setembro, para fortalecer o Partido Social Cristão (PSC), com vistas às eleições de 2012 e 2014.

A estratégia é montar, inicialmente, o partido com média de 60 mil filiados neste ano e, futuramente, fazer frente ao poder político da Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, que tem infiltração no PRB e é liderado nacionalmente pelo senador Marcelo Crivella, do Rio de Janeiro.

Com a filiação de políticos de peso, é aguardada a adesão de muitos voluntários, em especial, freqüentadores do Grande Templo de Cuiabá, localizado na Avenida do CPA.

Conforme Midianews apurou, toda a articulação é liderada pelo suplente de deputado federal Victorio Galli, atualmente no PMDB, com apoio do deputado estadual Sebastião Rezende (PR).

Ambos têm base eleitoral em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), terceiro colégio eleitoral de Mato Grosso, e o republicano é a principal liderança da Igreja Assembleia de Deus, com cargo de representação popular.

A filiação de evangélicos do PSC também é liderada por Manoel Abílio Mourmer Ribeiro, filho do pastor Sebastião Rodrigues de Souza, vice-presidente nacional da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

"Toda essa articulação vai gerar uma grande novidade no cenário político. A ideia é agregar seguidores da Assembleia de Deus, mas outros evangélicos não estão impedidos de somar ao projeto. Seremos um partido pautado no valor cristão, buscando valorizar o próximo apostando na melhoria da qualidade de vida do cidadão", informou uma fonte, que, por enquanto, prefere ficar no anonimato.

Nomes conhecidos

Para alcançar sucesso nas urnas, já é considerada certa a filiação da ex-vice-prefeita de Cuiabá, Jacy Proença, do ex-comandante geral da Polícia Militar, Orestes Oliveira, e do segundo suplente do PT na Câmara de Cuiabá, Oséas Machado de Oliveira.

Embora o petista seja integrante da Igreja Batista, é forte a chance de ele migrar para o PSC. Ele obteve 2.743 votos na eleição municipal de 2008.

O movimento religioso deve provocar baixa em diversos partidos políticos. Isso porque o empresário Valdinei Iori, que concorreu na última eleição a deputado federal pelo PSDB, já é dado como certo no PSC.

O mesmo ocorre com o pastor José Marcos, que é filiado ao DEM, o suplente de vereador Célio Bispo (PV) e Marcrean dos Santos, filiado ao PRTB e presidente do bairro Pedregal, em Cuiabá, por mais de 10 anos.

Até 2014, o grupo ainda trabalha com a possibilidade de inclusão do vereador por Cuiabá, Misael Galvão (PR), que obteve 3.069 votos na eleição de 2008 e assumiu uma vaga na Câmara, em função da nomeação de Francisco Vuolo (PR) para o secretariado do governador Silval Barbosa (PMDB).

Projetos

A ideia dos evangélicos é também assegurar participação em candidaturas majoritárias. O presidente do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura), engenheiro civil Tarciso Bassan, é cotado para concorrer à Prefeitura de Várzea Grande pelo PSC.

Porém, filiados do partido não descartam a possibilidade de lançá-lo candidato a vice-prefeito, numa chapa encabeçada pelo prefeito em exercício do município, Sebastião dos Reis Gonçalves, o Tião da Zaeli, que deixou o PR e vai para o PSD.

Outro lado

O suplente de deputado federal Victorio Galli não atendeu aos telefonemas da reportagem.

A ligação para o celular do deputado estadual Sebastião Rezende foi atendido pela sua esposa, que informou ter o parlamentar viajado e só retornará na segunda-feira (15).

Fonte: MídiaNews

terça-feira, 28 de abril de 2009

MG News : Marcha para Jesus deve reunir 30 mil pessoas em Rondonópolis

A cidade de Rondonópolis (MT) vai parar no próximo sábado, dia 02, quando será realizada a Marcha para Jesus 2009. O evento internacional e interdenominacional (ou seja, de todas as denominações da Igreja de Jesus Cristo), que ocorre anualmente em milhares de cidades do mundo, é um ato pacífico, que prega o mover de Deus nos dias atuais.
São esperadas cerca de 30 mil pessoas durante a programação que terá início a partir das 15h, na Praça Brasil.
De acordo com os organizadores, com o ato a Igreja tem a oportunidade de mostrar que não é restrita aos templos, mas viva e aberta a toda sociedade, além de unir as denominações em um ato de expressão pública de fé, amor, agradecimento e exaltação do nome de Jesus Cristo.
Também é um evento que permite expressar ao mundo a comunhão dos cristãos.Com a saída da Praça Brasil, a marcha seguirá pela avenida Amazonas, rua Rio Branco até a Prefeitura Municipal.
Ali será feita uma oração em favor da cidade num todo como bairros, ruas, poderes constituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário).A caminhada retorna ao centro da cidade, pela rua Dom Pedro II, até a Praça dos Carreiros, onde uma grande estrutura estará montada para a apresentação de grupos de louvor como o Proclamação – um dos promotores do evento -, e o grupo Unindo Almas.
Porém, o pico da programação será a ministração do pastor , do Ministério de Louvor Paixão David Quinlan, Fogo e Glória, de Minas Gerais. David Quinlan é um dos grandes nomes da música cristã no país e no mundo, já que são mais de 2 milhões cds espalhados em diversas partes do planeta.
Caravanas de municípios vizinhos estão sendo organizadas para participarem da Marcha e dos shows. Cidades como Jaciara, Juscimeira, Primavera do Leste, Campo Verde, Dom Aquino, Pedra Preta, Itiquira, Distrito de Ouro Branco, Sonora e ainda a capital Cuiabá já confirmaram presença.
“Não queremos e não vamos pregar religião, mas sim declarar o amor de Deus pelas ruas da nossa cidade, amor esse que se chama Jesus Cristo. Temos visto e vivenciado as disparidades de um mundo sem esperança e, como escolhidos de Deus, vamos declarar que Jesus é o único caminho para que haja verdadeiramente uma mudança na nossa cidade, no nosso Estado, na nossa nação”, afirmou Karoline Garcia, do Mais de Deus Comunicação, braço da Associação dos Ministros do Evangelho (AME) para a realização de eventos como a Marcha.
Do mesmo estado do também pastor e músico André Valadão, que se apresentou em Rondonópolis em 2008 levando 35 mil pessoas ao Parque de Exposições, Quinlan esteve uma única vez em Rondonópolis, também se apresentando junto com o Proclamação.
“É certamente um marco para a nossa cidade. A Marcha vem evidenciar mais o nome de Jesus, já ouve um tempo em que foi feita, mas caiu no esquecimento e por isso esperamos que seja realmente algo que venha reunir o povo de Deus, que venha a alcançar vidas”, considerou o presidente da Associação dos Ministros do Evangelho (AME), pastor José Roberto Barbosa.
As denominações têm se manifestado animadas com a retomada do evento, e igrejas como a Igreja do Evangelho Quadrangular já confirmou a presença de pelo menos dez congregações, que estão localizadas na cidade. “Vamos estar lá para declarar que nossa cidade é de Jesus.
Fizemos uma reunião com nossos pastores e não teremos nenhuma outra programação no dia da Marcha para Jesus justamente para que todos tenham a oportunidade de expressar esse amor que só ele nos oferece”, afirmou o superintendente regional e vice-presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular no Estado de Mato Grosso, pastor Wilson José dos Santos.
Em visita a sedes do Ministério Sal da Terra em outros estados, o pastor presidente da congregação, Célio Rosa da Silva, informou que retornará à cidade para participar do evento.
Enquanto isso, uma equipe do grupo de jovens “Jovens Unidos Sal da Terra – JUST” foi escalada para contribuir com os trabalhos de organização e montagem da estrutura dos shows. “Estamos nessa terra para servir e servir com excelência para aquele que é a excelência, Jesus.
Sem dúvida, será um dos maiores eventos que essa cidade já presenciou e se for para ganhar vidas para Jesus meu nome é pronto”, informou o pastor presidente, que também colocou o projeto no grupo de intercessão do Ministério.
Fonte: Circuito Mato Grosso

quarta-feira, 25 de março de 2009

MG News: Detentos evangélicos mandam no antigo presídio do Carumbé

Por Renato Cavallera
Quem dita as ordens hoje no Centro de Ressocialização de Cuiabá (antigo presídio do Carumbé) são os presos evangélicos que ocupam 2 alas da unidade 1, com cerca de 400 detentos dos mais de mil que ocupam vagas destinadas a 500. As denúncias foram feitas à reportagem do Jornal A Gazeta por agentes penitenciários que hoje correm o risco de serem punidos pela direção da Unidade pelo fato de manterem os presos “convertidos” trancados nas celas como medida de segurança, depois que o Centro teve a população aumentada em mais de 300 presos de alta periculosidade, removidos da Penitenciária Central de Cuiabá.
Os denunciantes trabalham diariamente nas unidades e se dizem abandonados pelo Estado e impotentes diante dos privilégios e benefícios concedidos à população carcerária. Ameaçados constantemente de mortes, sem direito a porte de arma e nem a carteira funcional, a categoria se diz acuada diante do quadro de superpopulação carcerária que enfrenta. Segundo os denunciantes, a situação nas unidades prisionais do interior é mais grave, onde os agentes não contam nem com o apoio dos policiais militares.
O agente C., 36, relatou que hoje corre o risco de ser preso, pois anda com uma arma ilegal e não possui porte. Isto porque foi informado por um superior de que ele e a família estavam sendo ameaçados de morte por um criminoso, líder de quadrilha.
Sem direito a porte e a carteira funcional, corre o risco de ser apanhado em uma blitz e depois de preso ser jogado em uma unidade prisional junto aos marginais que o ameaçam. Afirma que ele e os colegas já foram alertados pelo diretor da unidade, Dilton Matos de Freitas, que assumirão as “consequências” de manter os evangélicos presos nas celas, caso “ocorra alguma coisa”. Isto porque os “convertidos”, entre outros privilégios, andam livremente pelos corredores da unidade, sendo apenas monitorados por outros “irmãos” escolhidos por eles.
Mas os agentes relatam que mesmo entre os convertidos estão criminosos de alta periculosidade e que já estão escolhendo os carcereiros que querem que atuem nas alas, sugestão que vem sendo aceita pela direção. Além disso, as alas evangélicas são as únicas que não passam por revistas minuciosas, como as demais.
Os próprios agentes tentaram conversar com a direção da unidade em reuniões que não aconteceram. Mas os relatos de privilégios entre presos são antigas, tanto que na edição do dia 29 de maio do de 2008, o Jornal A Gazeta publicou matéria de denúncia feita junto ao Ministério Público contra o diretor Dilton Matos de Freitas, relatando os privilégios e facilitações de fuga de criminosos perigosos. Na época, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) disse que uma sindicância interna iria apurar o fato.
De acordo com a assessoria da Sejusp, a Instrução Sumária ainda não foi concluída, pois há depoimentos ainda em andamento. O diretor continua até que seja comprovada qualquer culpabilidade. Quanto a denúncia de favorecimento aos evangélicos, os mesmos ficam em uma ala denominada de Ala Evangélica, porém, sem que o Sistema Prisional promova qualquer privilégio.
Realidade - A falta de apoio por parte do estado à categoria começa pela falta de capacitação. O agente R., 39, disse que há 3 anos ingressou na carreira por serviço público e não passou por nenhum curso preparatório ou de formação para atuar nas unidades prisionais. “A única frase de incentivo que ouvi do superior foi: seja austero. Daí recebi as algemas”.
Segundo ele, ao contrário dos policiais militares e civis, que são preparados para o trabalho, os agentes penitenciários não tem qualquer formação, apesar de estarem diariamente em contato com criminosos de alta periculosidade e enfrentado falta de condições mínimas de trabalho dentro das unidades. Em média, 2 agentes ficam responsáveis por cerca de 150 criminosos.
Representando a categoria dos agentes, a secretária do Sindicato dos Policiais e Agentes Carcerários, Jacira Maria da Costa e Silva, reforça as acusações de omissão e abandono do estado em relação a categoria e da falta de cursos de formação, previstos inclusive com verbas federais que não vem sendo aplicadas. Segundo ela, existe em Brasília um projeto de uma escola voltada para estes servidores, que já teria sido implantada com recursos do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
Mas a escola existe apenas no papel aqui em Cuiabá. O sindicato questiona a aplicação desta verba mas, segundo ela, até agora não obteve resposta. O que vem acontecendo, segundo Jacira, é que uma fundação vem usando as verbas mas para promover os cursos para os reeducandos que deixam as unidades e não para os agentes, como deveria ocorrer.
Segundo a assessoria da Sejusp, os últimos agentes contratados foram nas gestões anteriores à do secretário Diógenes Curado Filho. Em 2008, não houve contratação de nenhum servidor temporário.
A Coordenação de Educação Penitenciária, que funciona atualmente junto com a Fundação Nova Chance, desenvolve capacitações com os agentes prisionais, a exemplo do Curso de Formação Continuada dos Servidores Envolvidos na Ressocialização, ocorrido ao longo de 2008, quando foram capacitadas 450 pessoas nos municípios de Rondonópolis, Juara, Cáceres e Sinop. Em Cuiabá, o curso será desenvolvido neste ano, junto com outros pólos que não foram contemplados no ano passado. Em cada curso, os agentes e comunidade debatem temas como Direitos Humanos; Educação em Prisões; Estatuto da Criança e do Adolescente; Diretrizes Gerais da Secretaria Adjunta de Justiça; Homofobia.
Além disso, servidores em geral da segurança pública podem se inscrever nos cursos de Educação à distância ofertados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. Em 2008, mais de 11 mil servidores da segurança se matricularam nos cursos EAD, um crescimento de 334% em relação ao total do ano de 2007. Destes, 3.474 são agentes prisionais.
Outro benefício proporcionado com recursos do Governo Federal é a Bolsa Formação, cujo servidor, para ser beneficiário, deve estar enquadrado nos requisitos solicitados pelo Pronasci, como: estar matriculado em um curso de EAD, receber salário bruto de até R$ 1,7 mil e não ter cometido infrações administrativas nem penais nos últimos 5 anos. O beneficiário do Bolsa Formação recebe uma ajuda de R$ 400.
A categoria cobra os investimentos de R$ 15 milhões de reais, anunciados em setembro de 2007 e que viriam do Governo Federal para a construção de 3 novas unidades prisionais no interior, ampliando em mais 450 vagas no sistema prisional. Segundo o estado, os recursos foram aplicados, na construção de 3 Centros de Detenção Provisória com 160 vagas em cada um. O de Tangará da Serra já está concluído e a Sejusp está providenciando agora a parte de mobília do prédio. Os outros 2, Pontes e Lacerda e Juína estão em construção. Um quarto CDP será construído em Peixoto de Azevedo e o recurso já está empenhado para Mato Grosso.
Quanto a questão das carteiras funcionais, a Sejusp contesta as informações do sindicato e assegura que basta o agente procurar a sede da Coordenadoria da Polícia Técnica (Politec) para a confecção, porém, ainda sem o porte de arma. Sobre o porte de arma, o processo para autorização está em andamento, pois a legislação que define porte de arma especifica que o profissional deve apenas ter o armamento em serviço.
Quanto a pagar por algemas e uniformes, a informação não procede, assegura a Sejusp. Em 2008, mil algemas de pulso foram adquiridas pelo estado para atender as unidades prisionais. Uma outra aquisição, que está em andamento, são para algemas de tornozelo, cujo processo está em finalização com os produtos previstos para serem entregues brevemente.
Qualquer aquisição, segundo a assessoria, deve ser prevista nos planos de trabalhos anuais (PTA) elaborado no ano corrente para o exercício subseqüente. Em 2007 não foi feita previsão orçamentária para aquisição de uniformes para servidores do Sistema Prisional em 2008. Contudo, para o exercício deste ano a secretaria previu tal aquisição no PTA e deve fazer a compra dos uniformes. Mas mesmo em face dos vários problemas existentes no sistema prisional, pela sua complexidade, o governo não estuda a possibilidade de criar uma secretaria só para atender o setor, como sugerem os agentes carcerários e seus representantes.

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