sábado, 14 de maio de 2016

Mais eficiência: governo Temer quer pente-fino nas estatais; saiba mais!

Uma das missões dadas pelo presidente em exercício Michel Temer à nova equipe econômica é passar um pente-fino nas empresas estatais, alvo de tantas notícias negativas nos últimos anos. A ideia é corrigir os excessos do passado, impor uma gestão mais bem avaliada pelo mercado financeiro e aumentar o grau de eficiência das empresas. O novo governo planeja não apenas substituir nomes, mas fazer uma devassa nos contratos das empresas, a fim de cortar as despesas e aumentar a confiança.

Isso não significa que as estatais não continuarão aparelhadas. Se, antes, seu comando era dividido entre PT, PMDB e PP, com a saída dos petistas, os políticos dos dois últimos partidos continuarão a fatiar as empresas. O peemedebista Eliseu Padilha deve coordenar essa movimentação e orientar a renegociação dos contratos de cada uma das estatais.A troca nos comandos da Petrobras e do Banco do Brasil deve ficar para um segundo momento no governo Michel Temer. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vai participar da escolha dos substitutos de Aldemir Bendine (Petrobras) e Alexandre Abreu (BB), mas isso será feito com calma, para não criar turbulências no mercado financeiro, afirmaram interlocutores.Alguns nomes que foram ventilados para a Petrobras, no entanto, já foram descartados. Um deles é do consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura. Segundo interlocutores de Temer, ele não poderia comandar a estatal por ter atuado como consultor de empresas estrangeiras no setor de petróleo e gás. Outro nome que tem circulado como cotado para a Petrobras é o do presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Jorge Camargo.

Uma das preocupações do novo governo é que o presidente da Petrobras seja um nome amigável aos petroleiros e não tenha atuado em favor de concorrentes estrangeiros. As associações de funcionários da Petrobras são organizadas e têm um viés estatista. Por isso, a ideia é não criar tensões nas relações com o grupo.

Além disso, será mais fácil aproximar-se de Bendine do que tirar o executivo do comando da petrolífera de uma vez. Uma recente mudança no estatuto da Petrobras prevê que, mesmo que seja desligado da presidência pelo controlador (ou seja, o governo federal), Bendine ficaria no conselho diretor. Para tirá-lo de lá, seria necessária sua renúncia, ou uma assembleia para reformar novamente as regras da empresa, o que poderia gerar mais solavancos na petrolífera. E isso não interessa ao governo Temer.

De acordo com interlocutores próximos de Bendine, ele ainda não foi procurado pelo presidente interino nem por emissários deste. O presidente da Petrobras teria dito que não dará o primeiro passo, por considerar deselegante.

Com relação a uma possível ânsia de privatização de partes da empresa, a avaliação é que seria impossível fazer algo além do que já consta no plano de desinvestimento de US$ 14 bilhões este ano, por causa da situação do mercado internacional. Esse cenário só mudaria se o mercado se tornasse comprador e surgissem boas oportunidades.

A maior preocupação é com a Caixa Econômica Federal, que será presidida pelo ex-ministro da Integração Nacional e das Cidades Gilberto Occhi. Segundo uma fonte próxima a Temer, uma decisão já tomada é que, à exceção do presidente da instituição, todos os vice-presidentes da Caixa terão de ser funcionários de carreira. Até então, eram permitidas indicações políticas. A equipe de Temer quer levantar qual o real custo para a instituição dos programas do governo federal. Como o banco foi o principal palco das pedaladas fiscais, o possível novo governo quer uma devassa nas contas da instituição.

De acordo com o novo ministro do Planejamento, Romero Jucá, o governo Temer está discutindo uma política de fortalecimento das empresas estatais e das agências reguladoras.

“A ideia é implantar critérios de governança e meritocracia nos quadros dessas instituições”, afirmou Jucá.

O economista José Roberto Afonso, pesquisador do Ibre/FGV, chama atenção para o fato de a recessão trazer dificuldades de caixa para a grande maioria das empresas do país, e não apenas às estatais. Para ele, é preciso “apagar o incêndio”, com um plano de estabilização da economia e, depois, montar um plano de reestruturação, para retomar o crescimento. Mas ele acredita num cenário melhor para as estatais no novo governo:

“No caso da Petrobras, em particular, se garantir que será gerida de forma profissional e segundo a governança de mercado, se for assegurada a liberdade de preços de combustíveis e se garantir que os erros da Lava Jato não se repetirão, eu acho que o governo poderia, inclusive, até se oferecer para comprar em mercado ações da empresa, pelos atuais baixos preços. Se ele cumprir o que aqui eu relaciono, o valor das ações da empresa subirá rapidamente, e o governo pode revendê-las depois e ganhar mais dinheiro com isso do que arrecadando um imposto tão ruim para a economia como a CPMF”.

Um aporte do governo para aliviar o caixa e, sobretudo, o endividamento das principais estatais poderia ocorrer, afirmam especialistas em contas públicas. O inevitável nesse caminho é o aumento da dívida pública.

Economista e um dos criadores do Plano Real, Edmar Bacha acredita que, dificilmente, o governo conseguirá evitar um aporte para salvar as empresas estatais. Esse movimento, no entanto, deve ser acompanhado, segundo ele, por uma ampla reestruturação das companhias. Ele cita a Petrobras como exemplo de uma empresa que precisará de recursos do governo.

“As estatais estão todas quebradas, e o governo provavelmente terá que fazer um aporte. Mas não é possível manter a mesma estrutura. É preciso uma solução múltipla, que inclua uma reestruturação das estatais e dos setores em que atuam. É preciso aporte, mas também redefinir as empresas, reestruturar dívidas, refazer tudo”, defendeu Bacha.

Segundo o economista, o custo fiscal pode ser reduzido de acordo com as condições estabelecidas no apoio à estatal. Ele lembra que é possível, por exemplo, condicionar o aporte ao compromisso de venda de ativos no futuro.

Para o economista Raul Velloso, a prioridade para o aporte seria das companhias cujos preços foram controlados pelo governo, principalmente Petrobras e Eletrobras.

“Os preços fora da realidade criaram buracos grandes, e as companhias precisaram se endividar. Já houve alguma correção de preços com o (Joaquim) Levy. Mas o principal problema das estatais veio pelo aumento do endividamento”.

Haveria duas vias paralelas para melhorar o caixa das estatais, ressalta Velloso. Uma pela venda de ativos; a outra, com recursos do governo: “O governo não tem dinheiro para isso. Mas pode emitir moeda e botar lá. Vai aumentar a dívida pública de qualquer maneira. Isso tem de ser feito num momento de credibilidade. Agora, por exemplo, é momento de fazer”.

Já a economista Margarida Gutierrez, especialista em contas públicas da UFRJ, acredita que o socorro do governo às estatais não poderia ser feito de imediato:”O aumento da dívida pública é um problema. E será preciso ver como a sociedade vai reagir a isso. Se for bem conversado, de forma transparente, pode ser um farol. Vai depender da relação do novo governo com o Congresso. O ajuste fiscal é a agenda mãe. Após garantir as primeiras reformas, ter um projeto fiscal encaminhado, terá apoio para investir nas estatais”.Já o ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso é contra qualquer resgate de estatais pelo governo. Na sua avaliação, há excesso de empresas governamentais no país, e estas devem aprender a sobreviver sozinhas. Ele afirma que o país tem hoje 303 entidades descentralizadas — empresas estatais e autarquias, por exemplo —, enquanto nos Estados Unidos há 62.

“O governo deveria deixar as estatais se virarem. Tem tantas… Se algumas morrerem, será um benefício para o país”, afirmou.

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Fonte: O Globo

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O presidente do STF Ricardo Lewandowski foi indicado pelo parceiro de Bumlai

Em 2012, a Época fez uma reportagem sobre as pessoas mais próximas de Lula: Luiz Marinho, Ricardo Lewandowski e Laerte Demarchi, dono dos terrenos repassados a José Carlos Bumlai e vendidos posteriormente ao dono da Focal.

A reportagem dizia:

“Marinho, Lewandowski, Demarchi e Lula pertencem a um mesmo círculo de amigos – e o relacionamento dos quatro vem se estreitando nos últimos tempos.

Lewandowski ingressou na vida pública pelas mãos dos Demarchis. Quando Walter Demarchi, irmão de Laerte, era vice-prefeito de São Bernardo, entre 1983 e 1988, ele convidou o então advogado a ocupar a Secretaria de Assuntos Jurídicos.

O então prefeito, Aron Galante, mal conhecia Lewandowski. Ele recorda: ‘Foi a família Demarchi que indicou o secretário jurídico’.

A família Demarchi se orgulha de ter sugerido o nome de Lewandowski quando surgiu uma vaga no Supremo. ‘O único favor que pedimos ao Lula, que foi meu irmão Laerte quem pediu, foi para que ele colocasse o Ricardo como ministro’. O Lula falou: ‘Tudo bem’”.

Agora que a Lava Jato investiga o elo entre Lula, José Carlos Bumlai e Laerte Demarchi, o que vai dizer o presidente do STF, indicado para o cargo pelo próprio Laerte Demarchi? Tudo bem?

Fonte: O Antagonista.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

STF: Falta de vagas em cadeia pode levar condenados ao regime domiciliar


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (11) que, na falta de vagas em estabelecimentos penais, presos que estão na cadeia há mais tempo deverão ser liberados a progredir antecipadamente de regime e poderão cumprir pena em casa para dar espaço a novos condenados. A medida oferece um benefício aos condenados e pode ajudar a desafogar a superlotação do sistema penitenciário do país.

Dez dos 11 ministros acompanharam o relator, ministro Gilmar Mendes, no caso de um preso condenado no Rio Grande do Sul a cumprir pena em regime semiaberto e que recebeu ordem judicial para progredir ao regime domiciliar por falta de vagas. O Ministério Público, no entanto, recomendou que o detento fosse transferido para o regime fechado e acionou a Suprema Corte para decidir sobre o assunto.

O julgamento começou em dezembro e foi retomado nesta quarta após a devolução de um pedido de vista do ministro Teori Zavascki. Em seu voto, Gilmar considerou que a falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime penal mais grave. O ministro pondera que, durante a execução penal, a expectativa do condenado é de progredir ao regime mais brando, e não ao contrário.

“A inobservância do direito à progressão de regime, mediante manutenção do condenado em regime mais gravoso viola o direito à individualização da pena. A manutenção do condenado em regime mais gravoso seria um excesso de execução, violando o seu direito”, afirmou Gilmar. Apenas Marco Aurélio Mello discordou do ministro e votou pelo indeferimento da ação.

Periculosidade

Gilmar defendeu que os juízes avaliem os casos individualmente e considerem o comportamento e o risco oferecido pelos detentos à sociedade diante das condições oferecidas pelas unidades usadas para cumprimento de regimes semiaberto e aberto.

Em caso de déficit de vagas no sistema, portanto, o condenado deverá ser submetido a medidas cautelares como monitoramento por tornozeleira eletrônica, ordem para que se matricule em uma escola ou cumprimento de penas alternativas, como aplicação de multa e prestação de serviços comunitário.

“Uma classificação bem feita pode direcionar dois condenados pelo mesmo crime – homicídio, por exemplo – para caminhos diversos. Um, reincidente, membro de associação criminosa, potencialmente perigoso, pode necessitar cumprir sua pena em um presídio de segurança máxima. Outro, primário, anteriormente com emprego fixo, que cometeu um crime no calor de uma discussão, pode ser recomendado a um estabelecimento de segurança mínima”, admitiu o ministro.

Sistema penitenciário

Celso de Mello, decano da Corte, fez duras críticas ao sistema penitenciário brasileiro ao acompanhar o voto do relator. Segundo ele, o modelo adotado no País “representa a expressão mais visível e ultrajante de cônico vilipendio e de frontal e imoral desrespeitos a direitos fundamentais das pessoas sob a custodia do Estado”, e que o poder público descumpre seus deveres por não oferecer solução ao problema.

Na decisão desta quarta, o STF também aprovou a determinação para que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresente, no prazo de 180 dias, um projeto para estruturar um cadastro nacional de presos que seja capaz de identificar os condenados mais próximos de progredir de pena ou de ter a condenação extinta. O órgão deverá também implementar um programa de acompanhamento de penas alternativas e expandir programas para estimular a educação e a recolocação profissional de ex-detentos

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Fonte: Correio Braziliense

Lewandowski assume comando do processo de impeachment no Senado

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, terá uma reunião nesta quinta-feira (12) com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente e relator da Comissão de Impeachment, Raimundo Lira (PMDB-PB) e Antônio Anastasia (PSDB-MG) e líderes no Senado. O encontro está marcada para às 16h.

Esta será a primeira reunião da comissão nessa segunda fase de tramitação do processo de impeachment no Senado. Nesta quinta (12) foi aprovada a admissibilidade do impeachment por 55 votos a 22 no plenário e presidente Dilma Rousseff será afastada por até 180 dias.

O processo entra agora na fase de julgamento. A mesma Comissão de Impeachment que elaborou o relatório irá tocar os trabalhos. Mas agora sob o comando do presidente do STF. O relator do processo no Senado, senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) explicou ao ‘R7 ‘ como será o rito a partir de agora:

“Teremos hoje uma reunião com presença do ministro Lewandowski, que assume formalmente a presidência do processo, e ele, com base no rito que já foi estabelecido vai estabelecer os próximos passos. A  função dos membros da comissão é seguir esse rito, sendo que essa fase agora tem como elemento primordial: a produção de provas”.

Anastasia explicou que Lewandowski comanda o processo, mas não participa de todas as reuniões da comissão.

“O ministro não estará fisicamente em todas as reuniões, ele dará as orientações, discutirá questões de ordem e outros temas que sejam submetidos a sua excelência. A comissão agora num primeiro momento irá receber a defesa e num segundo momento haverá a produção de provas”.

O senador, que foi criticado pela tropa de choque de Dilma no Senado, foi elogiado pelo defensor de Dilma, o Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo na sessão desta quinta. Isso, claro, sem que Cardozo concordasse com a tese da relatoria de que houve crime de responsabilidade. Anastasia disse que é importante lembrar que o processo ainda não está finalizado e Dilma Rousseff ainda não foi condenada.

“Não houve condenação. Ainda teremos outra votação por maioria simples, que é a pronúncia. Aí depois sim temos a votação por dois terços (que pode levar à perda definitiva de mandato e inelegibilidade por oito anos)”.

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Fonte: R7

Sem foro privilegiado, Lula volta às mãos de Sergio Moro

Exonerado do cargo de ministro da Casa Civil, do qual foi afastado após formalmente empossado, o ex-presidente e agora ex-ministro Luis Inácio Lula da Silva deve ter nos próximos dias seus processos enviados da o juiz Sergio Moro. A informação foi publicada pela coluna Radar, da ‘veja’.

No Supremo Tribunal Federal, ficará apenas no processo que investiga o suposto “quadrilhão” montado por políticos para sangrar os cofres da Petrobras.

Com a descida dos processos para Moro, a possível prisão de Lula ganha força.

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Fonte: Veja

sábado, 7 de maio de 2016

Aleluia diz: "PCdoB querer defender a democracia é piada”


 “Só pode ser pilhéria o PCdoB dizer que defende a democracia. E que desfaçatez é essa de não assumir que a ditadura é o ideal de governo de todo partido comunista”, reage com ironia o dep. federal José Carlos Aleluia aos ataques raivosos dos comunistas ao Democratas. 

“O autoritarismo, o totalitarismo e a ditadura compõem o DNA do Partido Comunista do Brasil”, lembra Aleluia. Segundo ele, a ruptura com o Partidão (PCB) da qual resultou a legenda foi justamente porque o grupo que criou o PC do B defendia o ditador Josef Stalin.“Enquanto a União Soviética, por meio do líder Nikita Kruschev, fazia uma revisão de sua história, denunciando ao mundo o assassínio de milhões de russos por Stalin, o PC do B surgia para defender os ideais de um ditador cruel e sanguinário, que chegou a fazer um pacto com Hitler”, conta o presidente estadual do Democratas.

Para Aleluia, um partido com esse tipo de origem não pode ser levado a sério quando fala em contraditório e democracia. “O PC do B defende o partido único. Era assim na extinta União Soviética e na Albânia, um miserável país dominado durante décadas pelo ditador Enver Hoxha, que, enquanto esteve vivo, foi o ídolo dos comunistas do PC do B”.

Segundo Aleluia, onde o comunismo tomou o poder só existiu um partido. “Ainda hoje nos remanescentes países comunistas, como Cuba e Coréia do Norte, prevalece o partido único comandando o modo de governar totalitário tão admirado pelo PC do B. 

A China de Mao Tsé Tung já foi o sonho de comunismo do PC do B. Mas certamente deixou de ser depois do choque de capitalismo chinês, embora por lá ainda hoje só haja um partido”.


"Todos às ruas para defender a democracia e contra o golpe". Esse é o mote da propaganda do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que foi exibido em rede nacional de televisão nesta quinta-feira(28) nas emissoras de todo o Brasil. 

Os comunistas denunciam no programa a farsa do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff e destacam que o golpe põe fim a uma das maiores conquistas dos brasileiros nos últimos tempos: a democracia. 


Fonte: Politica Livre

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Colégios católicos querem impedir o Dia das Mães; Pr. Silas comenta

O homem está bravo. O Pr. Silas Malafaia protesta em seu vídeo a ação de um colégio católico, por mandar uma circular aos pais dizendo que não será comemorado o dia das Mães nem o dos Pais. o Pr. diz que é uma vergonha a igreja católica com essa atitude defender a ideologia de sexo tão combatida pelos evangélicos e apoiada pelo governo do PT. Assista o vídeo e deixe a sua opinião.



terça-feira, 3 de maio de 2016

Justiça do Rio envia ao STF arquivos da Lava Jato com referência a Dilma

© Cristiano Mariz



O juiz Marcelo Brêtas, responsável na Justiça Federal do Rio pelos processos sobre fraudes e corrupção na estatal Eletronuclear, enviou ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivos com referências à presidente Dilma Rousseff e ao senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia. Ambos têm foro privilegiado e só podem ser investigados no STF.

O material sobre Dilma e Lobão faz referência ao esquema investigado na Operação Lava Jato e foi apreendido pela Polícia Federal na casa do ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva. O ex-executivo foi preso suspeito de receber propina desviada de obras da Usina Nuclear Angra 3.

Edison Lobão já é alvo de quatro inquéritos da Lava Jato. Já Dilma poderá ser investigada por tentativa de obstrução da operação. As suspeitas contra ela têm como base a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e os grampos autorizados pelo juiz Sergio Moro para investigar o ex-presidente Lula.

Fonte: MSN

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Delcídio diz que foi ‘explorado para benefícios’ de Lula e filho de Cerveró

Em suas alegações finais ao Conselho de Ética do Senado, o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) diz que foi “explorado para benefícios de terceiros” e cita o ex-presidente Luiz Inácio do Lula da Silva e Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Delcídio responde a um processo no colegiado por suposta quebra de decoro por ter sido flagrado em uma gravação negociando um plano de fuga para o ex-diretor da estatal, alvo da Operação Lava Jato.

No documento, protocolado na sexta-feira (29) e ao qual a ‘Globonews’ teve acesso, a defesa classifica a representação apresentada no conselho contra Delcídio de “fantasiosa”, “confusa” e “estapafúrdia” e pede a anulação do processo alegando não haver provas. A votação do parecer recomendando ou não a cassação do mandato parlamentar dele está prevista para a próxima terça-feira (3).

A defesa de Delcídio sustenta que “toda a prova que a defesa requereu que fosse trasladada do STF (Supremo Tribunal Federal) para o Conselho de Ética demonstraria que Delcídio do Amaral jamais foi o articulador disso tudo”.

E continua: “Ao contrário! Delcídio do Amaral foi explorado para benefícios de terceiros: de um lado, de Lula para proteger a família do amigo (José Carlos) Bumlai; de outro lado, de Bernando Cerveró (filho do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró) que o atraiu por truques cênicos para criar a ‘cama de gato’ e conseguir o trunfo da colaboração do pai”.

Procurado pela reportagem, o Instituto Lula informou que “o ex-presidente já falou sobre o assunto em depoimento à Procuradoria Geral da República e negou a fantasiosa tese de Delcídio do Amaral e de sua defesa”.

A defesa de Bernando Cerveró nega a utilização de truques cênicos e afirma que a reunião em que foi realizada a gravação aconteceu nos mesmos moldes de outras reuniões entre Bernardo e Delcídio.

Segundo a defesa do senador, um dos alvos da delação de Cerveró seria Bumlai e Delcídio teria a missão de demover o ex-diretor da Petrobras da ideia de fechar acordo com o Ministério Público Federal.

Ex-líder do governo no Senado, Delcídio foi preso pela Polícia Federal em novembro do ano passado acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Em conversa que teve o áudio gravado, o senador trata de um plano de fuga para que Cerveró não fechasse acordo de delação premiada e, se fechasse, que não o citasse. A gravação foi feita por Bernardo Cerveró e entregue ao Ministério Público.

Falta de provas

Os advogados de Delcídio argumentam ainda que a representação contém apenas o teor do áudio degravado, sem estar autenticado, e não o áudio em si.

“O único elemento de prova que pretende lastrear a malsinada imputação vertida na confusa e fantasiosa representação é um documento apócrifo – mais do que apócrifo, anônimo – que se autodenomina de ‘degravação’”, escreveu a defesa.

A defesa também diz que a gravação foi obtida por “meio enganoso”, porque Bernardo se aproveitou da relação de confiança que Delcídio possuía com a família do ex-diretor da Petrobras para induzi-lo a se “autoincriminar”.

Os advogados alegam ainda que a representação não deixa clara qual é a imputação contra o senador. “As malversadas construções vertidas na estapafúrdia peça inaugural não revelam com mínima clareza no que teria consistido exatamente a quebra de decoro”.

A peça entregue no conselho afirma que o dispositivo pelo qual o PPS e a Rede, autores da representação, pedem a sua cassação diz que a quebra do decoro ocorreria mediante a prática de “irregularidades graves”, incluindo o desvio de verba para enriquecimento do senador ou a aplicação indevida de recursos públicos.

A defesa sustenta, porém, que nenhum dos casos de aplica à conduta atribuída ao senador na representação. “A representação é pródiga em vituperar ignomínias e maledicências contra o senador Delcídio. Todavia, quando se trata de amoldar tecnicamente em qual hipótese de tipicidade concreta teria incorrido a sua conduta, a representação deixa um vazio, sintomático da sua inépcia”, afirma nas alegações finais.

Os advogados pedem ainda o cancelamento da sessão desta terça-feira e que a fase de instrução seja reaberta. Requer ainda que ele seja absolvido, mas, caso o processo seja considerado procedente, que Delcídio receba uma punição mais branda do que a cassação do mandato parlamentar. Pelo Código de Ética, as demais penas previstas são censura, advertência ou perda temporária do exercício do mandato.

Suspeição

Nas alegações finais, os advogados também solicitam que o relator Telmário Mota (PDT-RR) e todos os demais integrantes do Conselho de Ética sejam declarados “suspeitos” para decidirem sobre o caso, porque “publicamente anteciparam juízos de valor” sobre a denúncia.

Procurado pelo ‘G1′, Telmário Mota disse que considera o pedido de suspeição “incrível” porque ele deu “várias oportunidades” para Delcídio se defender no Conselho de Ética. O parlamentar também afirmou que conselho está julgando o “comportamento” do senador e não o crime que ele teria cometido, por isso os documentos não são fundamentais para o processo administrativo. Telmário também afirmou que a intenção da defesa é atrasar os trabalhos do colegiado.

Além disso, os advogados querem que o Conselho de Ética marque uma nova data para que Delcídio preste depoimento ao colegiado.

Ao todo, o conselho marcou quatro datas para que ele fosse ouvido. No entanto, o senador apresentou licenças médicas e não compareceu a nenhuma das sessões agendadas.

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Fonte: G1


Lá vamos nós de novo: Justiça determina bloqueio do WhatsApp por 72 horas

O WhatsApp foi bloqueado no Brasil desde as 14h. Uma decisão do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE) – o mesmo que mandou prender um executivo do Facebook – vai suspender o serviço no país por 72 horas.

Segundo a Folha, as cinco principais operadoras – TIM, Oi, Vivo, Claro e Nextel – já receberam a determinação e vão cumpri-la, sob risco de pagar multa diária de R$ 500 mil.

O motivo do bloqueio é o mesmo de antes: o WhatsApp se recusou a quebrar o sigilo de mensagens trocadas no serviço.

Em março, o juiz Montalvão expediu uma ordem de prisão preventiva contra Diego Jorge Dzodan, vice-presidente do Facebook na América do Sul. A polícia solicitou a quebra de sigilo em mensagens do WhatsApp trocadas por uma quadrilha de traficantes em Lagarto.

Enquanto o WhatsApp disse não ter representação no Brasil, o Facebook – que adquiriu a empresa em 2014 – não respondeu aos pedidos da Justiça. Foram três contatos, depois uma multa diária de R$ 50 mil, e depois um aumento dessa multa para R$ 1 milhão.

O WhatsApp alega não guardar mensagens no servidor, apenas metadados; e recentemente implementou criptografia ponta-a-ponta em todas as mensagens e plataformas, de forma que não haveria uma chave-mestra para descriptografá-las.

No entanto, não atender ordem judicial é crime no Brasil. Por isso veio a ordem de prisão; e, agora, o novo bloqueio ao WhatsApp.

A Folha diz que nem mesmo as operadoras estão exatamente dispostas a cumprir com essa ordem da Justiça. Elas podem ser punidas se não implementarem o bloqueio, e o WhatsApp consegue mudar seus registros para dificultar o processo – a Claro reclamou disso da última vez. As operadoras estudam se vão entrar com recurso judicial para derrubar o bloqueio; a Oi fez isso em dezembro.

No ano passado, a Justiça exigiu o bloqueio do WhatsApp em todo o país depois que a empresa não respondeu a demandas da Justiça para revelar mensagens envolvendo uma investigação criminal em São Bernardo do Campo (SP), do Grupo de Combate às Facções Criminosas (GCF).

Como dissemos por aqui, o bloqueio ao WhatsApp abriu um péssimo precedente e não deveria acontecer de novo. Esperamos que a decisão seja revertida o quanto antes.


Fonte: Gizmodo

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