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terça-feira, 28 de abril de 2009

MG Missões : Cristão dono de blog é solto após dois meses na prisão

Hamoud Saleh Al-Amri, 28, preso em janeiro por escrever em seu blog sobre a decisão de seguir a Cristo, foi solto pelas autoridades sauditas em 28 de março de 2009. Ele foi proibido de viajar para fora do país ou aparecer na mídia.
Em uma nova entrada em seu blog, Hamoud atribui sua soltura à pressão que uma rede de direitos humanos, entre as muitas que fizeram campanha para que ele fosse solto, exerceu sobre as autoridades sauditas.
Hamoud foi preso em 13 de janeiro de 2009, e ficou na prisão política de Eleisha, em Riyadh. Ele havia escrito em seu blog sobre a decisão de deixar o islã e seguir a Cristo, e também foi crítico com o sistema judiciário em seu país, destacando a corrupção e os abusos de direitos humanos.
Essa foi a terceira vez que Hamoud foi preso. Após a última prisão, as autoridades sauditas e o Google bloquearam o acesso ao seu blog, no que alegaram ter ocorrido uma violação dos termos de prestação de serviço, antes de restaurar a conexão em 5 de fevereiro de 2009, devido à pressão do público.
A complacência das autoridades sauditas nesse caso surpreendeu alguns analistas, dada a natureza da crítica ao regime e alegação explícita de ter deixado o islã, feitas por Hamoud.
Apesar de haver algumas tentativas para uma reforma, a Arábia Saudita permanece um país onde a expressão política é muito restrita, e somente uma versão do islamismo sunita pode ser praticada abertamente.
Outras formas de islamismo e outras religiões são restringidas. A pena de morte por apostasia continua em vigor.
Apesar de não existir registros de que essa sentença tenha sido executada nos últimos anos, assassinatos extra-judiciais de convertidos são muito comuns.
Em agosto de 2008, a mídia regional relatou que um homem saudita trabalhando em uma comissão local assassinou sua família, Fatima, porque ela se converteu ao cristianismo.
Fonte: Portas Abertas

domingo, 19 de abril de 2009

MG News : Parlamento somali aprova instauração da sharia

O Parlamento de transição da Somália aprovou neste sábado (18) por unanimidade a proposta governamental de instaurar o código de lei islâmido, ou a sharia, no país, que está em guerra civil desde 1991, anunciou o vice-presidente do Legislativo, Osman Elmi Boqore.
"Havia 340 membros na sessão e votaram de forma unânime pela instauração da sharia na Somália", afirmou o vice-presidente da assembleia, que comanda os debates na ausência do presidente do Parlamento, Aden Mohamed Nur.
O novo presidente somali, o líder dos islamistas moderados Sharif Sheikh Ahmed, eleito no fim de dezembro, já havia se pronunciado a favor da aplicação da sharia e de um cessar-fogo para favorecer negociações com os insurgentes islâmicos radicais, os shebab, contrários às autoridades. "O texto apresentado pelo governo está aprovado pelo Parlamento. Temos um governo islâmico", completou Nur.
A maior parte do centro e do sul do país do país está nas mãos dos insurgentes islâmicos e o norte se encontra dividido em duas entidades autoproclamadas autônomas, a região de Puntland e a "república" de Somalilândia.
O apoio do presidente Ahmed à medida foi uma resposta aos esforços de mediação de seis autoridades religiosas da Arábia Saudita, Qatar, Kuwait e Sudão, que buscavam um acordo de cessar-fogo entre o governo e os grupos islamitas radicais.
O líder dos islamitas somalis moderados foi eleito presidente por um Parlamento ampliado aos islamistas moderados e a representantes da sociedade civil.
Ele sucedeu Abdullahi Yusuf Ahmed, que foi obrigado a renunciar no fim de 2008 e era contrário a negociar com os radicais.
A instauração da sharia era uma das condições impostas pelos shebab para acabar com a sangrenta insurreição.
Os shebab já aplicam a lei corânica nas regiões sob seu controle, a maior parte do centro e do sul do país, incluindo a cidade de Baidoa (250 km ao noroeste de Mogadíscio), onde anteriormente ficava a sede do Parlamento.
Além da instauração da sharia, os shebab exigem a retirada de todas as forças estrangeiras do país. Depois da saída, em dezembro de 2008, do Exército etíope que apoiava o governo de transição, a única força estrangeira que permanece na Somália é a missão da União Africana (Amisom).
A votação no Parlamento aconteceu no momento em que o presidente e seu primeiro-ministro, Omar Abdisashid Sharmarke, estão fora do país para tentar obter apoio ao plano de paz.
Na próxima quinta-feira (23) acontece em Bruxelas (Bélgica) uma conferência internacional para aumentar a ajuda à Somália, que pretende fortalecer o Estado de direito e acabar com os ataques de piratas somalis no Golfo de Aden e no Oceano Índico.
Fonte: AFP

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