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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Pirâmides do Egito podem ser destruídas em nome do islamismo


Por Jarbas Aragão

Um artigo da revista online FrontPage está causando polêmica na última semana. Ele traz algumas traduções de notícias em árabe que supostamente indicam que os salafitas têm planos para demolir as Grandes Pirâmides do Egito, um esforço para exterminar o que chamam de “símbolos do paganismo”.
O xeque sunita e Presidente da Unidade Nacional do Bahrein, Abd al-Latif al-Mahmoud, teria pedido ao novo presidente do Egito, Muhammad Morsi, para “destruir as pirâmides e realizar o que Amr bin al-As não conseguiu”.
Amr foi um aliado de Maomé, fundador do Islã, que invadiu o Egito em 641 e começou a destruir artefatos egípcios. Existe um debate histórico sobre a exatidão de tais relatórios, mas alguns historiadores muçulmanos lembram que Amr bin al-As, seguindo o comando do califa Omar,  destruiu a grande biblioteca de Alexandria, tida como um centro de conhecimento para o mundo antigo.
No entanto, ele não teve tecnologia para destruir as estruturas piramidais maciças na época. Contudo, a facção dos salafitas dizem que hoje em dia já existem maneiras para fazer isso. Segundo uma matéria do jornal inglês Daily Mail, uma sugestão é desfigurar  as pirâmides, provocando a destruição total do passado pagão do Egito, que foi iniciado sob o reinado do primeiro conquistador islâmico do país.
Os principais argumentos são exemplos contemporâneos de vários países africanos e do Oriente Médio de maioria muçulmana que destruíram o passado de seus ancestrais. Os líderes deveriam ver-se como parte de uma grande comunidade islâmica, e não apenas como membros de diferentes nações.
“Grande parte desse ódio por sua herança pré-islâmica está ligado ao fato de que, tradicionalmente, os muçulmanos não se identificam com esta ou aquela cultura, nação, ou língua, mas apenas com o mundo islâmico”, afirma o artigo. “Sendo assim, enquanto muitos egípcios – muçulmanos e não muçulmanos – se vêem em primeiro lugar, como egípcios, os islâmicos não têm identidade nacional, identificando apenas com membros da cultura islâmica, baseadas nas sunas do profeta e usando a linguagem do Islã, o árabe”, afirma o jornal.
Este sentimento foi claramente manifestado quando o ex-líder da Irmandade Muçulmana, Muhammad Akef, declarou “para o inferno com o Egito”, indicando que os interesses de seu país são secundários ao do Islã.
A grande dúvida é se o atual presidente, eleito pela Irmandade Muçulmana do Egito, é “fiel” o suficiente e estaria disposto a completar o processo de islamização, que começou sob as mãos do primeiro conquistador do Egito islâmico. Ainda mais quando existem registros que os salafitas egípcios estão pedindo que Morsi expulse  todos os xiitas e os bahá’ís do Egito .
Para o historiador Daniel Pipes, a história está repleta de exemplos de muçulmanos que destruíram seu patrimônio, desde o próprio profeta Maomé, que derrubou o templo Saudita de Ka’ba, transformando-o em uma mesquita. Há relatos também de muçulmanos na Índia Medieval destruindo templos de seus antepassados e muçulmanos contemporâneos destruindo patrimônio não-islâmico no Egito, Iraque, Israel, Malásia e Tunísia.
Talvez o caso mais famoso sejam as estátuas de Buda destruídas no Afeganistão pelos talibãs 10 anos atrás. Atualmente, o Tribunal Penal Internacional entende que há um possível “crime de guerra” em andamento, pois extremistas islâmicos estão  destruindo o patrimônio histórico da cidade de Timbuktu, no Mali, em nome do Islã.  Segundo os rebeldes, os templos contrariam a sharia (lei islâmica) por “promover a idolatria” e conter, em seu interior, túmulos de antigos líderes religiosos.

Fonte: Gospel Prime 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

OMG News: ONU aprova documento contra intolerância religiosa

A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou normativa, na segunda-feira, 19, que compromete os governos dos países a combaterem todo sinal de sinal de intolerância religiosa.

O documento aprovado afirma que qualquer ato discriminatório “por razões de religião ou crenças, constitui uma violação dos direitos humanos”. Também expressa preocupação com atitudes que conduzem ao ódio religioso, que não contribuem para uma coexistência pacífica de povos e nações.

A ONU rejeita, assim, textos apoiados pela Organização da Conferência Islâmica (OCI), presidida pelo Paquistão, único país do mundo a ter uma lei da blasfêmia, que protege apenas a religião muçulmana. Por essa lei, qualquer suposta ofensa ao profeta Maomé pode ser condenado à morte.

Fonte: ALC

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

OMG News: Governo do Irã lança campanha para “aniquilar todos os judeus do mundo”

Aiatolá Ali Khamenei
Usando livro e filme, muçulmanos tentam popularizar mensagem antissemita
 
Em meio à controvérsia internacional sobre se Israel deve ou não atacar o programa nuclear iraniano, os governantes da República Islâmica do Irã decidiram “atualizar” o seu objetivo estratégico de “varrer Israel do mapa”. Agora eles divulgaram oficialmente pela primeira vez que seu plano está mais ambicioso: aniquilar todos os judeus do mundo. Para alcançar o seu novo objetivo, decidiram usar uma conhecida há séculos, o antissemitismo.

Duas semanas atrás, os aiatolás (líderes religiosos muçulmanos) de Teerã e Qom desencadearam uma virulenta campanha antissemita em seus sermões. Um novo livro e um filme serão usados para ampla distribuição desses ideais. A ordem partiu do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

O material produzido pelo governo iraniano se baseia amplamente no antigo livro de ficção “Os Protocolos dos Sábios de Sião” para acusar os judeus e seus rabinos de conspirarem para corromper e governar o mundo.

Com o título “Como Israel deve ser destruído”, a obra de sete capítulos foi agraciada com o prêmio de melhor livro na feira do livro de Khorassan, em setembro, e agora será distribuída em todo o país.

Seus autores são identificados apenas como “seminaristas da cidade sagrada de Qom”. Eles basicamente estabelecem táticas para destruir Israel e os judeus do mundo. Em sua argumentação, citam o Alcorão, bem como os “sábios de Sião” para falar sobre “a visão de mundo judaica”, afirmando que a perseguição dos judeus ao longo dos séculos, inclusive o Holocausto nazista, foi uma “justa punição por seus crimes”.

São mencionados trechos do Alcorão que recomendam aos muçulmanos a ficarem longe dos judeus, por causa de sua “natureza pérfida e enganadora”. O livro lembra muitas das ideias do aiatolá Khomeini, grade opositor de Israel que liderou a revolução islâmica do Irã em 1979.

O editor do livro, Hojjat-ol-Eslam Mohammad Ebrahim-Nia, salienta que a publicação tem a força de um fatah (decreto religioso) e é obrigatória para todo muçulmano.

Ele acrescenta: “Apesar de todos os esforços para destruir este estado “criminoso”, ele continua existindo e, sob o disfarce do sionismo, continua seu ataque perverso ao Islã.

O filme antissemita “The Sabbath Hunter” não é novo, mas foi um fracasso com o público de cinema iraniano, possivelmente por ter poucos efeitos especiais como os filmes americanos. Agora, o líder supremo ordenou que ele seja exibido obrigatoriamente em todas as universidades do país. Os responsáveis por sua distribuição são os estudantes Basij, que invadiram a embaixada britânica em Teerã recentemente.

Assista:




Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 22 de novembro de 2011

OMG News: Acre é o primeiro estado do Brasil a ensinar budismo e islamismo em escolas públicas

Proposta de ensino religioso plural é pioneira no país.

Hoje (21/11), durante a abertura da Primeira Conferência Estadual da Diversidade Religiosa no Acre foi apresentada uma proposta curricular de ensino religioso plural nas escolas públicas.

Promovido pelo Instituto Ecumênico Fé e Política e pela Secretaria Estadual de Educação, na abertura do evento ouviram-se orações de Joaquim Pertiñez, bispo do Acre, e da Mãe Raimundinha, que dirige um centro de umbanda.

O objetivo da conferência é reforçar a identidade dos principais grupos religiosos do Acre e fazer com que a escola pública seja “um espaço democrático e pluralista”. A proposta do Instituto Ecumênico, através de uma cartilha, é capacitar os professores para promover o diálogo inter-religioso, além de estimular entre os alunos a tolerância às diversas expressões de fé.

Os participantes da conferência entendem que o reconhecimento da diversidade religiosa é necessário por causa da grande desinformação e de preconceitos existentes em relação a outras tradições religiosas. Na avaliação deles, existem algumas atitudes fundamentalistas de grupos majoritários cristãos que tem afetado o restante da população.

“Nosso objetivo é a construção da paz, da cidadania, da democracia e do respeito aos direitos humanos”, afirmou Manoel Pacífico, ex-padre e ex-deputado do PCdoB, que hoje dirige o Instituto Ecumênico. Ele explica ainda que sua entidade é “suprapartidária, comprometida com a justiça social e o respeito à diversidade cultural e religiosa”.

Assim como os demais Estados do Brasil, o Acre possuía uma população predominantemente católica, mas nos últimos anos viu um rápido crescimento da população evangélica e dos “sem religião”.

O governador em exercício César Messias e os secretários de educação Daniel Zen (estadual) e Márcio Batista (municipal) também estavam presentes na abertura da conferência.

Márcio Batista defendeu que a cartilha intitulada “Muitos são os caminhos de Deus” seja adotada como proposta curricular para o ensino religioso em todas as escolas públicas do Acre. Daniel Zen afirmou que essa proposta curricular para o ensino religioso provavelmente será adotada no Estrado já a partir do próximo ano.

O Instituto Ecumênico Fé e Política formulou sua cartilha sobre diversidade religiosa  depois de quase seis anos de encontros realizados, no primeiro momento, com representantes católicos e evangélicos. Aos poucos, as reuniões passaram a contar com representantes espíritas, daimistas e de religiões afro, como o candomblé e a umbanda. A proposta é que seja ensinada a história e as crenças principais de todas as tradições espirituais, como indígena, islâmica, budista, fé bahai e Seicho-no-iê.

Identificando-se como católico, César Messias destacou a importância dessa disposição ecumênica, reconhecendo o importante trabalho social das igrejas evangélicas no Acre.

Depois, revelou que também costuma participar de cultos evangélicos e de rituais daimistas, onde se faz uso do chamado “santo daime”, bebida alucinógena feita a partir de um tipo de cipó da Amazônia.

“Eu me sinto muito bem quando participo dos cultos da Assembleia de Deus ou quando me reúno com jovens da igreja batista. Mas também me sinto muito bem quando tomo daime. Ninguém pode afirmar que o daime é uma droga. Só sabe o que é o daime quem toma o daime”, afirmou o governador.

Com informações Terra

terça-feira, 8 de novembro de 2011

OMG News: Muçulmanos criam rádio evangélica falsa para caluniar cristãos

Objetivo da falsa rádio é confundir pessoas interessadas no evangelho

Uma organização cultural chamada Haghighat-e-sabz-e-Gilan (A verdade verde de Gilan) está organizando uma série de conferências na região de Rasht, no Irã, chamada “A Jornada do cristianismo ao islamismo”.

Segundo a agência de notícias cristãs Mohabat News, essa é uma organização recém-formada, liderada por Mohammad-Reza Mahboob. Em entrevista a um site islâmico, Mahboob descreveu o objetivo de seu grupo assim: “nossa organização cultural foi formada para identificar os principais ensinamentos religiosos sobre o Islã e o Cristianismo e ser sensível às questões religiosas”.

Na província de Gilan, em especial, há registros de um grande número de jovens interessados em questões relacionadas à vida no Ocidente, incluindo a religião. Assim surgiu a ideia de uma série de conferências que mostrariam testemunhos de cristãos que teriam se convertido ao islamismo, pessoas familiarizadas com a Bíblia.

O que primeiro chamou atenção é que as conferências receberam o apoio do Gabinete da Cultura e Orientação Islâmica da província de Gilan e do Escritório de Propagação do Seminário Islâmico de Qom. Isso seria um absurdo em outros tempos, afinal o Irã não possui liberdade religiosa. Mas o tema das palestras será a superioridade do Islã em relação ao Cristianismo.

Um dos pontos mais importantes do discurso de Mohamad Reza-Mahboob foi o anúncio da criação de uma estação de rádio pela internet batizada de “A Voz de Cristo”. O propósito da emissora seria responder a perguntas sobre o cristianismo. Eles desejam atingir todos os países de língua persa, incluindo o Irã, o Afeganistão e o Tajiquistão. Os programas também serão transmitidos com dialetos de Gilaki (do povo de Gilan) e o Taleshi (língua do povo do noroeste do Irã).

A escolha da cidade de Rasht chamou atenção de ministérios cristãos que atuam no Irã, por ser esse o local de nascimento do pastor Yousef Nadarkhani, condenado à morte este ano por ter se convertido a Cristo. Não está claro até que ponto a pressão internacional sobre o Irã e o apoio internacional para a libertação do pastor Nadarkhani levaram autoridades iranianas a tentar criar uma atmosfera de liberdade com tais conferências.

O objetivo principal da iniciativa parece ser reforçar o prestígio do Islã na região e reduzir o efeito negativo da publicação de notícias sobre a possível morte de Nadarkhani. Há uma fraqueza percebida pela República Islâmica a este respeito naquela região.

A aversão ao Islã entre os jovens tem crescido no Irã e as autoridades da cidade de Rasht encontraram agora uma oportunidade de ensinar o que quiserem e tentar mostrar que existe liberdade e tolerância religiosa.

Chama atenção o fato de a República Islâmica estar gastando uma grande quantidade de dinheiro para combater a difusão do cristianismo entre o povo iraniano, sobretudo os jovens. Usar o nome de Cristo mesmo em meio a uma luta aberta contra o cristianismo é claramente uma tentativa de enganar aqueles que estão sedentos de ouvir e conhecer a verdade sobre Jesus.

Certamente nas transmissões surgirão ideias falsas a respeito de Cristo e de seus ensinamentos. A estação de rádio é apenas mais uma tentativa de calar as vozes que se levantam contra o regime muçulmano, mas a denúncia já foi feita pelos cristãos do Irã. Eles desejam esclarecer que nada tem a ver com tal iniciativa e pedem orações para que essa “semente ruim” não prejudique seu testemunho.

Traduzido e Adaptado por Gospel Prime de Mohabat News

terça-feira, 5 de maio de 2009

MG News : Crise é econômica, espiritual e de valores, apontam religiosos

A crise que se abate sobre a humanidade não é apenas econômica, mas também espiritual e de valores, uma vez que milhões de pessoas se defrontam com a falta de oportunidade de vida, destacaram líderes religiosos uruguaios.
Eles participaram, na terça e quarta-feira, da Mesa de Diálogo Inter-Religioso do MERCOSUL, reunido em Montevidéu a convite do Conselho Latino-Americano de Igrejas (Clai), regional Rio da Prata.
Em diálogos nacionais, o Clai recolhe proposições que levará à Cúpula de Presidentes, que se reunirá em Assunção no dia 4 de julho. O encontro teve o apoio do Ministério da Cultura do Uruguai e foi encerrado pelo vice-presidente da República, Rodolfo Nin Novoa.
A Mesa de Diálogo uruguaia propôs a abertura de espaços de diálogo entre as diferentes religiões e o Ministério da Educação e Cultura, uma vez que a liberdade religiosa é um direito humano. Propôs, ainda, a oferta de cadeira de história das religiões, para que uruguaios conheçam a pluralidade religiosa presente na sociedade.
O Estado uruguaio, apontaram, tem dificuldades de vínculos com o religioso e muitas vezes desconhece o rosto religioso. Assim, foi proposta a redação de documento que mostre a contribuição das religiões na construção social, em valores, trabalho e cidadania.
Mais de 30 representantes das igrejas Católica Romana, Anglicana, Ortodoxa, da Federação de Igrejas Evangélicas, da Comissão de Representatividade Evangélica, do judaísmo, do islamismo, das religiões afro, da Fé Bahai, do budismo dos Brama Kumaris e da Igreja Mórmon participaram do encontro.
Fonte: ALC

terça-feira, 28 de abril de 2009

MG Missões : Cristão dono de blog é solto após dois meses na prisão

Hamoud Saleh Al-Amri, 28, preso em janeiro por escrever em seu blog sobre a decisão de seguir a Cristo, foi solto pelas autoridades sauditas em 28 de março de 2009. Ele foi proibido de viajar para fora do país ou aparecer na mídia.
Em uma nova entrada em seu blog, Hamoud atribui sua soltura à pressão que uma rede de direitos humanos, entre as muitas que fizeram campanha para que ele fosse solto, exerceu sobre as autoridades sauditas.
Hamoud foi preso em 13 de janeiro de 2009, e ficou na prisão política de Eleisha, em Riyadh. Ele havia escrito em seu blog sobre a decisão de deixar o islã e seguir a Cristo, e também foi crítico com o sistema judiciário em seu país, destacando a corrupção e os abusos de direitos humanos.
Essa foi a terceira vez que Hamoud foi preso. Após a última prisão, as autoridades sauditas e o Google bloquearam o acesso ao seu blog, no que alegaram ter ocorrido uma violação dos termos de prestação de serviço, antes de restaurar a conexão em 5 de fevereiro de 2009, devido à pressão do público.
A complacência das autoridades sauditas nesse caso surpreendeu alguns analistas, dada a natureza da crítica ao regime e alegação explícita de ter deixado o islã, feitas por Hamoud.
Apesar de haver algumas tentativas para uma reforma, a Arábia Saudita permanece um país onde a expressão política é muito restrita, e somente uma versão do islamismo sunita pode ser praticada abertamente.
Outras formas de islamismo e outras religiões são restringidas. A pena de morte por apostasia continua em vigor.
Apesar de não existir registros de que essa sentença tenha sido executada nos últimos anos, assassinatos extra-judiciais de convertidos são muito comuns.
Em agosto de 2008, a mídia regional relatou que um homem saudita trabalhando em uma comissão local assassinou sua família, Fatima, porque ela se converteu ao cristianismo.
Fonte: Portas Abertas

domingo, 19 de abril de 2009

MG News : Parlamento somali aprova instauração da sharia

O Parlamento de transição da Somália aprovou neste sábado (18) por unanimidade a proposta governamental de instaurar o código de lei islâmido, ou a sharia, no país, que está em guerra civil desde 1991, anunciou o vice-presidente do Legislativo, Osman Elmi Boqore.
"Havia 340 membros na sessão e votaram de forma unânime pela instauração da sharia na Somália", afirmou o vice-presidente da assembleia, que comanda os debates na ausência do presidente do Parlamento, Aden Mohamed Nur.
O novo presidente somali, o líder dos islamistas moderados Sharif Sheikh Ahmed, eleito no fim de dezembro, já havia se pronunciado a favor da aplicação da sharia e de um cessar-fogo para favorecer negociações com os insurgentes islâmicos radicais, os shebab, contrários às autoridades. "O texto apresentado pelo governo está aprovado pelo Parlamento. Temos um governo islâmico", completou Nur.
A maior parte do centro e do sul do país do país está nas mãos dos insurgentes islâmicos e o norte se encontra dividido em duas entidades autoproclamadas autônomas, a região de Puntland e a "república" de Somalilândia.
O apoio do presidente Ahmed à medida foi uma resposta aos esforços de mediação de seis autoridades religiosas da Arábia Saudita, Qatar, Kuwait e Sudão, que buscavam um acordo de cessar-fogo entre o governo e os grupos islamitas radicais.
O líder dos islamitas somalis moderados foi eleito presidente por um Parlamento ampliado aos islamistas moderados e a representantes da sociedade civil.
Ele sucedeu Abdullahi Yusuf Ahmed, que foi obrigado a renunciar no fim de 2008 e era contrário a negociar com os radicais.
A instauração da sharia era uma das condições impostas pelos shebab para acabar com a sangrenta insurreição.
Os shebab já aplicam a lei corânica nas regiões sob seu controle, a maior parte do centro e do sul do país, incluindo a cidade de Baidoa (250 km ao noroeste de Mogadíscio), onde anteriormente ficava a sede do Parlamento.
Além da instauração da sharia, os shebab exigem a retirada de todas as forças estrangeiras do país. Depois da saída, em dezembro de 2008, do Exército etíope que apoiava o governo de transição, a única força estrangeira que permanece na Somália é a missão da União Africana (Amisom).
A votação no Parlamento aconteceu no momento em que o presidente e seu primeiro-ministro, Omar Abdisashid Sharmarke, estão fora do país para tentar obter apoio ao plano de paz.
Na próxima quinta-feira (23) acontece em Bruxelas (Bélgica) uma conferência internacional para aumentar a ajuda à Somália, que pretende fortalecer o Estado de direito e acabar com os ataques de piratas somalis no Golfo de Aden e no Oceano Índico.
Fonte: AFP

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Missões : Marrocos expulsa missionárias evangélicas acusadas de proselitismo

O governo de Marrocos expulsou no domingo cinco missionárias evangélicas, acusadas de “proselitismo” religioso. As mulheres, quatro espanholas e uma alemã, preferem ficar no anonimato.Todas foram levadas desde Casablanca até o porto de Tânger, a 350 quilômetros de distância, no qual foram colocadas num barco que rumou a Algeciras.
Uma das missionárias tem residência em Marrocos e teme agora não poder regressar ao país.
O país proíbe que um muçulmano mude de religião.Segundo o Observatório para a Liberdade Religiosa, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), a Constituição marroquina prevê que "o Islã é a religião do Estado, garantindo a todos o livre exercício do culto" (Artigo 6º).
Em 1962, o rei Hassan II deu a sua interpretação deste artigo, afirmando que os cultos judaico e cristão podiam ser praticados em total liberdade, uma vez que estas são religiões reconhecidas pelo Islã.
Isto não significa, no entanto, acrescentou ele, que os muçulmanos tenham a liberdade de mudar de religião ou de alterar a forma do seu culto.

Fonte: Agencia Ecclesia

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