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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

OMG News: Presidente da África do Sul culpa cristianismo por trazer males ao país

Presidente Sul-africano Jacob Zuma
Zuma acusa cristianismo de trazer "órfãos, orfanatos e lares de idosos para África"

Segundo jornais sul-africanos, o presidente Jacob Zuma culpou o cristianismo “por muitos dos males que hoje afetam a África” durante um discurso proferido em KwaZulu-Natal. O objetivo do discurso era alertar a população para a segurança rodoviária, na época do ano em que centenas de sul-africanos morrem nas estradas do país.

“Como africanos, muito antes da chegada dessa religião, nós tínhamos a nossa forma de fazer as coisas. Eram os tempos a que as pessoas religiosas chamam de ‘idade das trevas’ mas sabemos que naqueles tempos não havia órfãos, orfanatos nem lares de idosos. Foi o cristianismo que trouxe essas coisas para cá “, disse Zuma.

O presidente sul-africano pertence ao partido que está no poder desde 1994, o ANC (Congresso Nacional Africano). Zuma exortou os presentes a “voltarem a fazer as coisas à maneira antiga” porque, segundo ele, a modernidade tem sido nociva para a sociedade.

Como exemplo, Jacob Zuma citou a legislação que proíbe os castigos corporais das crianças, afirmando que por causa das leis em vigor, os pais não podem educar os filhos como querem.

“Apesar de não poder culpar as leis, não consigo ser diplomático sobre essa questão. Isso é fato”, concluiu o presidente.

Apesar deste  discurso recente, Zuma e vários outros dirigentes do ANC têm utilizado o cristianismo para promover o partido e os seus princípios em várias campanhas eleitorais e fora delas. O maior líder do ANC foi Nelson Mandela, que é de família metodista

Curiosamente, em 2007, Zuma foi ordenado “pastor honorário” pela assembleia geral das Igrejas pentecostais Independentes, na cidade de Durban, e frequentemente fala nos púlpitos de várias igrejas sul-africanas.

Antes das eleições de 2009, ele foi muito criticado por ter dito: “só quem votar no ANC vai para o céu quando morrer”. Zuma já afirmou também que “o ANC governará a África do Sul até Jesus Cristo voltar à terra”, o que rendeu-lhe críticas de vários setores da sociedade.

Depois de culpar a religião cristã nesse discurso mais recente, vários pastores lembram que  em 2008, quando era candidato a presidente, Zuma disse numa encontro com líderes religiosos que “a África do Sul é um país baseado nas regras e nos princípios de Deus. Quando nós (depois de eleitos) assumimos o governo, levantamos a mão direita e pedimos ‘que Deus nos ajude’. Penso que ninguém pode negar que a África do Sul se baseia nos princípios de Deus”.

O líder do partido do presidente, Mathole Motshekga, afirmou em comunicado que os comentários de Zuma foram mal interpretados. “O jornalismo irresponsável sempre encontrará uma forma criativa de enganar, e, neste caso, inexplicavelmente viu um ataque ao cristianismo em afirmação perfeitamente claras do presidente”, disse ele.

Motshekga disse uma distinção precisa ser feita entre “o cristianismo como fé” e “as nefastas atividades missionárias que trouxeram sofrimentos ao nosso povo”. Ele lembrou, por exemplo, que a colonização da África do Sul foi ajudada por algumas “empresas missionárias”, que exploravam o povo usando como “pretexto” o cristianismo e mesmo o apartheid foi praticado “sob o manto do cristianismo”.

“Enquanto a cultura africana, desde tempos imemoriais, ensina as pessoas a cuidar uns dos outros e usar de benevolência para com o próximo, o modo de vida do cristianismo ocidental tolera o princípio de “cada um por si”, afirmou Motshekga. “Isso resultou em pessoas idosas sendo colocadas em lares de idosos e crianças sendo enviadas para orfanatos.”

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

OMG News: Um terço das pessoas no mundo abraça o cristianismo, revela estudo

Mapa do Cristianismo
Uma em cada três pessoas no mundo pertence a uma religião cristã, informou nesta segunda-feira um estudo realizado pelo Centro Pew de Pesquisa dos Estados Unidos.

O número corresponde a 2,18 bilhões de cristãos, ou 31,7% da população mundial, de 6,9 bilhões.

"Os cristãos também se expandiram do ponto de vista geográfico, estando tão distantes uns dos outros de fato que nenhum continente ou região pode presumir ser o centro do cristianismo mundial", anunciou.

Assim como há um século, os cristãos representam uma proporção significativa da população mundial, mas enquanto, em 1910, dois terços estavam na Europa, atualmente estão espalhados mais amplamente em termos mundiais.

Quase 34% dos cristãos estão na América do Norte e do Sul; 26% na Europa, enquanto que 23,6% vivem na África subsaariana e 13,1% na região Ásia-Pacífico. Apenas 0,6% está no Oriente Médio e norte da África.

"O cristianismo de hoje - ao contrário de há um século - é realmente uma fé global", disse o Centro Pew no informe "Cristianismo global", produzido pelo Foro Pew sobre Religião e a Vida Pública.

A metade de todos os cristãos são católicos, enquanto 36,7% são protestantes e 11,9%, ortodoxos, segundo o estudo.

Estados Unidos, Brasil e México lideram a lista de nações.

As conclusões do Centro Pew estão publicadas em seu site (www.pewforum.org), com uma análise país por país.

Fonte: Yahoo! Notícias

terça-feira, 8 de novembro de 2011

OMG News: Muçulmanos criam rádio evangélica falsa para caluniar cristãos

Objetivo da falsa rádio é confundir pessoas interessadas no evangelho

Uma organização cultural chamada Haghighat-e-sabz-e-Gilan (A verdade verde de Gilan) está organizando uma série de conferências na região de Rasht, no Irã, chamada “A Jornada do cristianismo ao islamismo”.

Segundo a agência de notícias cristãs Mohabat News, essa é uma organização recém-formada, liderada por Mohammad-Reza Mahboob. Em entrevista a um site islâmico, Mahboob descreveu o objetivo de seu grupo assim: “nossa organização cultural foi formada para identificar os principais ensinamentos religiosos sobre o Islã e o Cristianismo e ser sensível às questões religiosas”.

Na província de Gilan, em especial, há registros de um grande número de jovens interessados em questões relacionadas à vida no Ocidente, incluindo a religião. Assim surgiu a ideia de uma série de conferências que mostrariam testemunhos de cristãos que teriam se convertido ao islamismo, pessoas familiarizadas com a Bíblia.

O que primeiro chamou atenção é que as conferências receberam o apoio do Gabinete da Cultura e Orientação Islâmica da província de Gilan e do Escritório de Propagação do Seminário Islâmico de Qom. Isso seria um absurdo em outros tempos, afinal o Irã não possui liberdade religiosa. Mas o tema das palestras será a superioridade do Islã em relação ao Cristianismo.

Um dos pontos mais importantes do discurso de Mohamad Reza-Mahboob foi o anúncio da criação de uma estação de rádio pela internet batizada de “A Voz de Cristo”. O propósito da emissora seria responder a perguntas sobre o cristianismo. Eles desejam atingir todos os países de língua persa, incluindo o Irã, o Afeganistão e o Tajiquistão. Os programas também serão transmitidos com dialetos de Gilaki (do povo de Gilan) e o Taleshi (língua do povo do noroeste do Irã).

A escolha da cidade de Rasht chamou atenção de ministérios cristãos que atuam no Irã, por ser esse o local de nascimento do pastor Yousef Nadarkhani, condenado à morte este ano por ter se convertido a Cristo. Não está claro até que ponto a pressão internacional sobre o Irã e o apoio internacional para a libertação do pastor Nadarkhani levaram autoridades iranianas a tentar criar uma atmosfera de liberdade com tais conferências.

O objetivo principal da iniciativa parece ser reforçar o prestígio do Islã na região e reduzir o efeito negativo da publicação de notícias sobre a possível morte de Nadarkhani. Há uma fraqueza percebida pela República Islâmica a este respeito naquela região.

A aversão ao Islã entre os jovens tem crescido no Irã e as autoridades da cidade de Rasht encontraram agora uma oportunidade de ensinar o que quiserem e tentar mostrar que existe liberdade e tolerância religiosa.

Chama atenção o fato de a República Islâmica estar gastando uma grande quantidade de dinheiro para combater a difusão do cristianismo entre o povo iraniano, sobretudo os jovens. Usar o nome de Cristo mesmo em meio a uma luta aberta contra o cristianismo é claramente uma tentativa de enganar aqueles que estão sedentos de ouvir e conhecer a verdade sobre Jesus.

Certamente nas transmissões surgirão ideias falsas a respeito de Cristo e de seus ensinamentos. A estação de rádio é apenas mais uma tentativa de calar as vozes que se levantam contra o regime muçulmano, mas a denúncia já foi feita pelos cristãos do Irã. Eles desejam esclarecer que nada tem a ver com tal iniciativa e pedem orações para que essa “semente ruim” não prejudique seu testemunho.

Traduzido e Adaptado por Gospel Prime de Mohabat News

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

OMG News: Cristianismo se tornou obsoleto na Europa

Foram removidos das suas raízes conceitos poderosos como eternidade, criação, providência, destino escatológico. Darwin subverteu a imagem do Deus Criador.

Crise de fé é uma expressão otimista, no fundo. Parece a crise dos bancos. Algo que, com oportunas recapitalizações, pode ser posta nos eixos. Mas o fenômeno em curso no Velho Continente, casa e coluna do catolicismo, vai muito além. A Europa entrou em uma era de descristianização.

A primeira década de 2000 viu a afirmação de uma geração que, no seu conjunto, perdeu a memória viva, o vínculo real com o patrimônio cristão. Armando Matteo, assistente eclesiástico dos universitários católicos (Fuci), fala de "primeira geração incrédula" e não tem medo de afirmar que o cristianismo está se tornando estranho aos homens e às mulheres do nosso tempo.

As massas não devem se enganar com os grandes encontros ou as declarações de "pertencimento" ao cristianismo que se verificam nas pesquisas. É uma pertença sem crença. Meramente sociológica. Mas se a diferença entre identidade formal e fé substancial é típica de outras épocas, muitas vezes caracterizada por flutuações no curso da existência, o sinal da atual geração incrédula se revela (para a grande massa, sem se deter nas pequenas minorias motivadas) por meio de uma "surdez geral quando se fala de Deus, de fé, de oração, de comunidade". Uma atitude que supera em muito a escassa participação na missa e nos sacramentos.

É uma perda sistêmica dos fundamentos culturais do cristianismo, dos ensinamentos, dos símbolos derivados do Antigo e do Novo Testamento. O fenômeno se manifesta ainda na infância, a partir do momento em que a família não exerce mais um lugar de transmissão primária da fé.

Foram removidos das suas raízes conceitos poderosos como eternidade, criação, providência, destino escatológico. Paraíso e inferno não são mais representáveis. Darwin subverteu a imagem do Deus Criador. Auschwitz tornou impossível a ideia de que o mal, embora grande, possa ter uma função voltada para o bem. O próprio Bento XVI em seu livro-entrevista Luz do Mundo (Ed. Planeta), por exemplo, reconhece que hoje a ideia do sangue de Cristo como "resgate" dos pecados do homem corre o risco de não chegar mais aos contemporâneos. Por outro lado, da sua pregação contra o relativismo, surge a dificuldade de propor o conceito de verdade absoluta.

Declinados os conflitos ideológicos do século XX, quando ainda se contrapunham visões de mundo fortes, a novidade radical não consiste no aumento do ateísmo. Matteo defende com justiça que a nova geração não se coloca contra Deus e a Igreja, mas "está aprendendo a viver sem Deus e sem a Igreja".

A presença de Deus não é mais um axioma individual e social. Acreditar em Deus é uma "possibilidade".

Alessandro Castegnaro, que dirige o Observatório Sociorreligioso do Triveneto, não por acaso intitula uma recente pesquisa sua sobre o mundo juvenil de C'è campo? [Há espaço?]. O ponto de interrogação expressa a intermitência com que são captados os temas da espiritualidade, da religião, da Igreja.

As novas levas respeitam expoentes eclesiais individuais e apreciam a Igreja quando indica horizontes de valores. Mas a separação da instituição é enorme, e a individualização das escolhas é máxima.

Regras e crenças são submetidas a um mecanismo de seleção e de redução sobre os quais a Igreja não tem nenhum poder. Dogmas fundamentais – como a pessoa de Deus, a filiação divina de Cristo, a ressurreição, o além – assumiram uma fisionomia indeterminada.

Grande parte dos conceitos teológicos são percebidos como imagens velhas. A Igreja como um todo é percebida como antiquada. "Eles não acertam as contas com o que vivemos. Contam-nos uma história que não existe", resume Castegnaro.

Fonte: Paulopes

sábado, 1 de agosto de 2009

OMG News: Taça da época de Jesus com inscrição misteriosa é descoberta em Jerusalém

Uma inscrição misteriosa gravada uma taça de pedra que remonta ao primeiro século do cristianismo foi descoberta em Jerusalém, indicou nesta sexta-feira um dos arqueólogos que participam nas escavações realizadas nas proximidades do palácio de Herodes, o Grande, e do Templo de Jerusalém, destruído no ano 70 pelos romanos. Leia mais aqui...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

OMG News: A direita cristã quer interferir mais uma vez no currículo das instituições de ensino americanas.


Após tentar banir as idéias evolutivas de Charles Darwin das aulas de biologia, evangélicos agora querem convencer as autoridades do Texas do papel do cristianismo na história dos Estados Unidos. Leia mais aqui...

terça-feira, 28 de abril de 2009

MG Missões : Cristão dono de blog é solto após dois meses na prisão

Hamoud Saleh Al-Amri, 28, preso em janeiro por escrever em seu blog sobre a decisão de seguir a Cristo, foi solto pelas autoridades sauditas em 28 de março de 2009. Ele foi proibido de viajar para fora do país ou aparecer na mídia.
Em uma nova entrada em seu blog, Hamoud atribui sua soltura à pressão que uma rede de direitos humanos, entre as muitas que fizeram campanha para que ele fosse solto, exerceu sobre as autoridades sauditas.
Hamoud foi preso em 13 de janeiro de 2009, e ficou na prisão política de Eleisha, em Riyadh. Ele havia escrito em seu blog sobre a decisão de deixar o islã e seguir a Cristo, e também foi crítico com o sistema judiciário em seu país, destacando a corrupção e os abusos de direitos humanos.
Essa foi a terceira vez que Hamoud foi preso. Após a última prisão, as autoridades sauditas e o Google bloquearam o acesso ao seu blog, no que alegaram ter ocorrido uma violação dos termos de prestação de serviço, antes de restaurar a conexão em 5 de fevereiro de 2009, devido à pressão do público.
A complacência das autoridades sauditas nesse caso surpreendeu alguns analistas, dada a natureza da crítica ao regime e alegação explícita de ter deixado o islã, feitas por Hamoud.
Apesar de haver algumas tentativas para uma reforma, a Arábia Saudita permanece um país onde a expressão política é muito restrita, e somente uma versão do islamismo sunita pode ser praticada abertamente.
Outras formas de islamismo e outras religiões são restringidas. A pena de morte por apostasia continua em vigor.
Apesar de não existir registros de que essa sentença tenha sido executada nos últimos anos, assassinatos extra-judiciais de convertidos são muito comuns.
Em agosto de 2008, a mídia regional relatou que um homem saudita trabalhando em uma comissão local assassinou sua família, Fatima, porque ela se converteu ao cristianismo.
Fonte: Portas Abertas

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O outro lado do crescimento das igrejas

Historiador Phillip Jenkins afirma que precisamos de uma teologia de extinção de igrejas. Em nossos dias, temos testemunhado um extraordinário fenômeno: a vertiginosa queda da igreja em lugares nos quais existe há 2000 anos. A situação das comunidades cristãs no Iraque nos mostra que a expansão da igreja não é tão constante assim.
Em seu livro lançado em 2002, The Next Christendon: the comming of global Christianity, o historiador Phillip Jenkins mostrou ao mundo onde o Cristianismo havia chegado. Em seu mais recente livro - The Lost History of Christianity: The Thousand-Year Golden Age of the Church in the Middle East, Africa, and Asia – Jenkins olha para o lugar de onde essa fé veio. Professor de humanidades na Universidade Penn State, Jenkins inicialmente afirma que a fé cristã não está limitada a nenhuma cultura. “Quanto mais você olha para a história, mais você se dá conta de que o cristianismo não é uma religião [apenas] européia”, afirma ele. “É européia, mas também é asiática, africana e tem uma longa história de desenvolvimento nas mais diversas sociedades”.
Além disso, Jenkins mostra como e porque igrejas inteiras têm morrido em determinadas regiões. O gerente especial de projetos da Christianity Today, Stan Guthrie, conversou com Jenkins.

O que causa a morte de igrejas?

Não conheço nenhum caso de igreja que morreu por causa de indiferença. A igreja morre por causa de perseguição. Ela morre por força armada, geralmente vinculada ao interesse de outra religião ou de uma ideologia anti-religião. Isso, algumas vezes, acaba com toda uma etnia que vive o cristianismo. Portanto, a igreja morre pela força. Ela é morta!

Mas o que dizer do antigo ditado “o sangue dos mártires é a semente da igreja”?

Isso foi dito por Tertuliano, que veio da igreja do Norte da África, igreja que foi dissipada. Se você procurasse a igreja mais saudável nos anos 400 e 500, olharia para o que chamamos de Tunísia e Algéria; o norte da África. Foi a terra de Agostinho. Depois, os árabes, os muçulmanos, chegaram. Eles conquistaram Cartago em 698 A.D e 100 anos depois – eu não diria que não há cristãos lá, mas o número é bem pequeno - Aquela igreja morreu.

Por que a perseguição ora fortalece uma igreja, ora a destrói?

A diferença está até que ponto uma igreja se estabelece em um grupo de pessoas e não se torna a igreja de apenas um segmento, de uma classe ou grupo étnico. No norte da África, é basicamente uma religião de romanos e pessoas de língua latina, em oposição à igreja dos camponeses, com a qual os romanos não têm muita comunhão. Quando os romanos se vão, a fé cristã vai com eles.
O cristianismo se estabeleceu desde sempre como a religião do povo, religião do dia a dia dos egípcios, à medida que as coisas eram traduzidas para o copta. Como resultado, depois de quase 1400 anos de império muçulmano, ainda há uma impactante igreja copta que representa [talvez] 10% dos egípcios – que eu considero o exemplo de sobrevivência mais brilhante na história do cristianismo.

Como histórias como essa podem se aplicar no Iraque, onde pessoas sofrem debaixo do domínio islâmico?

O Iraque é um exemplo clássico de uma igreja que morre com o passar do tempo. A igreja lá deixará de existir provavelmente antes de eu morrer. Nos últimos 50 anos, ela passou de 5% para 0.5% da população. Não dá pra continuar morrendo como naquele lugar para todo sempre. Em algum momento, faltarão apenas um ou dois para serem mortos. Você acha que eu acredito que literalmente não haverá mais cristãos no Iraque? Não! Todavia, eu acredito que as comunidades serão todas eliminadas, enquanto entidades. Há comunidades ímpares, especialmente na planície de Nínive, mas elas são pequenas e estão à espera de vistos. Portanto, para falar porque as igrejas estão morrendo no Iraque, eu volto a afirmar que o problema é a perseguição, o crescimento das ideologias radicais islâmicas que pregam a intolerância às minorias. Além disso, contam muito as leis do estado – ou a falta delas. Se você tirasse o estado, que de alguma forma controla tudo, os grupos de minorias já teriam sido extintos há muito.

Você escreveu sobre o efeito catraca. O que você quer dizer com isso?

É uma das coisas mais assustadoras. Perseguição não existe constantemente por mais de 500, 1000 anos. As minorias costumam viver bem por 50 anos e, então, uma perseguição vem e acaba com tudo. A catraca segura o movimento. Pode girar em uma direção, mas não voltará no sentido oposto. Esse tipo de perseguição esporádica ao longo dos séculos é o que pode realmente destruir a fé.

De que forma a igreja pode responder a essa perseguição, fazer crescer sua comunidade e fortalecer sua fé?

Depende muito do tipo de desafio que está sendo enfrentado. Se você está diante de uma perseguição armada, então você está em um modo de sobrevivência. Enquanto escrevia esse livro, me dei conta de algo: a forma pela qual você mede o sucesso de uma igreja. Sou tentado a medir em termos de números, se são 5% da população, 40% ou outro percentual. Porém, creio que um menonita ou batista levantará o argumento de que o sucesso não se mede pela quantidade, mas pela qualidade do testemunho; o NT não garante sucesso mundial ou crescimento de mega igrejas. Na verdade, inclui perseguição como parte do pacote. Portanto, talvez essa seja uma realidade com a qual devamos lidar.

Você diz que nós estamos perdendo uma teologia de extinção das igrejas. Por que precisamos delas?

Às vezes pergunto a um público quantos deles já leram livros sobre plantação ou crescimento de igrejas. Muitos levantam suas mãos. Então pergunto quantos leram algum livro sobre morte e extinção da igreja, ninguém levanta a mão. Contudo, na história o fenômeno de extinção de igrejas é bem comum. A fé cristã migra de uma região para outra, mas também acontece de um lugar - no qual o cristianismo foi sólido – perder sua força cristã. Esse fato quebra uma série de ideais que temos sobre crescimento de igreja. Nós temos uma teologia de missões, não uma teologia de retração. Logo, como explicamos esses episódios? Dizemos que a igreja está fazendo algo terrível? Consideramos tudo isso como parte natural do desenvolvimento da igreja? Entendemos que se os muçulmanos eliminarem os cristãos do Iraque será um sinal de que a vontade de Deus é essa? Como os cristãos lidam com situações como a destruição da igreja no Iraque não tem sido um assunto em pauta. Não damos atenção a isso porque nada sabemos a respeito desse assunto.

Será nossa ignorância fruto de nossa situação histórica e, talvez, de um voluntário desvio de olhar da carnificina que acontece?

Em parte digo que sim. Mas eu não quero criticar os americanos que estão bastante conscientes do que está acontecendo, por exemplo. Eles têm tentado aliviar esse sofrimento e intervir politicamente. Contudo, acredito que as igrejas continuam a desaparecer. No Oriente Médio, a situação tem sido catastrófica desde 1915 em termos de destruição e aniquilação da igreja. De fato, não conheço quem esteja pesquisando sobre isso, ou fazendo teologia sobre esses aspectos.

Como você relaciona essa necessidade com o patente crescimento da igreja ao redor do mundo?

Creio que coincidência não é uma palavra que deva ser usada por ninguém que tenha noção do que é a providência divina, mas o ano de 1915 marca o começo do fim do cristianismo no Oriente Médio e o início do crescimento massivo do cristianismo na África. É como se uma porta fosse fechada e a outra fosse aberta. Não vou afirmar que Deus abriu um olho e fechou o outro, mas quando o cristianismo sofre em uma área, incríveis oportunidades surgem em outras regiões. Minha preocupação é que escrevamos a história do cristianismo tão somente com a seguinte idéia: “Vamos observar o crescimento e as novas oportunidades”. Nós não temos visto as portas que têm sido fechadas – o que daria um bom título de um livro.

Fonte: Cristianismo Hoje

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