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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Veja parte do filme que levou os muçulmanos a protestar no mundo todo


Em declarações à BBC, um porta-voz do primeiro-ministro, Shafqat Jalil,  disse que o Governo do Paquistão "se desvincula absolutamente" das declarações  do o ministro dos caminhos-de-ferro, Ghulam Ahmed Bilour. 

Fontes do partido do ministro, o Partido Nacional Awami (ANP), que forma  parte do governo de coligação do Paquistão, disseram também à cadeia britânica  que as declarações de Bilour foram feitas a título pessoal e que não correspondem  à política do partido, embora tenham referido que não tomariam medidas contra  o político.  "Anuncio hoje que esse blasfemo que insultou o profeta sagrado, se alguém  o matar, dou-lhe um prémio de 100.000 dólares" (cerca de 77.000 euros),  disse no sábado Ghulam Ahmed Bilour. 

Citado pela agência France Presse, Ghulam Ahmed Bilour convidou os "irmãos  talibãs e da Al-Qaida" a participarem neste "nobre feito" e assegurou que  ele próprio, se tivesse oportunidade, mataria o realizador com as suas próprias  mãos. 

Centenas de milhares de pessoas em vários países muçulmanos têm protestado  na última semana contra o filme "A Inocência dos Muçulmanos", produzido  nos Estados Unidos e considerado ofensivo para a religião islâmica. 

O Paquistão tem sido palco de alguns dos protestos mais violentos. Na  sexta-feira, manifestações em Islamabad, Carachi (sul), Peshawar (noroeste)  e Lahore (norte) terminaram com a morte de 21 pessoas. 


Em declarações à BBC, um porta-voz do primeiro-ministro, Shafqat Jalil,  disse que o Governo do Paquistão "se desvincula absolutamente" das declarações  do o ministro dos caminhos-de-ferro, Ghulam Ahmed Bilour. 

Fontes do partido do ministro, o Partido Nacional Awami (ANP), que forma  parte do governo de coligação do Paquistão, disseram também à cadeia britânica  que as declarações de Bilour foram feitas a título pessoal e que não correspondem  à política do partido, embora tenham referido que não tomariam medidas contra  o político.  "Anuncio hoje que esse blasfemo que insultou o profeta sagrado, se alguém  o matar, dou-lhe um prémio de 100.000 dólares" (cerca de 77.000 euros),  disse no sábado Ghulam Ahmed Bilour. 

Citado pela agência France Presse, Ghulam Ahmed Bilour convidou os "irmãos  talibãs e da Al-Qaida" a participarem neste "nobre feito" e assegurou que  ele próprio, se tivesse oportunidade, mataria o realizador com as suas próprias  mãos. 

Centenas de milhares de pessoas em vários países muçulmanos têm protestado  na última semana contra o filme "A Inocência dos Muçulmanos", produzido  nos Estados Unidos e considerado ofensivo para a religião islâmica. 

O Paquistão tem sido palco de alguns dos protestos mais violentos. Na  sexta-feira, manifestações em Islamabad, Carachi (sul), Peshawar (noroeste)  e Lahore (norte) terminaram com a morte de 21 pessoas. 

Um forum de discussão mostra parte do filme para que você entenda e tire suas próprias conclusões. Veja primeiro o filme.    

O "filme" que causou revolta no mundo muçulmano por satirizar e caçoar de Maomé, o profeta sagrado para os muçulmanos. Traduzimos e legendamos este filme não porque concordamos com o ponto de vista apresentado ou somos contrários ao Islã, mas sim para que as pessoas de lingua portuguesa possam ter acesso e chegar as suas próprias conclusões, e quem sabe pesquisar um pouco mais sobre Maomé e a religião e cultura Islâmica.

Quem quiser participar de discussões contrutivas está convidado a participar de nosso fórum de  discussões:   Clique aqui!

O blog OMG News sempre respeitou o direito de crença, seja ela qual for. 

segunda-feira, 19 de março de 2012

OMG News: Rodolfo Abrantes é criticado por vocalista da banda Raimundos

Por Gospel Prime

As redes sociais foram usadas na última semana para expor o desentendimento que existe na banda Raimundos desde que o vocalista, Rodolfo Abrantes, resolveu largar o grupo depois de se tornar evangélico. Tudo começou com um encontro ocasional no Aeroporto de Congonhas.
Cinco anos depois do último encontro dos integrantes da primeira formação da banda, Rodolfo que hoje é pastor e cantor gospel, postou em seu Twitter uma foto dos três com a legenda: “Velhos amigos, novos tempos. Que Deus os abençoe”.
Mas Digão, novo vocalista do grupo, resolveu falar que o evangélico não sabe o que é amor e que ele usa a palavra de Deus para falar contra a banda, que ainda lhe rende dinheiro. “O que penso a respeito não mudou. Rodolfo não sabe o que é amor. Amor não se mede em palavras, se mede nas atitudes!”, disse o músico que ainda continuou.
“Usar a palavra de Deus contra o que até hoje engorda a sua renda (o Raimundos, que é o único motivo que lhe dá certa ‘moral’ dentro de sua religião), seria o mesmo que se um jogador, num mesmo jogo, fizesse gol para os dois times. Eu o perdôo, são novos tempos. Mas, por suas atitudes, não somos ‘velhos amigos’.”
De acordo com a revista Rolling Stone durante o encontro no aeroporto Rodolfo teria dado um abraço em Digão e dito “Eu te amo cara, não escuta o que os outros falam escuta de mim”. Mas o cantor não se convenceu desse amor e resolver expressar o que pensa sobre o ex-colega de banda através do Facebook.
Rodolfo se converteu em 2001 e teve uma mudança radical em sua vida, hoje como pastor e cantor evangélico, ele tem viajado pelo Brasil pregando e cantando, enquanto o grupo continua suas atividades e tendo muito sucesso no cenário secular. Todas as vezes que boatos anunciavam a volta de Rodolfo para os Raimundos, ambas as partes desmentiam, pois o evangélico tem outros planos pessoais.
Com informações Revista Rolling Stones

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

OMG News: Jovens saem da igreja por ser lugar ‘pouco amigável’, revela pesquisa

Pesquisadores descobriram que a grande maioria, ou 59% dos jovens cristãos abandonam a igreja de forma permanente ou durante um longo período de tempo após completar 15 anos de idade.

A pesquisa foi realizada pelo Grupo Barna, revela que grande parte dos jovens vê a igreja como um lugar pouco amigável e cheio de julgamento, segundo o site Cristianos.

O estudo, que envolveu entrevistas com 1.296 jovens que são ou já foram membros de igrejas, é o resultado de um trabalho de cinco anos reunido no livro “You Lost Me: Why Young Christians are Leaving Church and Rethinking Faith” (Por que os jovens cristãos estão abandonando a Igreja e repensando a fé, em português), escrito pelo atual presidente do Grupo Barna, David Kinnaman.

Os resultados da enquete mostram também que na faixa dos 18 a 29 anos os jovens acreditam que “os Cristãos demonizam tudo que está fora da igreja”; e um terço deles simplesmente acha que “ir à igreja é chato”.

Um dos fatores que vem colaborando para o distanciamento entre os jovens e a igreja é o confronto entre as expectativas religiosas e a experiência sexual dos jovens. Um em cada seis jovens Cristãos afirmam que “cometeram erros e sentiram-se julgados pela igreja por causa deles”.

Enquanto isso, entre os entrevistados católicos, 40% dos jovens entre 18 e 29 anos acreditam que a doutrina de sua igreja em relação à sexualidade e ao controle de natalidade estão “desatualizados”.

Entre os principais fatores que distanciam os jovens da igreja, foram identificados: a atitude superprotetora e exclusivista da igreja, o fato de oferecer uma experiência cristã superficial, visão antagônica à ciência, um lugar em que o sexo é tratado de maneira errada, a não valorização de outros tipos de fé e espiritualidade e a hostilidade que a igreja trata quem não crê no que ela ensina.

De acordo com o site Cristianos, Kinnaman classifica essa evasão dos jovens da igreja como um problema que requer providências urgentes, já que normalmente os jovens saem de casa cedo, vão para a faculdade ou começam logo a trabalhar, casam e têm filhos antes dos 30 anos.

Segundo Kinnarman, as igrejas não estão preparadas para lidar com o ‘novo padrão’ vigente no mundo. “No entanto, o mundo está mudando de maneira significativa, como um acesso cada vez maior ao mundo e a diversas ideologias, em especial por conta da tecnologia, fazendo crescer seu ceticismo em relação a figuras externas de autoridade, incluindo o cristianismo e a Bíblia”, conclui.

Fonte: The Christian Post

sábado, 8 de outubro de 2011

OMG News: Portões do Morumbi são abertos para show de Justin Bieber

Abertura ocorreu pontualmente no horário marcado, às 14h.
Cantor canadense fará primeira apresentação em São Paulo neste sábado.


Rampas do Morumbi são tomadas por fãs de Justin Bieber após abertura dos portões (Foto: Luciana Bonadio/G1)

Adolescentes que passaram dias acampadas no entorno do Estádio do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, começaram a entrar por volta das 14h deste sábado (8) após a abertura dos portões para o primeiro show do cantor canadense Justin Bieber em São Paulo. Para conter a ansiedade das fãs e tentar impedir tumultos, a Polícia Militar montou barreiras, fazendo com que poucas entrassem por vez.

Ao lado dos portões, muitos pais que acompanharam os filhos na fila aguardavam a entrada deles, com medo de que algum tumulto ocorresse. “Só depois que ela estiver lá dentro, passar por ali [ficarei sossegada]. Dá medo, porque minha filha tem só 16 anos”, afirmou a dona de casa Maria do Carmo Tafareli, com o olhar fixo para a escada de entrada.  Várias adolescentes entraram chorando no estádio, emocionadas com a proximidade do show de seu ídolo.

O cantor, que atrai muitas crianças e adolescentes como fãs, também levou pais ao estádio neste sábado. A secretária Rose Fernandes, de 45 anos, levou a filha Amanda, de 13 anos, para o show no Morumbi. Elas chegaram por volta das 4h deste sábado. A mãe também não verá o show - outro adulto vai acompanhar a filha e amigas. “Vim para garantir que ela coma, tem que ficar em cima. Tem muita gente aqui”, disse a mãe. “Ou ela vinha ou enfartava. Esse menino é uma febre.”

Já a gerente financeira Rícia Milozi, de 39 anos, veio com uma amiga e os filhos das duas para o show. “Vou guerreira. Curto por causa dele, a gente aprende a gostar”, afirmou ela, acompanhada do filho de 9 anos. “Uma apoia a outra para ficar com os dois. Vai ser o primeiro show deles, eu nunca esqueci o meu primeiro show, dos Menudos .”


Policiais controlam entrada de fãs (Foto: Luciana Bonadio/G1)

Viajando
A adolescente Júlia Caroline, de 13 anos, gosta tanto do cantor canadense Justin Bieber que trocou sua festa de 15 anos por uma viagem a São Paulo para ver a apresentação marcada para este sábado (8) no Estádio do Morumbi, Zona Sul da capital paulista. Com os pais, ela aguardava no início desta tarde a abertura dos portões, marcada para as 14h.

A família mora em Curitiba e se mobilizou para atender o desejo da filha. Eles vieram a São Paulo de carro na semana passada para retirar os ingressos, e retornaram nesta sexta-feira (7) para o show - eles – se hospedaram em um hotel na Avenida Professor Francisco Morato, próxima ao estádio. A menina irá na apresentação acompanhada da mãe – o pai viajou apenas para acompanhá-las e para dar suporte da fila.

“Ela gosta muito, e tem uma série de restrições em casa que ela cumpriu”, contou o pai da menina, o funcionário público Jaime João Petruy. “Todo dia ajudo a minha mãe a lavar a louça, penduro a roupa no varal, e troquei pela minha festa de 15 anos”, disse a adolescente. “Nós vamos assinar um acordo [para garantir que ela não terá a festa].”

Fonte: G1

OMG News: Fãs aguardam abertura de portões do Morumbi para ver Justin Bieber

Entrada está marcada para começar às 14h deste sábado (8).
Adolescentes acamparam em frente ao estádio desde o início da semana.


Milhares de pessoas, muitas delas adolescentes, aguardavam no início da tarde deste sábado (8) em frente ao Estádio do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, a abertura dos portões para o show do cantor canadense Justin Bieber. A abertura está programada para (Foto: Luciana Bonadio/G1)


O cantor volta a se apresentar na noite deste domingo (9), também no Morumbi. Ainda há ingressos disponíveis para a segunda apresentação (Foto: Luciana Bonadio/G1)

Fonte: G1

OMG News: Táxi e ônibus: melhor caminho para ver Justin Bieber em SP

Justin Bieber
Raissa Pascoal

Será preciso paciência para chegar aos shows de Justin Bieber em São Paulo. As principais vias de acesso ao Estádio do Morumbi, único local que comporta um megaevento na cidade, estarão restritas à circulação de veículos (confira o mapa abaixo). Para fugir do trânsito, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomenda a utilização de transporte público. No entorno do Morumbi, haverá bolsões de táxi e de ônibus fretados, que também podem ser boas opções de transporte.

Na capital paulista, Justin Bieber é a atração principal do Z Festival, evento que deve reunir 63.000 pessoas. O festival terá início às 18 horas com as apresentações da banda americana de punk-rock Cobra Starship, a boyband britânica The Wanted e o grupo de rock colorido brasileiro Cine. Os ingressos para o primeiro dia, no sábado, estão esgotados. Para o domingo, ainda há ingressos para todos os setores, exceto para a arquibancada laranja. A previsão é de que Bieber entre no palco às 20 horas.

Ao todo, 26 linhas de ônibus atendem a região do Estádio do Morumbi, passando pelas avenidas Jorge João Saad, Morumbi, Giovanni Gronchi, Francisco Morato ou Eliseu de Almeida. Além delas, duas linhas exclusivas, uma em cada dia, funcionarão para atender o público ao término do show, previsto para as 22 horas. Elas sairão da avenida Jorge João Saad, na altura da praça Roberto Gomes Pedrosa. No sábado, a linha Metrô Butantã deixará os usuários na estação Butantã da Linha Amarela. No domingo, uma linha levará os fãs até a Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo.

Para quem arriscar ir de táxi ou de carro próprio, a chegada ao show poderá ser feita pelas diversas pontes da Marginal Pinheiros em direção ao estádio, como a João Dias, a Morumbi, a Roberto R. Zuccolo (antiga Cidade Jardim), a Eusébio Mattoso e a Cidade Universitária. Parar o carro na região para ir ao show não é uma boa ideia, já que o estacionamento das ruas principais em torno do estádio estará proibido a partir das 23h59 de sexta.

Operação saída – A partir das 21 horas de sábado e domingo, algumas vias próximas ao Morumbi serão bloqueadas ou terão seu sentido de circulação invertido. Será o caso das avenidas Jorge João Saad, Giovanni Gronchi e Jules Rimet. A CET criará três áreas de embarque e desembarque de veículos particulares, os chamados pontos de encontro: um na avenida Jacob Salvador Zveibil, entre as avenidas Eliseu de Almeida e Professor Francisco Morato; e dois na avenida Giovanni Gronchi, o primeiro na junção com a praça Santos Coimbra, e o segundo, com a rua Santo Américo.

Os táxis começarão a estacionar próximo ao estádio a partir das 21 horas. Os bolsões estarão localizados nas avenidas Pe. Lebret, Giovanni Gronchi, Jorge João Saad e Jules Rimet. Depois das 22 horas, o serviço também alcança a Praça Santos Coimbra, a Av. Jacob Salvador Zveibil e a rua Horácio Bandieri.

Além de Bieber, o famoso guitarrista Eric Clapton se apresentará no estádio no dia 12, em pleno feriado. Os portões serão abertos às 16 horas, mas o início do show está previsto apenas para as 21 horas. Ainda não há informações sobre o trânsito no dia.

Fonte: G1

OMG News: Adolescente troca festa de 15 anos por show de Justin Bieber

Menina de Curitiba veio a SP com os pais para apresentação.
Ela teve que cumprir tarefas em casa para ter direito ao show.

A adolescente Júlia Caroline (Foto) , de 13 anos, gosta tanto do cantor canadense Justin Bieber que trocou sua festa de 15 anos por uma viagem a São Paulo para ver a apresentação marcada para este sábado (8) no Estádio do Morumbi, Zona Sul da capital paulista. Com os pais, ela aguardava no início desta tarde a abertura dos portões, marcada para as 14h.

A família mora em Curitiba e se mobilizou para atender o desejo da filha. Eles vieram a São Paulo de carro na semana passada para retirar os ingressos, e retornaram nesta sexta-feira (7) para o show - eles – se hospedaram em um hotel na Avenida Professor Francisco Morato, próxima ao estádio. A menina irá na apresentação acompanhada da mãe – o pai viajou apenas para acompanhá-las e para dar suporte da fila.

“Ela gosta muito, e tem uma série de restrições em casa que ela cumpriu”, contou o pai da menina, o funcionário público Jaime João Petruy. “Todo dia ajudo a minha mãe a lavar a louça, penduro a roupa no varal, e troquei pela minha festa de 15 anos”, disse a adolescente. “Nós vamos assinar um acordo [para garantir que ela não terá a festa].”

Outra que veio de longe foi a professora Gabriela Patrícia Moraes, de 16 anos. Com a filha de 12 anos, outras três adolescentes e outra mãe, ela veio a São Paulo em uma excursão que saiu de Londrina, no Paraná. Elas saíram a 0h da cidade, chegaram à capital paulista às 7h e foram direto para a fila. “As meninas não quiseram nem comer”, contou.

As adolescentes ficarão na pista premium, enquanto as mães verão o show da arquibancada azul. Na saída, se encontrarão em um ponto de encontro e voltarão direto para Londrina. O show é presente de aniversário para filha de 12 anos. “A gente acaba gostando por osmose, fica ouvindo no carro, em casa.”

Outra família que se mobilizou neste sábado foi a da dona de casa Meire Godinho, de 48 anos. Ela chegou às 6h ao estádio acompanhada do marido e da filha de 12 anos, fã do cantor. A menina vai assistir ao show acompanhada de uma prima maior de idade – os pais foram para a fila para garantir que a menina comesse e se hidratasse antes da apresentação. “Ela está há uma semana sem dormir. Por ela, eu teria vindo ontem à noite, mas nem pensar”, disse a dona de casa.

A secretária Rose Fernandes, de 45 anos, levou a filha Amanda, de 13 anos, para o show no Morumbi. Elas chegaram por volta das 4h deste sábado. A mãe também não verá o show - outro adulto vai acompanhar a filha e amigas. “Vim para garantir que ela coma, tem que ficar em cima. Tem muita gente aqui”, disse a mãe. “Ou ela vinha ou enfartava. Esse menino é uma febre.”

Já a gerente financeira Rícia Milozi, de 39 anos, veio com uma amiga e os filhos das duas para o show. “Vou guerreira. Curto por causa dele, a gente aprende a gostar”, afirmou ela, acompanhada do filho de 9 anos. “Uma apoia a outra para ficar com os dois. Vai ser o primeiro show deles, eu nunca esqueci o meu primeiro show, dos Menudos .”

Fonte: G1

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Missões : Marrocos expulsa missionárias evangélicas acusadas de proselitismo

O governo de Marrocos expulsou no domingo cinco missionárias evangélicas, acusadas de “proselitismo” religioso. As mulheres, quatro espanholas e uma alemã, preferem ficar no anonimato.Todas foram levadas desde Casablanca até o porto de Tânger, a 350 quilômetros de distância, no qual foram colocadas num barco que rumou a Algeciras.
Uma das missionárias tem residência em Marrocos e teme agora não poder regressar ao país.
O país proíbe que um muçulmano mude de religião.Segundo o Observatório para a Liberdade Religiosa, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), a Constituição marroquina prevê que "o Islã é a religião do Estado, garantindo a todos o livre exercício do culto" (Artigo 6º).
Em 1962, o rei Hassan II deu a sua interpretação deste artigo, afirmando que os cultos judaico e cristão podiam ser praticados em total liberdade, uma vez que estas são religiões reconhecidas pelo Islã.
Isto não significa, no entanto, acrescentou ele, que os muçulmanos tenham a liberdade de mudar de religião ou de alterar a forma do seu culto.

Fonte: Agencia Ecclesia

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Nem todos oram para o mesmo Deus.

Por Gabor Steingart – Washington

Na atual crise financeira, o modelo do capitalismo dos EUA implodiu num big bang. Mas a administração Bush está tentando apagar as chamas jogando ainda mais combustível ao invés de água, e quer ver os apostadores de Wall Street serem recompensados por seu fracasso.

Há mais de cem anos, o sociólogo alemão Georg Simmel criticava os bancos por serem ainda maiores e mais poderosos do que as igrejas. Sua queixa principal — a de que o dinheiro é o novo deus de nossa era — ainda hoje é ouvida. Se Simmel tinha razão — e há indícios de que tinha —, sua afirmação teria de ser mudada para se adequar às circunstâncias de hoje: Nem todos oram para o mesmo Deus.
Entre os adoradores do dinheiro existem pelo menos três credos. Primeiramente temos os Puritanos, que submissamente levam seu dinheiro às novas igrejas, na esperança de que ele se multiplicará. Já os chineses, por exemplo, em média depositam no banco 40 por cento de sua renda. Que disciplina louvável! Temos aí o grupo dos Pragmáticos. Poupam e emprestam, mas somente nessa ordem; portanto, seu ato de poupar limita sua coragem de ousar. Essa mentalidade está presente especialmente nos países germânicos, onde os bancos de poupança são sagrados.
Por fim, temos as comunidades religiosas dos “Desinibidos”, que é especialmente popular nos Estados Unidos. Seus adeptos admitem, sem hesitar, a inconseqüência intencional, o desperdício irresponsável e a ganância onipresente.
Chamam isso de “American way of life”. Seus membros vivem só no aqui e agora, sem fazer perguntas quanto ao amanhã. Um empresta dinheiro ao outro, mesmo não sendo seu o dinheiro: ele já o pegara emprestado de um terceiro, que havia prometido obtê-lo de uma quarta pessoa, e assim por diante.


Southampton: A Trilha de Indícios Começa

Esta comunidade religiosa é a mais devota de todas. Algum tempo atrás ela adotou a prática de tratar o dinheiro esperado como dinheiro real e igualar desejo e realidade. Qualquer sinal de inibição que ainda pudessem ter, já desapareceu.

Mas como todos sabiam que os desejos superavam o número de dólares, o resultado inevitável foi uma certa lacuna de recursos, ou déficit. Capitalismo sem capital — o audacioso cerne da inovação — não poderia dar certo. E não há salvação mundana para isso — pelo menos essa foi uma conclusão a que puderam chegar o antigo Deus, aquele que carregou a cruz, e o novo deus, aquele que traz nos olhos os símbolos do dólar.

Então aconteceu o inevitável: o big bang. Três dos cinco bancos de investimento dos EUA perderam sua independência, enquanto os outros dois ainda caminham a passos trôpegos. Dois bancos de hipoteca e uma companhia de seguros passaram a ser administrados pelo governo.

O sistema financeiro global foi abalado, aterrorizando os membros dos outros dois credos. Pode haver três religiões, mas há um só céu. Se ele desabar, todo mundo morre.

Uma busca de provas que apontem com precisão os responsáveis deve, muito provavelmente, começar em Southampton, um refúgio litorâneo da elite endinheirada. A cidadezinha, no extremo leste de Long Island, fora da cidade de Nova Iorque, nos apresenta um vislumbre do quanto a ganância pode ser atraente.

É um lugar onde as opções de lotes de ações têm sido transformadas, aos milhares, em castelos dignos de contos de fada, à beira-mar. Aproveitando-se de brechas legais que possibilitam evasão tributária, os gurus financeiros de Wall Street conseguiram, como num passe de mágica, resgatar seus títulos de crédito praticamente intactos. Pelas leis tributárias dos EUA, os impostos cobrados pela compensação na forma de ações e warrants ficam abaixo da metade do índice tributário mais alto. Assim, a renda de muitos banqueiros é tributada por um índice mais baixo do que a renda de suas secretárias.


Como Menos Se Tornou Mais

Como os donos dessas mansões à beira-mar não estão lá no momento, maiores investigações exigem uma viagem de trem a Nova Iorque. No edifício que abriga, no centro da cidade, os escritórios da Lehman Brothers, que está em processo de encerramento da própria história, há mais a ser descoberto sobre a seqüência dos acontecimentos. Bilhões de dólares foram emprestados a pessoas sem condições de obter crédito, para manterem condomínios e casas sem valor de mercado. No jargão cinicamente debochado dos banqueiros, esse tipo de empréstimo era chamado de “SRSA”, sigla para “Sem Renda, Sem Ativo”.

Mesmo assim, tudo corria bem no mundo dos agiotas. O miraculoso aumento da oferta de dinheiro ajudou a elevar os preços dos imóveis em mais de 70 por cento entre 2000 e 2006. Essa indústria tinha conseguido obter lucros aumentando os riscos. Pelo menos em seus balanços financeiros, menos tinha virado mais.

Em tempos melhores, os bancos poderiam ser tidos como empreendedores; hoje, contudo, estão sendo chamados de irresponsáveis. Mesmo antes de se ter criado a expressão investimentos bancários, Karl Marx já conhecia a relação entre ambas as coisas: “O capital tem tanto horror à ausência de lucro ou de lucro muito baixo quanto a natureza o tem ao vácuo. Com lucros adequados, o capital é despertado; com 10 por cento, ele pode ser usado em qualquer lugar; com 20 por cento, ele se torna dinâmico; com 50 por cento, absolutamente ousado; com 100 por cento, ele esmagará sob seus pés todas as leis humanas; e com 300 por cento, não há crime que ele não esteja disposto a cometer, mesmo sob o risco de se autodegolar”.

O Credo de Paulson
Agora a trilha nos leva de Nova Iorque a Washington, na Pennsylvania Avenue, onde fica o gabinete de Henry Paulson, Secretário do Tesouro dos EUA. Seu departamento é tão importante que apenas um simples portão de jardim separa o Departamento do Tesouro dos jardins da Casa Branca. Paulson manteve uma abordagem indulgente em relação aos bancos, e agora planeja capitalizar sobre seus prejuízos. Ele se tornou algo como um resseguro para financiamentos altos. Seu objetivo é eliminar as guilhotinas — mas não a ganância.
O próprio Paulson já foi banqueiro em Wall Street. É um homem de boas maneiras e princípios rígidos. Em tempos de normalidade, ele tem fé no mercado, em Deus e em George W. Bush. Em tempos como os de hoje, porém, ele prefere depositar sua confiança no governo, nos contribuintes e em Bush.
Ao contrário do que tem sido amplamente divulgado, Paulson não pretende usar os recursos dos impostos para financiar a catástrofe iminente. Em vez disso, planeja fazer novos empréstimos de bilhões de dólares para o Tesouro dos EUA. “Detesto o fato de ter de fazer isso, mas é melhor que a alternativa”, ele disse na semana passada. O presidente já sinalizou sua aprovação.
É isso que acontece com comunidades religiosas quando se vêem sob pressão: tornam-se ainda mais devotas. O mesmo modo de pensar que só enxerga em curto prazo e que deflagrou o desastre desde o início agora é visto como a solução para ele. O governo está tentando apagar o fogo com combustível, não com água. Aliás, é exatamente o mesmo combustível que, no início disso tudo, acendeu as chamas em Wall Street: dinheiro emprestado.
A única diferença é que os novos empréstimos não viriam de um sexto sétimo ou oitavo membro da comunidade religiosa. Em vez disso, seriam arrecadados junto a todos os contribuintes somados. Isso representaria o fim da separação entre igreja e estado, com Wall Street se tornando a religião nacional.
O que há em comum entre esta comunidade religiosa e as outras duas já está em processo de desaparecimento. Coisas que eram consideradas inseparáveis nos tempos da tradicional e respeitada economia de mercado — tais como valor e consideração, salário e desempenho, risco e responsabilidade — agora estão sendo despedaçados em nome do governo. O capitalismo que hoje se vê nos EUA é uma versão esgarçada e degradada do que ele foi um dia.
As ações dos políticos estão fortalecendo os efeitos da derrocada econômica ao invés de amenizá-los. O capitalismo ao estilo norte-americano ainda não morreu, mas está simplesmente preparando o próprio funeral com honras. A história dos dias atuais é a história de uma morte anunciada. O que nos faz lembrar Miss Marple. 1
_______________________
1. Miss Marple, personagem ficcional de Agatha Christie, é uma detetive peculiar: uma senhora idosa e de aparência frágil, que, pela observação atenta das pessoas e acontecimentos ao seu redor, é capaz de prever que uma ou mais mortes irão acontecer — e, de fato, acontecem; daí ser citada pelo autor do artigo. Para saber mais sobre Miss Marple, clique aqui. (Nota do Tradutor)

Tirado do site www.caiofabio.com

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