Mostrando postagens com marcador vaticano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vaticano. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Ativistas do Femen fazem ato contra o Papa no Vaticano

Foto: Ansa Brasil
A cada dia que passa os ativistas tem passado dos limites em seus movimentos.

Com o pretexto de chamar a atenção do mundo, Pessoas nuas e com gestos obscenos, tentam conquistar apoio da população, mas desrespeitam aquilo que é mais importante para as pessoas, que é a família e sua crença.

Três mulheres que integram o grupo feminista Femen protestaram nesta sexta-feira diante do Vaticano contra a visita programada do papa Francisco ao Parlamento europeu, em Estrasburgo.

As militantes pretendiam denunciar, a visita do pontífice, que consideram um "ataque à secularização" na Europa.  

No corpo de uma das manifestantes era possível ler a frase "Pope is not a politician" ("Papa não é um político"), enquanto as outras escreveram nas costas "Keep it inside" ("Mantenha dentro") e exibiam, de maneira provocativa, uma cruz.

Foto: Ansa Brasil
A polícia reagiu rapidamente e retirou as ativistas, que foram detidas.

O papa Francisco viajará a Estrasburgo no dia 25 de novembro para uma visita ao Parlamento Europeu. Será a segunda visita oficial de um papa à Eurocâmara, depois de João Paulo II.

Fonte: Terra

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Estado Islâmico quer matar o Papa, diz embaixador do Iraque

O embaixador do Iraque junto à Santa Fé, Habbed Al Sadr, afirmou, nesta terça-feira (16), que o Papa Francisco tem sofrido ameaças do grupo extremista Estado Islâmico (EI). As informações são do Daily Mail.

O alerta veio no momento em que o pontífice se prepara para se deslocar à Albânia e planeja uma visita à Turquia, países de maioria muçulmana.

“O autoproclamado Estado Islâmico foi claro: eles querem matar o Papa. As ameaças são reais”, disse o iraquiano ao jornal italiano La Nazione.

De acordo com o Al Sadr, como o grupo está tomando proporções mundiais e conta com integrantes de diversas nações, a ameaça é ainda mais grave e a segurança do pontífice estaria em risco em qualquer lugar do planeta.

“Quero deixar claro que não tenho nenhum conhecimento sobre os futuros planos dos terroristas. Mas a regra do Estado Islâmico é clara: ou a pessoa se converte à religião deles ou morre. Com o Papa, a morte seria a única opção que eles dariam.”, disse o iraquiano.

As afirmações, no entanto, foram desvalorizadas pelo padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, que disse que não estão previstas medidas de segurança avançadas para a visita de Francisco aos países muçulmanos.

Fonte: Istoé

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Renuncia ou medo de morrer. Papa Bento XVI morreria assassinado em 12 meses diz cardeal


A um ano atrás um cardeal avisava sobre o perigo de morte do Papa Bento XVI. Leia as matérias publicadas em Fevereiro de 2012

Já há quem chame Vatileaks ao novo desaire do Vaticano. Nas últimas semanas têm chegado à imprensa italiana supostos documentos confidenciais da cúria romana que dão conta da existência de conspirações nos corredores da Santa Sé. Um deles aponta mesmo para um estranho complô com o objectivo de assassinar o Papa Bento XVI e o próprio jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, já escreveu que o Papa, prestes a completar 85 anos, se transformou num “pastor cercado por lobos”.

De acordo com o jornal Il Fatto Quotidiano, o papa Bento XVI foi informado por um cardeal colombiano que existe uma conspiração que tem como objectivo final a morte do Santo Padre, dentro de um período de 12 meses.
Dario Castrillón Hoyos terá entregue na Secretaria de Estado do Vaticano uma carta onde informa Bento XVI do plano 'engendrado' pelo cardeal e arcebispo de Palermo, Paolo Romeo.

Romeo terá, de ânimo leve e durante uma viagem à China, comentado com Hoyos a existência de uma manipulação contra o líder da Igreja Católica.

O jornal Il Fatto Quotidiano - especializado em jornalismo político e de investigação - titula na manchete 'Vaticano, intrigas e venenos. O papa morrerá dentro de 12 meses'. No interior é possível ler a missiva que Hoyos enviou ao Santo Padre. 

Federico Lombardi, o jesuíta que é o porta-voz do Vaticano, quando questionado sobre o caso afirmou que a informação revelada é ''tão fora da realidade e tão pouco séria que não se podia tomar em consideração''. Acrescentou ainda que lhe a possibilidade de tal plano lhe ''parece inacreditável''.

Inacreditável ou não o Papa Bento XVI deixou muitos abismados com a renuncia 12 meses depois da suposta conspiração.

Fonte: SOL, Ionline

sábado, 29 de setembro de 2012

Papiro sobre Jesus ter casado é falso, diz jornal do Vaticano

Por Verdade Gospel 

O jornal L’Osservatore Romano, publicação oficial do Vaticano, afirmou nesta semana que o papiro no qual aparece a frase em copta: “Jesus lhes disse, minha esposa …” é falso. Um breve artigo assinado pelo diretor do jornal, Giovanni Maria Vian, afirma que “razões consistentes nos levam a concluir que o papiro seja uma desajeitada falsificação (como tantas outras provenientes do Oriente Médio)”. O papiro, supostamente datado do século 4, foi apresentado por Karen King, historiadora de Harvard, em um congresso sobre a língua copta que aconteceu em Roma. A divulgação do documento reacendeu o debate sobre se Jesus Cristo teria ou não se casado. 
A afirmação do diretor do jornal vem acompanhada de um extenso artigo de Alberto Camplani, especialista em copta e professor de história do cristianismo da Universidade Romana La Sapienza. No texto, o professor faz ressalvas em relação à autenticidade do documento. Segundo Camplani, é preciso adotar numerosas precauções uma vez que o fragmento, ao contrário de outros achados apresentados no congresso, não foi encontrado em escavações, mas veio do mercado de antiguidades. Ainda de acordo com o especialista, estudiosos em copta presentes no congresso levantaram dúvidas sobre a originalidade do papiro após analisarem fotografias e reproduções. Para Camplani, a escritura no fragmento se distancia da maior parte dos documentos conhecidos que datam do século 4. Além de pôr em xeque a autenticidade do papiro, Camplani questionou a interpretação da historiadora sobre o texto (segundo Karen, o manuscrito mostrava que, logo depois da morte de Jesus, as primeiras comunidades cristãs já debatiam se ele teria ou não sido casado). “A expressão ‘Jesus lhes disse, minha esposa…’ é metafórica e simboliza a consubstancialidade (mesma natureza humana) entre Jesus e seus discípulos. Ela encontra amplo paralelo nas literaturas bíblica e cristã primitiva”, diz Camplini. O jornal do Vaticano ressaltou também que a historiadora americana preparou o anúncio “sem deixar nada ao acaso” – e enumerou: “imprensa americana avisada e entrevista coletiva prévia para preparar um furo mundial, que, no entanto, foi posto em dúvida pelos especialistas”. 

Fonte: Veja

sexta-feira, 2 de março de 2012

OMG News: Bíblia de 1500 anos descoberta na Turquia preocupa Vaticano

Um livro de importância histórica
Uma bíblia de 1500 anos foi descoberta na Turquia, após a prisão de uma quadrilha que comercializava antiguidades de forma ilegal. O livro, feito em couro tratado e escrito em um dialeto do aramaico, língua falada por Jesus, tem as páginas negras, por causa da ação do tempo.

Segundo informações do site Notícias Cristãs, peritos avaliaram o livro e garantiram que o artefato é original. A descoberta aconteceu em 2000, e desde então, vinha sendo mantido em segredo, guardado em um cofre-forte na cidade de Ancara.

Estima-se que o valor do livro chegue a 20 milhões de euros, dada sua importância histórica. Após a divulgação da descoberta, o livro foi considerado patrimônio cultural e após a restauração que será feita, será exposto no Museu Etnográfico de Ancara.

Há informações de que o Vaticano demonstrou preocupação com a descoberta e pediu às autoridades turcas que permitissem que especialistas da Igreja Católica pudessem avaliar o livro e seu conteúdo, que se suspeita, contenha o “Evangelho de Barnabé”, escrito no século XIV e considerado controverso, por descrever Jesus de maneira semelhante à pregada pela religião islâmica.

Fonte: Gospelmais

Veja a reportagem:

sábado, 11 de fevereiro de 2012

OMG News: O Papa Bento 16 tem data marcada para morrer, Vaticano nega

Bento 16
Por The Christian Post

O jornal italiano Il Fatto Quotidiano publicou em sua última edição, desta sexta-feira, um documento que informava sobre um complô para matar o Papa Bento 16 nos próximos 12 meses. No entanto, o Vaticano nega o documento e chamou o jornal de “delirante”.

"Vaticano, tramas e venenos. O papa morrerá dentro de 12 meses", estava escrito na capa do jornal, conhecido por ser especializado em jornalismo investigativo.

Segundo a matéria, o cardeal colombiano Dario Castrillón Hoyos foi o responsável pela entrega do documento à Secretaria de Estado do Vaticano.

O relatório apresentado pelo cardeal colombiano estava escrito em alemão e afirmava ainda que o complô foi mencionado pelo arcebispo de Palermo, Paolo Romeo, durante uma visita à China em novembro.

"O cardeal Romeo se sentia seguro e não podia imaginar que estas conversas realizadas nas reuniões secretas fossem depois informadas por terceiras pessoas ao Vaticano", diz a mensagem.

No entanto, esta afirmativa foi negada por Romeo, "é tão fora da realidade que não deveria ser nem considerada", disse ele à agência de notícias italiana Ansa.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, não negou a existência de um documento, mas disse em entrevista à agência de notícias AFP que "está claro que este documento contém considerações malucas que estão desprovidas de qualquer realidade".

Segundo a AFP, especialistas afirmam que a divulgação do documento pode ser parte de uma luta de poder dentro da administração do Vaticano para tentar e forçar Bertone a sair.

O próprio Papa ainda não divulgou sua opinião pessoal sobre o fato.

sábado, 12 de novembro de 2011

OMG News : Conselho quer impedir que haja proselitismo no ensino religioso

O CNE (Conselho Nacional de Educação), que é ligado ao Ministério da Educação, quer impedir que as religiões façam proselitismo nas escolas.

César Callegari, presidente de uma comissão do CNE que se dedica ao tema, informou que o órgão vai divulgar no começo do próximo ano um documento sobre a atual situação do ensino religioso e o que poderá ser feito para enquadrá-lo na laicidade.

O documento vai questionar o acordo que o Brasil assinou com o Vaticano estabelecendo que esse tipo de ensino deve ser dado por representantes da Igreja Católica ou por de outras religiões.

“Estamos preocupados com os problemas que esse acordo pode trazer”, disse ele ao iG. “Devemos fazer de tudo para proteger o Estado laico.”

O ensino religioso é facultativo aos alunos, mas as escolas públicas são obrigadas a oferecê-lo, de acordo com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação).

O professor de religião tem de ser isento, sem manifestar qualquer dogma, mas não é o que ocorre em muitos casos. Na prática, os estudantes acabando sendo alvo de proselitismo, principalmente do católico.

“Precisamos garantir o cumprimento do que está na lei de maneira adequada”, disse Callegari.

Ele vai discutir o assunto com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Brito, que é o relator de uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) proposta pela Procuradoria Geral da União para que se discipline o ensino religioso e se invalide o acordo Brasil-Vaticano.

Entre os líderes religiosos, não há consenso. Alguns deles são contra o ensino religioso por entenderem que, do jeito que está, a Igreja Católica é única beneficiada.

Fonte: paulopes

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

OMG News : Revista IstoÉ e Os 7 pecados da Igreja Católica


Papa Bento XVI
Quais são os motivos que explicam a galopante queda de fiéis, principalmente jovens e mulheres, no maior país católico do mundo?

Faz cerca de 140 anos que o número de católicos no Brasil segue ladeira abaixo. No século XIX, precisamente em 1872, o conglomerado de brasileiros que se assumia fiel à Igreja Católica beirava a totalidade da população, 99,7%. Durante os 100 anos seguintes, a cada década que se encerrava, aproximadamente 1% abandonava a religião. O índice dessa queda, atualmente, continua o mesmo. Mudou, porém, o fato de ele ocorrer a cada ano. Essa aceleração do declínio foi constatada pela pesquisa “Novo Mapa das Religiões”, realizada pelo Centro de Políticas Sociais da Faculdade Getulio Vargas. Ao processar microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2003 e 2009, os estudiosos, capitaneados pelo economista Marcelo Neri, constataram que nesse intervalo de seis anos cerca de 6% da população deixou a religião romana – decresceu de 73,7% para 68,4%. O montante de fiéis que segue atualmente a doutrina preconizada pelo Vaticano é o mais baixo verificado no País. E, pela primeira vez na história, em alguns Estados e capitais da maior nação católica do planeta, o número de adeptos da religião não chega nem à metade dos habitantes (leia quadro). Quais seriam, então, os deslizes patrocinadores da queda do status do catolicismo entre os brasileiros, como as estatísticas não se cansam de mostrar? ISTOÉ recorreu a um colegiado de profissionais da religião, gente que pensa a Igreja, para discorrer sobre os possíveis pecados da Santa Madre. Eis os sete principais confessados.

1 Romanização da Igreja

É cantada em prosa e verso, já há algum tempo, a rejeição dos fiéis contemporâneos a autoridades religiosas que impõem doutrinas e ritos. Imposição, obrigação e restrição são palavras proscritas em um cenário no qual cada vez mais as pessoas se habilitam a estar no comando do próprio destino. A Igreja Católica, no entanto, caminha na direção oposta. Vive um momento de reinstitucionalização de seus fiéis, de os disciplinar para que aprofundem a sua fé. Os bispos defendem um contato maior com os bens religiosos, como missas e novenas. Esse processo preconizado pelo Vaticano é conhecido como romanização do catolicismo. “Bento XVI prefere uma Igreja menor e mais atuante em vez de uma maior sem atuação coerente e consistente”, afirma o cientista da religião Jung Mo Sung, da Universidade Metodista do Estado de São Paulo (Umesp). “A estratégia fortalece o fervor de uma minoria praticante, mas traz uma consequência não intencional da perda de adesão de católicos difusos.”

Esse efeito-rebote, somado à procura cada vez maior da população por curas e milagres que resolvam rapidamente seus problemas, tem levado esses católicos a migrar para outras denominações ou encorpar o grupo dos que fazem contato com o divino sem o intermédio de uma instituição. “A Igreja prefere que as pessoas que buscam soluções imediatas por meio de milagres não permaneçam nela”, diz o teólogo jesuíta João Batista Libanio. Diminui-se o número de católicos, mas, por outro lado, aumenta-se o dos praticantes conscientes.

2 Supermercado católico

Párocos têm relatado que seus templos estão existindo à imagem e semelhança de supermercados. Percebem que é cada vez maior o número de fiéis que procuram a igreja ocasionalmente, em busca de serviços religiosos como casamentos, missas de sétimo dia, batizados e bênçãos de lugares e objetos. Tratado como produto, o casamento, só para citar um dos “bens” católicos, se torna um evento alheio à doutrina. “Há casais que trazem o CD da novela que faz sucesso para tocar na cerimônia. Se você se nega, alguns inconformados batem boca com você, viram as costas e procuram quem o faça”, conta o padre José João da Silva, da paróquia São José Operário, em Itaquera, na zona leste da cidade de São Paulo. “Vivemos uma igreja fast-food.”

Nessa lógica de mercado, missa de sétimo dia tem se transformado em uma grande assembleia de gente que só foi ao templo por conta da ocasião e não está preocupada com o significado do ritual. Quanto aos batizados, explica o cônego Celso Pedro da Silva, da paróquia Santa Rita de Cássia, do Pari, zona norte de São Paulo, a Igreja supõe que quem quer que o filho se insira nela antes do uso da razão o faz porque dela faz parte e aceita suas regras. “O mesmo vale para a primeira comunhão, mas muitos pais não têm vínculos efetivos, nem foram casados na Igreja”, diz ele. “Acredito que uma dificuldade do catolicismo seja saber que o povo católico não é evangelizado e, mesmo assim, se comportar na prática como se ele fosse”, diz o cônego. O padre João Carlos Almeida, teólogo e diretor da Faculdade Dehoniana (SP), foi vigário paroquial no Santuário São Judas Tadeu, na capital paulista, por três anos. E conta que passava quase o dia todo atendendo a confissões e abençoando automóveis. “Muita gente trazia seu carro recém-comprado para ser benzido e ia embora. Poucos rezavam ou participavam de uma missa”, lembra. Com a oferta religiosa na vitrine, católicos assistem a seus fiéis se afastando dos vínculos espirituais.

3 Fuga de mulheres

Está lá no “Novo Mapa das Religiões”. Entre as 25 denominações pesquisadas, apenas no catolicismo a mulher não constitui a maioria dos adeptos . Entre evangélicos, espíritas, religiões de matriz africana, oriental e asiática, elas superam os fiéis do sexo masculino. As católicas, porém, são cerca de 67,9%, enquanto os homens são 68,9%. Neri, o organizador do estudo da FGV, atribui o resultado, entre outras interpretações, ao fato de as alterações no estilo de vida feminino ocorridas nos últimos 30 anos não terem encontrado eco na doutrina católica, menos afeita a mudanças. De fato, seguem engessadas na Igreja, só para citar três tabus, as questões sobre os métodos contraceptivos, o divórcio e o aborto.

De acordo com o teólogo Jorge Cláudio Ribeiro, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), o catolicismo não gosta da mulher. “Ao que parece, elas, mal-amadas que são pela Igreja, estão se autorizando a não gostar da religião, a reagir”, diz ele. Seu colega de PUC, o padre e psicólogo João Edénio dos Reis Valle, afirma não ter dúvida de que a questão de gênero pesa na constante diminuição do número de católicos no País. “Ela pesa em especial nas mulheres de classes mais instruídas e em melhor posição socioeconômica”, afirma. “Essas não só percebem como discutem e não aceitam as posições da Igreja em relação a uma série de questões que as afetam.” E conclui discorrendo sobre a não participação clerical feminina. “Elas reivindicam um papel novo e ativo na vida da instituição.”

4 Escândalo de pedofilia

Em 2002, um grupo de mais de 500 pessoas levou à Justiça americana denúncias de abusos sexuais cometidos por sacerdotes e membros da arquidiocese de Boston, nos Estados Unidos. Esse escândalo foi a chama que fez arder uma fogueira de denúncias mundo afora, inclusive no Brasil. Na Irlanda, só para dar a dimensão do problema, a pedofilia acobertada por seis décadas pela hierarquia católica local foi tachada pela Anistia Internacional como o maior crime contra os direitos humanos já registrado na história daquele país. Para uma instituição que tem como bandeira a verdade sobre o mundo, ser atingida por problemas éticos que constituem crime representou um duro golpe. E a mazela dos escândalos de abuso sexual envolvendo crianças afastou muitos simpatizantes do catolicismo. É o que defende o cientista da religião Sung. “O militante não terá sua fé abalada. Mas os que se sentiam católicos por uma afinidade de infância ou inspirados em alguma figura pública podem ter deixado de ser por causa desses fatos.”

Para piorar, a Igreja não foi hábil na cicatrização da ferida. “Ela trabalhou a questão na base do segredo e do corporativismo. A lógica interna de uma instituição que se protege e não ventila o problema levou a ampliar o fenômeno, tornando-o uma sensação nos meios de comunicação”, afirma a socióloga da religião Brenda Carranza, da PUC de Campinas. Só há pouco tempo Bento XVI decidiu ordenar que os bispos abrissem normativas internas contra padres suspeitos de ser pedófilos e informassem as autoridades civis. Em setembro, ao visitar sua terra natal, a Alemanha, que perdeu 180 mil adeptos no ano passado por conta dos abusos sexuais praticados por sacerdotes, disse: “Posso compreender que, em vista de tais informações, alguém diga: ‘Esta já não é a minha Igreja.’”

5 Ausência de lideranças

Dom Hélder Câmara, arcebispo emérito de Olinda e Recife, falecido em 1999 aos 90 anos, foi quatro vezes indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Grande defensor dos direitos humanos durante a ditadura militar brasileira, homem de vida simples que morava no quartinho de uma sacristia no Recife, ele foi um expoente internacional da Igreja Católica. Multidões se mobilizaram ao seu redor, no Brasil e na Europa, para ouvi-lo. Atualmente, porém, não há entre o colegiado católico nacional símbolos como dom Hélder, capaz de cooptar fiéis por meio do exemplo. “Numa sociedade moderna, em que a adesão à religião acontece por opção pessoal, é preciso que haja nomes admirados publicamente”, diz Sung, da Umesp. As grandes figuras católicas da atualidade são os padres cantores. Eles, porém, fazem eco entre os católicos militantes, explica Sung, mas não são referência para setores não atuantes do catolicismo. A Igreja deixou de ser representativa entre os brasileiros como algo a ser admirado há quase duas décadas. Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal emérito de São Paulo que lutou contra a tortura e os maus-tratos a presos políticos durante a ditadura, e uma dessas figuras que inspiraram muitos católicos, se aposentou em 1998. “Dom Paulo é uma personalidade que enfrentou um regime militar, criava afinidade entre o povo e a instituição”, afirma o padre Libanio. Aos 90 anos, Arns vive recluso em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, enquanto sacerdotes empunham microfones para cantar e fazer coreografias de suas músicas no altar.

6 Comunicação centralizada

Há comunidades dentro do catolicismo que lançam mão de tecnologias para se relacionar com os jovens. Elas têm escancarado à Igreja, segundo a socióloga da religião Brenda, que não é mais possível seguir com a ideia de que o fiel se encontra na paróquia. Estabelecida em sua maioria em grandes centros urbanos, essa turma mais nova sofre com o impacto da mobilidade, do crescimento acelerado, do consumo exacerbado, enfim, elementos que a fazem estabelecer relação com a crença muitas vezes a distância. Para a professora da PUC, a noção de participação das novas gerações urbanas é pautada pela afinidade. O jovem busca uma instituição quando se identifica com ela, independentemente da proximidade física. “Mas a noção da Igreja de paróquia é territorial”, diz Brenda. Para o padre Libanio, enxergar as demandas da população e repensar até onde a religião pode ir na direção delas é o caminho para o futuro do catolicismo. “Os fiéis querem aquilo que os satisfaz e têm buscado muito o mundo virtual”, diz ele. “A Igreja Católica tem de repensar a sua estrutura paroquial.”

7 Perda de identidade social

Houve um tempo, em muitas cidades do interior do País principalmente, que frequentar uma igreja era condição obrigatória para quem quisesse engatar um relacionamento amoroso sério. Quantos garotos não foram riscados por potenciais sogras da lista de pretendentes pelo fato de não irem à missa? Assumir-se membro de uma entidade religiosa – católica, de preferência – conferia pertençer a um grupo social. Diante da pressão para uma definição religiosa, muita gente tendia a assumir a crença na qual havia sido batizado, mesmo que exercitasse também a sua fé em terreiros de umbanda ou centros espíritas. “Católico era o imenso guarda-chuva cultural e religioso que permitia o trânsito espiritual”, diz Brenda Carranza, da PUC. Com a disseminação do processo de secularização no campo religioso nacional, essa prática foi ficando obsoleta. A possibilidade de expressar a fé livre de preconceitos tem feito com que cada vez mais os brasileiros, quando submetidos a censos, assumam que não seguem os dogmas defendidos pela Santa Sé ou mesmo nenhum credo – daí o grupo dos sem-religião também estar em crescimento. O catolicismo, então, perdeu a status de produtor de identidade social.





































Fonte: Revista IstoÉ - Edição: 2187

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

OMG News: Grande emissora de TV deixa de usar a.C. e d.C. como referências históricas, Vaticano critica

A medida vai substituir o antes de Cristo e depois de Cristo por "antes da era comum" e "era comum"

Em respeito a laicidade do Estado e também em respeito às pessoas de outras religiões, as emissoras de TV e de rádio da BBC (British Broadcasting Corporation) deixaram de usar as abreviaturas a.C. (Antes de Cristo) e o d.C. (depois de Cristo) como referências históricas.

Agora uma das maiores empresas de comunicação do mundo adotou o termo “antes da era comum” e “era comum”. A mudança desagradou o Vaticano que chamou tal fato de “hipocrisia historicamente insensata”, declarou a instituição por meio de seu porta-voz ao jornal L’Osservatore Romano.

“Muitíssimos não cristãos disseram que não se sentem ofendidos pela datação tradicional, pelo a.C. e d.C.”, disse o jornal.

Na opinião do Vaticano a BBC está tomando uma postura antirreligiosa, principalmente contra o catolicismo.

“O que está bem claro é que o respeito a outras religiões é só um pretexto [da BBC], porque o que se pretende é apagar qualquer marca do cristianismo na cultura ocidental”, disse o L’Osservatore.

A emissora ainda não se pronunciou sobre as criticas, mas ela não é a primeira a tirar o a.C. e o d.C. da história, a Austrália também determinou que essas referências fossem retiradas dos livros didáticos, medidas que deverá entrar em vigor em 2012.

Fonte: Gospel Prime

sábado, 4 de julho de 2009

OMG News : Arquivos vão eximir Pio 12 na questão dos judeus, diz Vaticano

Os arquivos secretos do Vaticano sobre o papa Pio 12 devem ser abertos dentro de cinco anos e vão livrá-lo das acusações de ter feito vista grossa ao Holocausto, disse o chefe dos arquivos nesta quinta-feira.
"Ele foi um grande papa e, como se sabe, é atacado por seu suposto silêncio sobre a Shoá", disse o monsenhor Sergio Pagano, usando a palavra hebraica para o Holocausto. "Mas na verdade ele fez muitas coisas por judeus e por prisioneiros na 2a Guerra Mundial." Leia mais...

terça-feira, 5 de maio de 2009

MG News : "Anjos e Demônios" estreia em Roma e polemiza com Vaticano

Uma nova polêmica com o Vaticano acompanhou a estreia mundial de "Anjos e Demônios", a segunda adaptação para o cinema de um livro de Dan Brown, depois de "O Código Da Vinci" ter suscitado protestos entre a comunidade católica por seu retrato de um Jesus Cristo casado com Maria Madalena e com filhos.
A primeira exibição do filme reuniu em Roma o diretor Ron Howard, Brown e as estrelas encarregadas de dar vida aos personagens principais, como Tom Hanks e Ewan McGregor. "Anjos e Demônios" entra em cartaz no Brasil no próximo dia 15.
Todos eles desfilaram pelo tapete vermelho escoltados por uma fictícia Guarda Suíça e por grandes estátuas de anjos e demônios, uma ambientação provocadora que custou à produção boa parte do 1 milhão de euros gasto no estreia.
Muito glamour e uma pitada de publicidade gratuita à custa da Santa Sé voltaram a transformar Roma na capital cinematográfica da Europa por algumas horas e no destino de muitos fanáticos pelos thrillers religiosos inspirados em obras de Dan Brown.
Já há inclusive anúncios de passeios turísticos para visitar os cenários do filme. Mais uma vez, Tom Hanks assume a pele do professor Robert Langdon, um especialista em simbologia religiosa que se vê envolvido em um mistério com cenário místico.
E, novamente, há a polêmica entre a produção e o Vaticano.
Sentimento religioso
As manifestações públicas da Igreja a respeito do filme foram poucas.
O porta-voz do Vicariato de Roma, Marco Fibbi, disse que a fita "vai lesar o sentimento religioso" depois de negar à produção as permissões para filmar na Cidade do Vaticano. Os bispos americanos também recomendaram que seus fiéis não vissem o filme.
Ontem, se soube que o bispo mais velho do mundo, Antonio Rosario Mennonna, 102, denunciou o filme às Procuradorias de Roma e de Potenza (sul da Itália) por um suposto tratamento "denigratório e ofensivo para os valores da Igreja e para o prestígio da Santa Sé".
E isso apesar de a adaptação cinematográfica ter eliminado o que talvez seja o elemento mais controvertido do livro: a descoberta de que o papa tem um filho. Howard disse em entrevista coletiva que certas instituições de Roma se negaram a conceder as permissões de filmagem por pressões do Vaticano.
O superintendente especial para os museus de Roma, Claudio Strinati, se defendeu argumentando que, apesar de o pedido estar assinado apenas por um produtor, a equipe do filme pode rodar no Castelo de Santo Ângelo, diz o jornal "Corriere della Sera".
O último desencontro entre os cineastas e a Cúria Romana ocorreu nas últimas horas: segundo Howard, vários membros da Igreja foram convidados para assistir a "Anjos e Demônios", mas a oferta foi rejeitada, o que fez com que o diretor afirmasse ontem que não entende as críticas "de quem nem sequer viu o filme". Entretanto, foi Tom Hanks que trouxe um tom conciliador e irônico ao dizer que, depois de protagonizar "O Código Da Vinci", tinha visitado o Vaticano "disfarçado" e pensando que todas os padres o "olhavam torto".
Duas vezes vencedor do Oscar, o ator afirmou ser uma pessoa "espiritual" e explicou que, apesar das polêmicas, não crê que vá ter mais problemas para entrar no Vaticano, "a menos que use bermudas".

Fonte: Folha Online



quarta-feira, 18 de março de 2009

MG News : Protestantes questionam acordo do Brasil com a Igreja Católica

O Colégio Episcopal da Igreja Metodista apelou ao Senado para que não aprove o acordo entre a Santa Sé e a República brasileira, uma vez que ele fere preceitos constitucionais, como a separação entre Estado e Igreja.
“Reafirmamos o direito da liberdade religiosa como um dos pilares indispensáveis de uma sociedade democrática”, diz pronunciamento dos bispos metodistas, que proclamam a importância constitucional do Estado laico.
Os termos do acordo entre o Brasil e a Santa Sé foram firmados no dia 13 de novembro de 2008 pelo ministro do Exterior do Vaticano, dom Dominique Mamberto, e pelo chanceler brasileiro Celso Amorim, durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao papa Bento XVI.
O acordo versa, entre outros, sobre questões econômicas e administrativas da Igreja Católica no Brasil. Carta pastoral do presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Walter Altmann, entende legítimos e comuns acordos entre Estados.
Mas espera, na medida em que o acordo contenha direitos e prerrogativas para a Igreja Católica, que o governo brasileiro os estenda, com naturalidade, às demais confissões, pois trata-se de preceito constitucional que não pode ser ferido.
A carta pastoral reconhece a seriedade, profundidade e responsabilidade que a Igreja Católica imprime em suas ações em favor da missão no país, “inclusive em aguda percepção da responsabilidade social cristã”.
A IECLB ainda avalia, porém, a substância do acordo quanto às suas conseqüências e repercussões em relação à liberdade de culto, ao ensino religioso nas escolas públicas e ao reconhecimento dos ministros religiosos.“São assuntos que dizem respeito não apenas à Igreja Católica, mas também às demais igrejas.
Nesse sentido, lamentamos que o Acordo tenha sido elaborado, negociado e, por fim, assinado, sem que tivesse havido uma troca de idéias e um diálogo com outras confissões religiosas, bem como com a sociedade em geral”, afirma a carta.
Para ser ratificado, o Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil, assinado pelo governo brasileiro e o Vaticano, precisa passar pelo Congresso Nacional.
O documento tem 20 artigos e trata, entre outros, das isenções fiscais para a igreja e instituições eclesiásticas, indica que a atividade dos religiosos não caracteriza vínculo empregatício, confirma a proibição de livre acesso de missionários às áreas indígenas, obriga sacerdotes estrangeiros a solicitar o visto de permanência no país e estabelece que as igrejas históricas e obras de arte nelas embutidas pertencem também ao Estado brasileiro, e que ambos têm o compromisso de preservá-las.
Fonte: ALC

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails