Mostrando postagens com marcador Muro das Lamentações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Muro das Lamentações. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

OMG News: Achado arqueológico pode provar que Herodes não construiu o Muro das Lamentações

Moedas encontradas sob o Muro das Lamentações podem mudar tudo o que sabemos sobre o Templo

Arqueólogos divulgaram a descoberta de quatro moedas datadas do ano 17 no subsolo do muro das lamentações. O local, sagrado para judeus, cristãos e muçulmanos, é dos principais pontos turísticos de Jerusalém.

Quatro moedas foram encontradas em um espaço para banhos rituais no subsolo do Muro Ocidental. Este local precedeu a construção do prédio atual e foi usado como suporte às muralhas do Templo. Isso serviria como prova que a construção do muro sequer havia começado na época da morte de Herodes (provavelmente em 4 a.C), a quem é historicamente creditada a construção do Templo.

Essas moedas têm as marcas do procônsul romano Valerius Gratus, que viveu na região 20 anos depois da morte de Herodes. Esse fato pode mudar tudo o que sempre se afirmou sobre a construção daquele local sagrado.

Os muros de sustentação do Templo supostamente foram construídos por Herodes, rei judeu que aparece com destaque nos Evangelhos, mas os indícios agora são que eles, na verdade, foram erguidos muito mais tarde. A única porção que restou desses muros hoje é conhecida como o “Muro das Lamentações” e recebe visitas de milhões de pessoas todo ano.

A nova descoberta confirmaria a versão de Flávio Josefo, um general judeu que se tornou um historiador romano. Em um dos documentos deixados por ele relatando a destruição do templo pelos romanos no ano 70, Josefo disse que a construção fora terminado pelo rei Agripa II, bisneto de Herodes, duas décadas antes de o complexo ser totalmente destruído pelos legionários em uma batalha contra rebeldes em Jerusalém.

Josefo também escreveu que o fim da construção deixou 18.000 trabalhadores desempregados, em Jerusalém. Alguns historiadores têm relacionado esse descontentamento com a revolta judaica daqueles dias.

A descoberta revelada esta semana oferece “as primeiras claras provas arqueológicas que parte da galeria do Muro não foi construída por Herodes”, disse o arqueólogo Aren Maeir da University Bar-Ilan, que não esteve envolvido na escavação.

“Essa descoberta muda à forma como vemos a construção, e mostra que durou mais tempo do que se pensava inicialmente”, disse Eli Shukron, co-diretor da escavação.

O complexo, controlado desde 1967 por Israel, hoje abriga a Mesquita Al-Aqsa, famosa pela sua cúpula de ouro, que os muçulmanos chamam de o Domo da Rocha. O fato de o lugar ser sagrado, por diferentes motivos, tanto para judeus quanto para muçulmanos o torna um dos locais de maior disputa religiosa.

A escavação em que as moedas foram descobertas pesquisava um antigo túnel de drenagem romano que começa no “poço de Siloé”, uma das fontes de água da cidade original, e termina no interior Cidade Velha de Jerusalém.

O túnel corre pelas pedras que estão na base do Muro Ocidental do complexo, onde as moedas foram encontradas. Esse túnel foi escavado para drenagem, sendo parte do sitio arqueológico da “Cidade de David”, possivelmente um dos mais controversos da história.

A escavação está sendo realizada dentro do bairro palestino de Silwan, mas é financiada por um grupo ligado ao movimento de colonos israelenses que se opõe a qualquer divisão da cidade como parte de um futuro acordo de paz.

A escavação do túnel também encontrou uma espada romana, lâmpadas de óleo, panelas e moedas que os estudiosos acreditam estarem numa antiga passagem subterrânea, usada por judeus rebeldes para se esconder enquanto fugiam dos soldados romanos.

Traduzido e adaptado por Gospel Prime de Daily Mail

segunda-feira, 13 de abril de 2009

MG News : Arqueólogo israelense diz que atual Via-Sacra é errada

Os milhares de peregrinos que na sexta-feira foram reconstituir em Jerusalém o caminho de Jesus rumo à crucificação na Via-Sacra deviam ter começado seu percurso em um estacionamento perto do Muro das Lamentações, segundo um arqueólogo israelense.
A Via-Sacra, formada por 14 estações, começa em uma escola muçulmana onde fica a destruída Fortaleza Antônia, na Via Dolorosa, e termina no Santo Sepulcro, na antiga cidadela amuralhada de Jerusalém.
Em seu livro "The Final Days of Jesus" (Os últimos dias de Jesus), citado hoje pelo jornal "Ha'aretz", o pesquisador israelense Shimon Gibson diz ter identificado o verdadeiro lugar onde Jesus foi julgado e condenado à morte, que deveria ser a primeira escala da Via-Sacra.
Esse pavimento de pedras onde os procuradores romanos realizavam os julgamentos se encontraria no que agora é um estacionamento ao ar livre no final do bairro armênio da cidade antiga, perto do Muro das Lamentações, acredita Gibson, do Instituto Albright de Jerusalém.
Deste local, segundo o estudioso, a verdadeira Via Dolorosa prosseguiria para o Gólgota, onde fica atualmente o Santo Sepulcro, lugar da morte e posterior ressurreição de Jesus Cristo, lembrada hoje.
O arqueólogo defende que o erro sobre a verdadeira localização da Via Dolorosa provém da presença dos cruzados na cidade (1099-1173), que representou o massacre de vários muçulmanos, judeus e cristãos ortodoxos, o que apagou tradições centenárias.
Então, foi construída uma capela no lugar atualmente identificado com a Fortaleza Antônia, mas Gibson afirma que as escavações no lugar mostram que o edifício que havia na época romana era pequeno demais para ter abrigado o palácio dos procuradores romanos que julgaram Jesus.
Meir Ben-Dov, arqueólogo que participou das escavações do túnel do Muro das Lamentações, qualificou a teoria de Gibson de "completo sem sentido".
Ben-Dov lembra que o historiador Josefo Flavio "cita mil testemunhas que diziam que a Fortaleza Antônia estava situada em uma esquina do Monte do Templo, e não em outro lugar", por isso a rota atual seria a correta.
Fonte: EFE

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails