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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ativistas lançam Bíblia gay para desmistificar a homossexualidade

Capa da bilia gay
Após centenas de debates entre a comunidade LGBT e os evangélicos sem uma solução definitiva, um grupo de ativistas decidiu publicar a primeira “Bíblia Gay”.

A homossexualidade continua a ser uma questão amplamente debatida e a Bíblia tradicionalmente é vista como um documento que condena a relação sexual de pessoas do mesmo sexo. Por isso, alguns editores anônimos afirmam que chegou a hora de reinterpretar as Escrituras para criar uma tradução favorável a gays e lésbicas.

Ela é chamada de “Bíblia Rainha James”, pois segundo o grupo responsável pela sua edição, o Rei James da Inglaterra, que autorizou a primeira tradução para o inglês mais de 400 anos atrás, seria gay.

“A Bíblia Rainha James resolve quaisquer interpretações homofóbicas da Bíblia, mesmo assim sabemos que a Bíblia ainda está cheia de contradições”, diz o website que promove a publicação. “Não há Bíblia perfeita. Esta também não é. Nós queríamos fazer um livro cheio da palavra de Deus, que ninguém poderia usar para condenar incorretamente os filhos de Deus que nasceram LGBT, e conseguimos. ”

Os editores fazem várias ponderações sobre as dificuldades de tradução de termos como “sodomita” e “abominação”. Afirmam ainda que a palavra “homossexual” não foi colocada no livro sagrado até 1946 e que esse termo não existe em nenhum verso dos manuscritos originais. Essa nova versão é supostamente “mais pura”.

Levando em conta os versículos mais citados em argumentações teológicas contra a homossexualidade e a atração pelo mesmo sexo, os editores dizem terem refeito o texto “de uma maneira que faz com que seja impossível haver interpretações homofóbicas.”

Para eles, essa Bíblia visa corrigir “algumas passagens que geram discriminação contra os membros da comunidade LGBT” e “ser uma referência para as pessoas da comunidade gay que são crentes, e agora têm uma Bíblia que se adapta à sua forma pensar e não discrimina segundo a orientação sexual”.

Os exemplares da primeira edição estão à venda no site Amazon.com e custam cerca de 70 reais.  Mais informações no site queenjamesbible.com.

Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 22 de junho de 2012

PR. SILAS MALAFAIA RESPONDE ÀS MATÉRIAS DIVULGADAS EM SITES EVANGÉLICOS

Pr Silas Malafaia
Por Lays Carvalho
Uma nota divulgada ontem por alguns sites evangélicos trouxe a notícia de que os livros do Pastor Silas Malafaia haviam sido retirados dos catálogos de venda da revista Avon.
Segundo a matéria do site Gospel Prime, um abaixo assinado virtual foi criado para que a empresa se convencesse  sobre “edições homofóbicas” presentes nos livros de Malafaia. Isso aconteceu porque dentre os títulos comercializados estava o livro “A estratégia: o planos dos homossexuais para transformar a sociedade”, escrito pelo pastor Louis Sheldon.
Até ontem não havia uma reposta concreta por parte do pastor, que se pronunciou hoje pela manhã em seu site oficial. Silas afirma que isso tudo  é um absurdo, e que muitos sites evangélicos que se dizem sérios, publicaram “a verdade” sem ao menos lhe perguntar nada e diz ainda que tais notícias teriam sido publicadas por sites gays.
De acordo com o Pastor, a Bíblia de leitura diária com devocional está nos catálogos da revista e nas edições nas campanhas 11, 12 e 13 não foram encontrados nenhum produto da editora Central Gospel, porque é comum no catálogo que em algumas quinzenas não saia propaganda do produto.
Silas, conhecido por seus comentários polêmicos, soltou mais um: “Temos programação para até o final do ano, portanto, mais uma mentira e safadeza de ativistas gays, o que é bem peculiar do caráter deles. O que não pode acontecer é o povo de Deus 'comer pela mão dessa gente'. Antes de dar alguma notícia que venha denegrir um pastor ou igreja pesquise primeiro!”

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Jean Wyllys diz que bancada evangélica atua perseguindo homossexuais e religiões africanas


O deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) concedeu uma entrevista ao jornal Correio Braziliense em que fala sobre seus confrontos com a Frente Parlamentar Evangélica. Estes se dão principalmente nas discussões sobre o projeto que criminaliza a homofobia (PLC 122) e sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que institui o casamento civil de pessoas do mesmo sexo.
Wyllys afirmou que a bancada evangélica trabalha para perseguir não só os homossexuais, mas também as religiões minoritárias, de raiz africana. “Eu não quero isso para o Brasil. Nós conquistamos a democracia a muito custo, e eu não quero deixar que essa gente ameace a nossa Constituição Cidadã”.
Ressaltando que “não é inimigo dos evangélicos”, ele acrescenta que “o movimento LGBT é inimigo dos fundamentalistas evangélicos”, diz, associando os parlamentares cristãos a religiosos ‘fundamentalistas’, mas ressalvando que existem exceções a essa ‘regra’.
Segundo a matéria da publicação da capital federal, o deputado tem boa disposição para a briga e conseguiu se posicionar em boa parte das polêmicas da casa. “A política é o espaço para o enfrentamento”, confirma o deputado pró-LGBT.
Jean Wyllys disse que fez parte da pastoral da Igreja Católica, mas aos 16 anos se afastou em virtude de sua sexualidade, quando assumiu ser gay.
Participante da edição de 2005 do reality show Big Brother Brasil, ele disse que sua vida ficou muito exposta a partir do programa veiculado pela TV Globo. Apesar de tentar fugir do universo das celebridades, Heloísa Helena, presidente nacional do PSol, o convidou para entrar na vida política.
“Uma amiga nos apresentou e falou que eu tinha de aproveitar o capital de popularidade (…) Relutei durante um tempo (…) mas deu tudo certo”, revelou.
Dizendo atuar na experiência nova de expandir a pauta dos direitos humanos para conter as reivindicações da comunidade homossexual, ele acha que as chances de a PLC 122 ser aprovada são pequenas, pois ela implica em limitar a liberdade de expressão. Para ele, as chances do projeto ser aprovado é menor do que a PEC do casamento civil entre homossexuais.
Segundo o militante das causas pró-homossexuais, a questão é uma pauta crucial da democracia. “Aqui no Brasil as pessoas tentam minimizar essa pauta como se fosse uma coisa de veado. Não é, é da sociedade”, opina.
Wyllys ainda não se decidiu se irá se candidatar a novos cargos políticos e diz que apesar de sua bandeiras não trazerem votos, ele se sente útil e não tem medo de não ser reeleito.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Por brechas na lei, justiça fluminense converte união estável homoafetiva em casamento

Por Creio 

Os desembargadores da 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio decidiram - por unanimidade - converter em casamento a união estável de um casal homossexual que vive junto há oito anos. A decisão é inédita no Judiciário fluminense. Eles entraram com o pedido de conversão em outubro do ano passado, mas foi indeferido pelo juízo da Vara de Registros Públicos da Capital.

De acordo com o relator do processo, o desembargador Luiz Felipe Francisco, o ordenamento jurídico não veda expressamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Portanto, ao se enxergar uma vedação implícita ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, estar-se-ia afrontando princípios consagrados na Constituição da República, quais sejam, os da igualdade, da dignidade da pessoa humana e do pluralismo”.

O desembargador disse ainda que se a Constituição Federal determina que seja facilitada a conversão da união estável em casamento, e se o Supremo Tribunal Federal determinou que não fosse feita qualquer distinção entre uniões hétero e homoafetiva, “não há que se negar aos requerentes a conversão da união estável em casamento, máxime porque consta dos autos a prova de convivência contínua, estável e duradoura”.

Para o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), Toni Reis, esse é o sonho de todas as pessoas que querem se casar, que essa medida adotada pelo Judiciário fluminense seja seguida por outros tribunais do país. “Eu mesmo vivo com um companheiro há 22 anos e esse é um sonho nosso”, disse. “Esperamos que os tribunais do país, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), também acatem essa medida inédita tomada pela Justiça do Rio”, completou.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

OMG News: Em discurso na Câmara dos Deputados, Silas Malafaia critica ativistas gays: “são parasitas que comem milhões do Estado”

Pr Silas Malafaia
Em seu discurso na audiência para o debate sobre a PL 122, o Pastor Silas Malafaia criticou a ausência dos ativistas homossexuais na discussão, e voltou a mencionar os atritos com Tony Reis, presidente da ABGLBT. “Só lamento. Eu gosto de falar cara a cara… Nessa hora, os caras correm. São covardes. Estão com medo de quê? Quer dizer que o negócio deles é só escondido, apadrinhado por alguém da imprensa?”, afirmou o Pastor.

Numa comparação à causa negra, que luta contra preconceitos, Malafaia afirmou que os “homossexuais querem dar status de raça a uma questão de comportamento”, e lembrou o caso do vídeo retirado de seu programa, que foi editado para, segundo Malafaia, dar a entender que ele incentiva a violência contra os homossexuais.

Citando o que chamou de perseguição contra ele, o Pastor mencionou as tentativas dos ativistas de cassarem seu registro no Conselho de Psicologia e afirmou que homossexualismo é opção. “Eu sou psicólogo também, e homofobia é sentir aversão a um homossexual e querer agredir, maltratar. Existe uma diferença entre criticar comportamento e discriminar pessoas. Eles fazem um jogo muito lindo: eles dizem que criticar comportamento é discriminação”.

Durante seu discurso, Malafaia citou ainda que a Senadora Marta Suplicy quer apresentar um substitutivo a PL 122, condicionando a liberdade de expressão e de culto, o que é proibido. No projeto substitutivo da Senadora, seria permitido criticar o comportamento homossexual de forma pacífica. Silas Malafaia entende que o termo “pacífico” é subjetivo, e que esse ponto interferiria na cláusula pétrea (que não pode ser mudada) da liberdade de expressão da Constituição Federal.

-”É o grupo mais intolerante da pós-modernidade”, afirmou o Pastor Silas Malafaia, para quem as atitudes e pretensões dos ativistas invadem o espaço de direito dos contrários às práticas. “Eu sou livre para expressar minha opinião”, ressaltou Malafaia, que chamou os defensores da causa gay de aproveitadores: “São parasitas do Estado. Comem milhões dos governos federal, estadual e municipal para fazer patrulhamento”.

Assista ao discurso:

Fonte Gospel+

terça-feira, 18 de outubro de 2011

OMG News: Propaganda de partido cristão brasileiro causa revolta em homossexuais

Um comercial do Partido Social Cristão exibido no horário político na última semana causou grande repercussão entre homossexuais, que entenderam que o conteúdo era homofóbico.

A propaganda mostrava uma imagem onde aparecia escrito “Homem+Mulher+Amor=Família”.

Segundo o site Lado A, a afirmação, apesar de discreta, representa a opinião de vários líderes do partido, que são membros ou pastores de igrejas evangélicas e que o partido quer colocar os ensinamentos cristãos acima da Constituição.

O site do partido já havia chamado a atenção dos ativistas gays por causa da nota de repúdio emitida pelo PSC quando o Supremo Tribunal Federal reconheceu a legalidade da união civil entre pessoas do mesmo sexo. A nota afirmava: “O Partido Social Cristão repudia a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que equipara as relações estáveis de heterossexuais e de homossexuais. A Corte Suprema do País adotou uma posição contrária aos anseios da maioria esmagadora da população brasileira”.

Membros do PSC afirmam que o partido não é homofóbico, porém defendem o ponto de vista cristão e defendem o conceito de Família Cristã. O site Lado A, que visa o público homossexual ironiza a postura do partido: “Sob o slogan bíblico ‘Deus fez Macho e Fêmea’, rejeitam o reconhecimento dos direitos dos homossexuais. Como usam a frase missão do partido ‘O ser humano em primeiro lugar’, logo, rejeitam também a humanidade dos homossexuais”. O PSC não divulgou nota sobre a reportagem do site Lado A.

Fonte: Gospel +

terça-feira, 4 de outubro de 2011

OMG News : EUA tiram palavras "pai" e "mãe" de passaporte alegando repeito a gays

Foto ilustrativa
O Departamento do Estado do país informou que as mudanças foram feitas para reconhecer os diferentes tipos de família. Os grupos de direitos dos homossexuais aplaudiram a decisão.

As palavras “mãe” e “pai” serão removidas do passaporte norte-americano e substituídas por “filiação 1” e “filiação 2”.

De acordo com o Departamento do Estado dos EUA, as mudanças foram feitas para reconhecer os diferentes tipos de família. Grupos de direitos dos gays aplaudiram a decisão.

“Mudar os termos ‘mãe’ e ‘pai’ para ‘filiação’ permite que muitos tipos de famílias sejam capazes de requerer um passaporte para seus filhos sem sentirem que o governo não reconhece a sua família”, afirmou a Fox News Jennifer Chrisler, diretora executiva do Conselho da Igualdade Familiar, um grupo norte-americano que defende o direito das famílias do grupo GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros). O conselho vem tentando há anos essa mudança no passaporte.

Mas alguns conservadores cristãos foram contra a decisão. Robert Jeffress, um pastor de uma igreja batista de Dallas afirmou que a alteração sugere que “não é preciso pai e mãe para criar uma criança com sucesso”. “Essa decisão faz com que os casais homossexuais se sintam mais confortáveis ao criar uma criança”, disse ele.

Em contrapartida, Jennifer afirmou que o governo precisa reconhecer que as estruturas familiares estão mudando. “A melhor coisa que podemos fazer é dar suporte às pessoas que estão criando filhos com amor, com famílias estáveis”, disse ela.

Recentemente, na Austrália, outros direitos foram reconhecidos no passaporte. Os australianos ganharam uma terceira opção de gênero, a categoria “x”. Essa é uma das medidas adotadas pelo governo contra a discriminação de transgêneros. Os passaportes americanos ainda não têm essa opção, mas os transgêneros já podem optar pelo sexo que mais se identificam.

Fonte: Época Negócios

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

OMG News : Estudo revela que mudança é possível para os homossexuais

Foto Ilustrativa
A mudança é possível para os homossexuais? Tentando responder esta questão, um estudo publicado em um jornal científico pela primeira vez em uma década, mostra que mudar a orientação sexual é possível.

The Journal of Sex and Marital Therapy contém os resultados finais de um estudo longitudinal de indivíduos que buscam mudar a orientação sexual através de ministérios cristãos associados com a Exodus International, conforme foi divulgado pela Religion News Service quarta-feira.

Os Psicólogos Stanton L. Jones (Wheaton College, IL) e Mark A. Yarhouse (Regent University) fizeram uma pesquisa com 98 pessoas que procuvam mudar a orientação sexual. Níveis de evolução de atrações sexuais e distúrbios psíquicos foram avaliados no início do processo de mudança e cinco vezes em um período total de 6-7 anos.

Dos 98 indivíduos, 61 foram classificados com sucesso para o resultado geral da última avaliação. O estudo descobriu que 53% foram classificados como bons resultados. Desses, 23% relataram o sucesso dos resultados na forma de conversão bem-sucedida à orientação heterossexual e 30% relataram a castidade de comportamento estável, sem identificação com a orientação homossexual. Quase no final, na marca de 6 anos, 20% relataram adotar totalmente a identidade gay.

Segundo o comunicado, os resultados mostram mudanças estatisticamente significativas, em média, da diminuição da orientação homossexual. Mas, as descobertas não provam que a mudança categórica na orientação sexual é possível para todos, mas eles mostram que mudanças reais parecem possíveis para alguns.

Os autores incitam o cuidado em projetar as taxas de sucesso a partir destes resultados, que são susceptíveis estimativas excessivamente otimistas do sucesso antecipado e apontam que a conversão para adaptação heterossexual foi um fenômeno complexo.

Os resultados do estudo não convenceram os críticos. Candace Chellew-Hodge, fundador do Whosoever, uma revista GLBT Oline para os Cristãos, encontrados em primeiro lugar que a pesquisa foi "suspeita", porque os pesquisadores são de faculdades cristãs conservadoras. Ele mostrou ainda sua preocupação também com as conclusões dos autores serem "excessivamente otimistas".

"Mesmo os pesquisadores chamam suas conclusões ‘excessivamente otimistas’", Hodge-Chellew disse de acordo com Religion Dispatches.

Chellew-Hodge criticou a metodologia, mencionando que o tamanho da amostra era pequena e que os resultados vieram de medo dos pesquisados. "A maior motivação única para estes 98 indivíduos, no entanto, certamente foi uma baseada no medo. Em resumo, eles viviam todos sob a ameaça do inferno .. "

Mas, o Dr. Stanton Jones defendeu a metologia, dizendo que "quanto mais rigoroso você ficar, mais longe você fica da vida real" e "todas as metodologias têm desvantagens", segundo relatado pelo CitizenLink.

"Seguimos mais um modelo da vida real do que um modelo hiper-experimental controlado", acrescentou ele, segundo a mesma publicação.

Jones respondeu àqueles, incluindo a American Psychological Association (APA), que disseram que a orientação sexual não pode ser mudada, dizendo que não existe para ele nenhuma pesquisa nesse sentido, e ele quer trazer à tona que a mudança é possível. "Acreditamos que os resultados desafiam a mentalidade reinante de que a mudança é impossível ou é extraordinariamente rara".

"Nós estávamos tentando resolver a questão básica ‘a mudança é possível?’ o fato de que alguém mudou é o que resultou deste estudo", disse ele.

Fortes convicções sobre o comportamento moral dos sujeitos, que eram todos Cristãos, descobriu ele, desempenhou um papel fundamental na mudança de orientação bem sucedida.

Fonte: The Christian Post

segunda-feira, 15 de junho de 2009

OMG News : Bancada evangélica se mobiliza e emperra projetos de gays no Congresso

Grupos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) dizem que reivindicações do movimento foram "rifadas'; para o senador evangélico Marcelo Crivella, homossexuais devem ter seus direitos, mas deve-se “preservar o livre exercício do culto religioso".
A recente tramitação no Congresso do projeto que criou o Ministério da Pesca escondeu uma batalha em que a Frente Parlamentar Evangélica se saiu vitoriosa -e rendeu críticas ao governo por parte de grupos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT).
O descontentamento não se referia ao novo ministério. O texto também tratava das atribuições da Secretaria Especial de Direitos Humanos e descrevia, entre os grupos atendidos, a população LGBT.
Previa ainda a criação de um Conselho LGBT no governo.
Depois do debate na Câmara, o texto final excluiu o termo LGBT -citava apenas "minorias". O Conselho LGBT também não foi aprovado.
A mudança foi comemorada por congressistas ligados a igrejas evangélicas.
Para grupos LGBT, o governo "rifou" reivindicações do movimento para aprovar o restante do projeto -além do Ministério da Pesca, tratava da área ambiental e criava cargos em comissão.
Segundo Míriam Martinho, da Rede Um Outro Olhar, o texto aprovado mantém os movimentos, que lutam por visibilidade, invisíveis.
"Será uma comissão enrustida [o Conselho contra Discriminação]", disse.
O estilista Carlos Tufvesson, integrante do Conselho dos Direitos LGBT do Rio de Janeiro, diz que o governo não tem interesse em priorizar a luta LGBT.
"O governo, na sua atividade legislativa, não apoia os pleitos LGBT. Entram milhões de barganhas nas negociações.
"Já Luiz Mott, fundador do grupo Gay da Bahia, afirma que é um governo de "boas intenções e poucas ações".
O responsável pelas políticas LGBT na Secretaria de Direitos Humanos, Eduardo Santarelo, reconhece que as expressões relativas ao grupo foram retiradas por pressão dos evangélicos.
"Qualquer menção no projeto de lei que tivesse a questão LGBT e o combate à homofobia, eles cortaram. Teve-se que negociar para aprovar o projeto como um todo", disse ele.
Homofobia
Encarada como a maior vitória LGBT no Congresso, a proposta que criminaliza a homofobia poderá se transformar em um novo revés para esses movimentos.
Aprovado na Câmara por um "descuido" da bancada evangélica, o texto precisa passar pelo Senado sem emendas.
Caso contrário, volta à Câmara, onde vai "dormir em berço esplêndido", como disse aos colegas a relatora do tema, senadora Fátima Cleide (PT-RO).
Depois de mais de um ano de negociação, ela já fala em fazer substitutivos ao texto para tornar viável sua aprovação.
Uma das principais objeções dos senadores ligados a igrejas é o artigo que pune discriminação a manifestações públicas de afeto.
Outro ponto polêmico é a interpretação de que pastores não poderão mais condenar a homossexualidade em programas de rádio e televisão.
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) afirma que é a favor dos direitos de homossexuais, mas é preciso "preservar o livre exercício do culto religioso".
Nos grupos LGBT, há quem defenda a votação sem modificações.
Outros preferem mudanças no texto que garantam aprovação. "É melhor que ele [o projeto] seja votado e rejeitado.
Vai ter de haver o custo político de rejeitar", diz Tufvesson.
O presidente da Associação Brasileira LGBT, Toni Reis, defende diplomacia e mobilização. "Precisamos ter mais força dentro do Congresso", diz.
Fonte: Folha de São Paulo

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