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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Aborto, você é a favor ou contra. Leia o debate entre dois pastores que tem opiniões diferentes sobre o assunto.

Por: Jr Parise

Os debatedores são:
Pr. Jair Viana (A FAVOR) , Jornalista, Radialista, Teólogo (I.T.Q)
Pr. Altair Pereira da Silva (CONTRA), Bacharel em Teologia, Presidente da Igreja Presbiteriana Renovada de São José do Rio Preto - SP, e Presidente da ADAN (Associação de Amigos dos Necessitados).

O tema de escolhido foi : Aborto, você é contra ou a favor?


POR QUE SOU A FAVOR DO ABORTO - Pr Jair Viana

Sim, vamos abortar o tabu.
Carminha, de 14 anos, sozinha, sai da igreja, numa quinta-feira de inverno. Sua casa fica a seis quadras da igreja. As casas pelo caminho estão fechadas. As famílias se recolhem cedo e agasalham-se com medo do frio.
Carminha segue. De repente, a menina é atacada por dois rapazes que ocupam um carro. Ela é levada para um local afastado e violentada. Doze horas depois, ainda atordoada, Carminha é encontrada e levada ao hospital.
Ela foi estuprada, diz o médico plantonista.Carminha está grávida. Seu físico franzino, sua cabeça de adolescente e seus conceitos religiosos conspiram contra. O médico, com todo o cuidado e paciência, de forma lenta vai informando os pais.
Ele orienta a família, por razões de saúde da menina, a preparar o aborto. O médico explica que Carminha está debilitada física e psicologicamente. Ser mãe agora, diante de tal circunstância não perecia ser a melhor coisa para Carminha. E você, no lugar dos pais dela, o que faria?
Aborto é uma palavra que causa espanto, medo e preconceito. Os que se posicionam contra, sempre alegam que o aborto é um assassinato. Os contrários, quase que em regra geral, abominam a idéia de se permitir o aborto.
De certo modo, eles também abortam algo. Abortam a discussão fria, racional, séria e desprovida de conceitos religiosos. Eles abortam a idéia de um debate livre, sério e acima de tudo voltado para o entendimento.
O tema é polêmico e complexo. Os religiosos não se permitem a uma discussão do ponto de vista social, de saúde pública. Acha? Eles chegam a dizer que aborto é coisa do diabo. Abominável, ou melhor, abortável, tal idéia.
O assunto precisa ser debatido sob a ótica da ciência, do ponto vista social. Ninguém aborta e fica feliz por isso, o assunto e os envolvidos diretamente, em hipótese alguma podem ser tratados religiosamente.
Não vale apelar para a tradição judaica, a lei mosaica e os costumes da época, para reprimir a idéia do aborto.
Aliás, um texto interessante sobre o tema pode ser encontrado em Êxodo 21:22: “Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida,e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes”. Ou seja, mesmo que houvesse o aborto, a pena máxima seria uma multa.
No caso de morte da mulher, porém, a pena era agravada com a morte do causador. O texto dispensa a usual hermenêutica, visto que é claro.
Se houvesse o aborto, o causador seria apenas multado. Ora, a discussão sobre o assunto precisa ser amadurecida na igreja.
As igrejas apontam o pecado e a condenação. Neste caso, o que os pais de Carminha deveriam fazer?
Na igreja, como era esperado, o pai foi orientado sobre o pecado do aborto. O pastor disse que se autorizar o aborto, o pai irá direto para o mármore do inferno.
Sobre as questões sociais que envolvem o tema, o pastor se nega a discutir. Assim como não se discute na igreja o uso de preservativos. Também é proibido falar em aborto, drogas e rock’in roll.
Aqui só discutimos bíblia, diz exaltado, o pastor.Não estamos falando sobre eugenia e nem conceitos malthusianos. Falamos de vida.
Neste contexto, não podemos visar apenas à vida do feto. A vida da gestante, vida consciente, por sinal, precisa ser discutida.
Se não se faz o aborto, a gestante morre ou carrega um trauma pelo resto de seus dias. Ou não temos casos assim?
Há casos em que a gestante não foi estuprada, porém a gravidez, embora desejável, oferece risco de morte para a gestante. Se a gestante é sua filha, qual seria sua conduta?
No caso de Carminha, uma jovem frágil, vítima de uma violência sexual que lhe trouxe a gravidez indesejada, o que fazer? Ela deve seguir em frente e para o resto de sua vida, conviver com a conseqüência de uma violência que sofreu?
Não responda agora, pense, reflita.
A questão do aborto não exige um simples posicionamento, do tipo, contra ou a favor. O assunto requer uma reflexão mais profunda, isenta e livre de nossos pré-conceitos.
Livre de um pensamente meramente religioso.

POR QUE SOU CONTRA O ABORTO - Pr Altair Pereira

O aborto é contra a vida
“Todo o indivíduo tem direito à vida a vida humana é inviolável”
De acordo com a ciência, a vida humana tem início com a fecundação, resultante da união de um espermatozoide masculino com um óvulo feminino. Cada uma das células sexuais transporta metade da informação genética do progenitor, de modo que a célula resultante da fertilização, denominada ovo ou zigoto, recebe toda a informação genética necessária para orientar o desenvolvimento do novo ser humano.

O aborto provocado, independentemente do momento em que é realizado, acarreta sempre a destruição de uma vida humana, a quem é negada a continuação do seu desenvolvimento, impedindo-se o seu nascimento e a expressão do seu potencial como criança e adulto.

Assim, qualquer referendo ou decreto-lei que legitime a morte de um ser humano indefeso, designadamente a despenalização do aborto, é um atentado claro contra a vida humana, e viola os direitos fundamentais do ser humano, expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

É CONTRA A MULHER

Qualquer interrupção da gravidez é uma agressão para a saúde física, mental e emocional da mulher. Sabe-se atualmente que qualquer mulher que aborta voluntariamente, mesmo nas melhores condições de assistência médica, tem um risco acrescido de lesões do aparelho genital, infertilidade, abortamentos espontâneos posteriores, prematuridade em gravidezes ulteriores, e muito mais.

Mais difíceis de quantificar, mas não menos importantes, são as conseqüências ao nível da saúde mental, nomeadamente depressão, sentimentos de culpa, sentimentos de perda, abuso de substâncias tóxicas e mesmo suicídio.

Ainda que a maioria dos abortos seja realizada com base no risco para a saúde mental da mulher, não há justificação de natureza psiquiátrica para o aborto. Pelo contrário, coloca as mulheres em risco de sofrerem perturbações psiquiátricas, sem resolver qualquer problema dessa natureza já existente”.

Por outro lado, a despenalização total do aborto, ainda que nas dez primeiras semanas de gravidez, em vez de valorizar a vontade da mãe da criança pode expô-la a pressões por parte de familiares, do pai da criança, da entidade patronal ou mesmo de profissionais de saúde (por um alegado risco de malformações no feto, que muitas vezes não se verifica), no sentido de interromper a gravidez, mesmo contra a sua vontade.

Quanto mais permissiva for a lei, maior é a probabilidade destas situações ocorrentes.

O ABORTO É CONTRA A CRIANÇA

Já no célebre Juramento Hipocrático (IV a. C.), ao qual os médicos têm procurado obedecer ao longo dos séculos, é expressamente referido: “não fornecerei às mulheres meios de impedir a concepção ou o desenvolvimento da criança”.

Condenamos assim, veementemente, a tese de que “as mulheres têm direito ao seu corpo”, na medida em que esse suposto direito colide com princípios que consideramos absolutos, como o direito à vida do nascituro, que apresenta identidade genética própria, distinta dos progenitores.

Nos países que despenalizaram o aborto, os seres humanos correm maior risco de terem uma morte violenta nos primeiros nove meses da sua existência do que em qualquer outro período da sua vida.

O útero materno, que deveria ser o lugar supremo de proteção da vida humana tornou-se assim tragicamente, nas últimas décadas, num dos locais mais perigosos. Além disso, sabe-se que muitas crianças, quando descobrem que a sua mãe fez um aborto, numa outra gravidez, desenvolvem perturbações mentais que podem requerer apoio psicológico ou psiquiátrico.

É CONTRA A CONSCIÊNCIA

A nível individual, é indiscutível a sensação de culpa que a realização de um aborto acarreta, tanto à mulher que a ele recorre como à pessoa que o pratica. Tal fato deve-se à consciência que cada ser humano possui, e que o ajuda na tomada de decisões morais.

Como afirma um provérbio francês, “não há travesseiro mais macio do que uma consciência limpa”.

É CONTRA DEUS

Para além de todas as razões atrás mencionadas, consideramos que o aborto é uma clara violação da vontade de Deus, revelada nas Escrituras Sagradas. O quinto mandamento declara precisamente: “não matarás” (Êxodo 20:13).

Encontramos na Bíblia a revelação inequívoca de que Deus valoriza a vida humana desde a concepção e que está envolvido no processo procriativo, como o que esta no texto seguinte, da autoria do rei David (Salmo 139: 13-16):

Como se verifica nestes textos e outros que poderiam se citados, Deus tem conhecimento de tudo que se verifica com os seres humanos desde o período da concepção, Ele pode fazer o que quer com este ser ainda que esteja em formação e que são usados como argumentos para a realização dos abortos.

Ninguém tem domínio sobre a vida de ninguém a não ser Deus como diz as escrituras Deus da a vida e somente Deus pode interrompe-la.

Aqui você pode dar sua opinião, sugestões, inclusive participar de um debate indicando um tema.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Eita mulher chorona!...Martha Suplicy reclama de interferência dos evangélicos na Rio+20

Marta Suplicy
O texto final da Rio+20 aprovado na terça-feira (19) por delegações de 193 países não agradou a senadora Marta Suplicy (PT-SP) que criticou a retirada da expressão “direitos reprodutivos”, que se refere à autonomia das mulheres para decidir quando ter filhos.

O texto foi retirado depois da pressão feita pelo Vaticano, já que o termo poderia legalizar o aborto, decisão que foi considerada pela senadora como um “retrocesso para as mulheres”.

“Retrocedemos no texto da conferência do Cairo de 1994 e em todos os avanços que conquistamos depois disso”, disse a petista que é favorável a descriminalização do aborto.

“Para as mulheres é um momento de grande derrota”, disse a senadora. O texto aprovado cita apenas a “saúde reprodutiva” se referindo ao acesso a métodos contraceptivos e de planejamento familiar.

A intervenção do Vaticano contou com o apoio de países como Chile, Nicarágua, Egito, Rússia, Costa Rica e outros. Muitos deles não aceitam o termo “direitos reprodutivos” por apoiarem o “direito à vida”

Fonte: Creio

sexta-feira, 13 de abril de 2012

ABORTO PODE LEVAR A SUICÍDIO


Marisa Lobo contesta decisão do Supremo Tribunal

Por Creio

Após a decisão dos  ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu nesta quinta-feira, dia 12, que a mulher tem direito a escolher interromper gestação de feto anencéfalo, a psicologa Marisa Lobo protestou sobre o assunto. Em seu blog ela escreveu um texto em que indica que o aborto pode levar ao suicídio. De acordo com ela, o STF (Supremo Tribunal Federal) faz uma leitura incompleta sobre o caso em questão, não levando em consideração alguns pontos vitais para a definição da pauta sobre a legalização do aborto de anencéfalos

Os seis ministros favoráveis acompanharam a tese do relator, Marco Aurélio Mello, que entende que a mulher que optar pelo fim da gestação de bebê anencéfalo (malformação do tubo neural, do cérebro) poderá fazê-lo sem ser tipificado como aborto ilegal. Atualmente, a legislação permite o aborto somente em caso de estupro ou risco à saúde da grávida. Fora dessas situações, a mulher pode ser condenada de um a três anos de prisão e o médico, de um a quatro anos. Nos últimos anos, mulheres tiveram de recorrer a ordens judiciais para interromper esse tipo de gestação. 

Leia o artigo:

O efeito do aborto voluntário da gravidez provoca na mulher “dores emocionais ignoradas” pelos que querem promover o aborto como um direito.

Aborto pode ser um mal emocional muito maior do que concluir a gestação, ainda que difícil. A questão não envolve apenas religião, moral e sim saúde mental, tão importante para o desenvolvimento saudável dessa mulher e de sua família.

Imediatamente a concepção da mulher desenvolve psicologicamente vínculo afetivo mãe-filho. Esse vínculo também é desenvolvido nas mulheres que projetam abortar. “Uma mulher, frente à escolha de fazer ou não o aborto, vive sentimentos ambivalentes, angustiantes, a mulher fica vulnerável a transtornos psicológicos, a dores emocionais tão profundas que podem levá-la a escolhas erradas como, por exemplo, uso de substância psicoativa (drogas), lícitas e ou ilícitas, como forma de aliviar suas dores emocionais.

O fato de uma adolescente – uma mulher que não tenha desejado ou programado uma gravidez – ficar tão vulnerável, pode contribuir para que seja influenciada por pessoas a sua volta e tomar a decisão de aborto não como desejo em si, mas como fim mágico de resolução de problemas, pela influência que pessoas a sua volta podem ter neste momento.

Quantos namorados, amigos, parentes e até mesmo médicos, e ou psicólogos, de alguma forma influenciam nessa decisão? Saibam que podem estar contribuindo para um grande “mal psicológico” para essa mãe.

Especialistas concordam que imediatamente, depois do aborto, a mulher possa experimentar uma redução dos níveis de ansiedade, pois decai o elemento ansiógeno constituído por uma gravidez indesejada, mas sucessivamente, “muitíssimas mulheres vivem uma ansiedade maior, apresentando transtorno de estresse pós-traumático, depressão e maior risco de suicídio e abuso de substâncias”.

A mulher que aborta voluntariamente pode ter esses sofrimentos psíquicos desenvolvidos muito tempo depois do aborto, e podem durar anos ou até mesmo a vida toda.

O trauma se dá, pois a mulher quando descobre que está grávida, considera esta criança não como embrião e sim como próprio filho, um ser indefeso dentro de seu ventre, portanto segundo estudos, abortar seria para essa mulher o mesmo que matar voluntariamente.

Uma porcentagem considerável de mulheres que abortaram desenvolve o transtorno de estresse pós-traumático, cujos sintomas são “lembranças desagradáveis, recorrentes e intrusivas do aborto voluntário, que se manifestam em imagens, pensamentos ou percepções, sonhos desagradáveis e recorrentes do sucesso, sensação de reviver a experiência do aborto através de ilusões, alucinações e episódios dissociativos nos quais através do ‘flashback’, ressurge a lembrança, mal-estar psicológico intenso à exposição de fatores desencadeantes internos ou externos que simbolizam ou se assemelham a algum aspecto do evento traumático, como o contato com recém-nascidos, mulheres grávidas, voltar ao lugar onde se praticou o aborto voluntário ou submeter-se a um exame ginecológico, evita persistentemente todo estímulo que possa associar-se com o aborto”, enumeram os especialistas do referido estudo.

Tenho ao longo dos meus 15 anos de profissão acompanhado casos de mulheres que fizeram aborto voluntário em sua juventude e vida adulta, que hoje após muitos anos ainda lembram com detalhes e sofrem com culpa expressada em seu rosto. Mulheres que tem alucinações auditivas, em particulares, ouvem choro de crianças. Mulheres que ao ver recém nascidos choram, que desenvolveram raiva de recém nascidos e total rejeição é outro fator importante a se considerar.

Uma paciente teve problemas sexuais em relação ao marido por mais de 25 anos, por conta de um aborto influenciado por ele, que na época ainda era seu namorado.

Quando o aborto é involuntário, embora haja sofrimento, a mãe não conviverá com a dor da culpa, pois esta, embora a mãe se sinta culpada por algum tempo, não é consciente e não tem responsabilidade da mãe.

Quanto ao aborto de anencéfalo, muitas mães podem desenvolver uma dor e culpa ainda maior, pois sentem que estão rejeitando uma criança por causa de seu defeito. De qualquer forma um aborto é traumático, e pode ser responsável por dores e transtornos psíquicos irreversíveis. Não podemos esquecer que este ser, esta criança, tem um pai, pode ter um irmão, enfim, uma família, e não podemos achar que somente a mulher terá problemas emocionais com esta interrupção voluntária.

Marisa Lobo – Psicóloga Clínica

terça-feira, 6 de março de 2012

OMG News: João Campos rebate acusações de José Dirceu contra parlamentares evangélicos


Jose Dirceu e João Campos

Diante das acusações feitas por José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, o deputado federal João Campos (PSDB-GO) se manifestou defendo não só os parlamentares evangélicos que foram chamados de preconceituosos pelo PT que se refere aos projetos de legalização do aborto e direitos homossexuais.
Para Campos o posicionamento da bancada evangélica diante desses assuntos não é repressiva, mas democrática. “Quando nos posicionamos contra o ‘kit gay’ e contra o aborto, não se trata de sermos preconceituosos, mas, sim, de defendermos e zelarmos pelos nossos conceitos bem formados em favor da sociedade”, disse o deputado em entrevista ao CPADNews.
Dirceu escreveu em seu blog, no dia 1º de março que os políticos evangélicos buscam impor ao Estado brasileiro “uma visão preconceituosa e repressiva” sobre esses temas, dizendo também que eles dão guarida para o comportamento violento, dizeres que foram caracterizados por João Campos como “impropriedade sem tamanho”.
Campos pontua, porém que a visão de José Dirceu, grande formador do pensamento do PT, pode muito bem refletir o que o próprio Partido dos Trabalhadores pensa a respeito. O deputado também se compromete a dialogar e mostrar que os parlamentares evangélicos não abrem mão do direito de se manifestar.
“Se existe uma coisa que sabemos fazer é exercer a dialética, é estabelecer o contraditório, é enfrentar a crítica, mas fazemos isso tudo a partir do argumento – o que, pelo que vejo no Jose Dirceu ele não tem capacidade. Chamar os evangélicos de chantagiosos que exercem violência é uma impropriedade sem tamanho”.
O líder da Frente Parlamentar Evangélica também usou o espaço que teve para relembrar o passado de José Dirceu que está inelegível até 2014 por ter se envolvido em um escândalo de corrupção.
“Evidentemente que, como ele é um dos formadores do pensamento do PT, isso nos preocupa muito, porque se ele falasse por si só, em se tratando de um homem que perdeu o mandato por corrupção, que é processado por ser chefe de uma organização criminosa que praticava a maior corrupção do Brasil, chamada mensalão, ele não mereceria nenhuma credibilidade. Mas como ele é um dos formadores do pensamento do PT no Brasil, acho que nós evangélicos precisamos parar e refletir no que ele está dizendo. Precisamos refletir no que o PT pensa e propõe para o nosso país”.
Críticas seriam para distorcer as atividades positivas dos parlamentares evangélicos
João Campos declarou na entrevista que as palavras de José Dirceu têm como objetivo desqualificar os parlamentares evangélicos ao chamá-los de preconceituosos. “Essa é a nossa formação, a formação do nosso caráter. Agora, nós temos conceitos, nós temos opinião, concepções, compreensões como a de valorização da vida, o que nos faz lutar contra o aborto, por exemplo. Portanto, nós temos o direito, que está assegurado pela Constituição brasileira, de nos expressar”.
O deputado também comparou o povo evangélico com o ex-ministro dizendo que ao contrário dele, que desviou dinheiro público, “nós [evangélicos] fazemos um bem tremendo para a sociedade brasileira, na política, na área social, na área de cultura, na área de educação, sem sequer usar o dinheiro público para isso. Essa é a grande diferença do povo que o José Dirceu chama de preconceituoso.  Isso é lamentável”.
Com informações CPADNews

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

OMG News: Kit gay centraliza polêmica na disputa eleitoral em São Paulo

Pré-candidato Fernando Haddad
Por The Christian Post

A disputa eleitoral pela prefeitura de São Paulo promete ser das mais acirradas e o cenário das forças políticas em oposição já começa a se delinear. Fernando Haddad, pré-candidato do PT à prefeitura falou que as ameaças políticas da bancada evangélica com relação ao kit-gay pode ter consequências como a liberação da violência contra homossexuais.

"Isso [a opinião da bancada sobre o kit-gay] libera, em alguns indivíduos perturbados, forças obscurantistas que acabam comprometendo a integridade física de cidadãos", disse. O kit anti-homofobia foi encomendado pelo Ministério da Educação em 2011, quando Haddad era ministro da pasta. O material vazou antes de ser distribuído e provocou uma mobilização dos evangélicos impedindo finalmente do kit ser distribuído.

Haddad disse ainda que tem certeza que os evangélicos que o atacam não querem a violência, mas sua preocupação se trata do incitamento às agressões.

O senador Magno Malta (PR-ES) afirmou há alguns dias que a iniciativa da criação do kit-gay iria “esmagar” a candidatura de Haddad. "O Haddad se derruba sozinho", afirmou. "Se a oposição colar isso nele, ele já nasceu morto". Ele acrescentou ainda que os evangélicos e católicos iriam derrotar Haddad em São Paulo.

Segundo matéria da Folha de S. Paulo, os partidos políticos estão tentando se aliar com o maior número possível de igrejas, embora não se saiba ao certo o ‘peso’ do voto religioso.

Além do apoio eleitoral, os líderes de partidos como PT, PSDB e PMDB afirmam que a aproximação visa fazer a chamada ‘política da boa vizinhança’, que proporcione uma boa imagem do candidato junto aos fiéis.

No entanto, as igrejas mantêm um distanciamento protocolar. "O pastor mantém a neutralidade o máximo que pode. Por que vai pedir voto antes da hora e correr o risco de alguém da congregação simpatizar com o adversário?", diz o vereador evangélico Carlos Apolinário (DEM).

Para o cientista político Romero Jacob, da PUC-Rio, as igrejas pentecostais são mais visadas para este tipo de aliança mas negou que os pastores dessas igrejas consigam impor o voto aos congregantes.

Ele ressaltou que em São Paulo o quadro é diferente, pois a força de partidos como PT e PSDB dão o tom da disputa na cidade, diminuindo o peso das igrejas.

No ano passado, a campanha presidencial onde disputaram José Serra e Dilma Rousseff, foi marcada pelo debate de temas relevantes aos evangélicos, como a legalização do aborto.

A disputa eleitoral em São Paulo é considerada uma das mais importantes do País, pelo seu orçamento bilionário e visibilidade nacional. Por enquanto, Gabriel Chalita (PMDB), Fernando Haddad (PT) e Celso Russomano (PRB) são pré-candidatos.

A data do calendário eleitoral definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) este ano em todo o país, é o dia 7 de outubro.

terça-feira, 9 de junho de 2009

OMG Debates:Aborto


Hoje, 09 de junho de 2009, foi criado o blog www.omovimentogospeldebate.blogspot.com ,
onde estaremos trazendo até os nossos leitores temas importantes para serem discutidos e analizados com todos.
Aqui você pode dar sua opinião, sugestões, inclusive participar de um debate indicando um tema.
Seja bem vindo!
O tema de escolhido foi : Aborto, você é contra ou a favor?
Os debatedores são:
Pr. Jair Viana (A FAVOR) , Jornalista, Radialista, Teólogo (I.T.Q)
Pr. Altair Pereira da Silva (CONTRA), Bacharel em Teologia, Presidente da Igreja Presbiteriana Renovada de São José do Rio Preto - SP, e Presidente da ADAN (Associação de Amigos dos Necessitados).

segunda-feira, 18 de maio de 2009

OMG News : Pela primeira vez em 15 anos, maioria dos americanos rejeita o aborto

Pela primeira vez em quase 15 anos a maioria dos americanos pronunciou-se contra o aborto, apesar de 53% das pessoas ouvidas tolerarem, "em alguns casos", a interrupção voluntária da gravidez, revela uma pesquisa Gallup publicada na sexta-feira da semana passada.
De acordo com a sondagem, 51% dos americanos se disseram contra o aborto --posição chamada de pró-vida--, enquanto 42% se mostraram a favor --pró-escolha.
O resultado é inédito desde 1995, ano no qual o instituto Gallup começou a realizar regularmente pesquisas sobre o assunto. "Isto representa uma mudança significativa em relação há um ano, quando 50% se declaravam a favor do aborto e 44% contra", explicou o Gallup, que ouviu 1.015 adultos entre os dias 7 e 10 de maio.
Embora haja uma mudança no equilíbrio entre os pró-vida e os pró-escolha, o direito ao aborto não parece ameaçado no país.
O direito foi reconhecido em 1973 pela Suprema Corte no julgamento do caso "Roe versus Wade" e foi respaldado pela mesma corte em 1992.
Atualmente, a composição da corte, de nove membros, está dividida entre quatro conservadores, quatro liberais e um conservador moderado, mas os liberais --mais inclinados a favorecer a legalidade do aborto-- podem chegar à maioria durante o governo Obama, que pode ter a chance de indicar até três novos juízes durante seu mandato.
Os cargos são vitalícios, mas os juízes podem se aposentar quando desejarem, como fará o liberal David Souter, 69, que anunciou há duas semanas seu desejo de se retirar da Suprema Corte.
Fonte: Folha Online

segunda-feira, 6 de abril de 2009

MG News : Lei do aborto na Espanha opõe igreja ao governo

Reforma sugerida por gabinete socialista reduz exigências para intervenção legal. Proposta prevê que idade mínima para aborto passe de 18 para 16 anos; católicos prometem manifestações para a Semana Santa.
A Espanha tem deixado de lado as discussões sobre como sair da crise econômica para debater um tema que parecia superado há quase três décadas no país: a legalização do aborto.
Desde que o governo divulgou os parâmetros para uma pretendida reforma que flexibiliza a lei atual -uma das mais conservadoras da Europa-, cientistas, oposição e escolas se envolveram em um enfrentamento que reacendeu também a disputa entre a Igreja Católica e os socialistas espanhóis, atualmente no poder.
Na semana passada, milhares de pessoas -500 mil, segundo os organizadores, e cerca de 20 mil nos cálculos do site Manifestómetro, dedicado a contabilizar protestos- foram às ruas de Madri pedindo a proibição total do aborto.
"O governo está dando passos para trás. Em vez de querer seguir os padrões da Europa, a Espanha poderia servir de exemplo para o continente e não permitir o aborto", disse à Folha Sofia Gutiérrez, 34, que levou os quatro filhos ao protesto, todos vestidos de vermelho e com bandeiras nacionais.
O debate explodiu no início de março, quando a ministra da Igualdade, Bibiana Aído, divulgou a conclusão de uma comissão de juristas e cientistas convocados pelo governo para desenhar a reforma.
Recomendações
O grupo faz duas recomendações principais:
1) que o aborto passe a ser livre até as 14 semanas de gestação -atualmente, apenas mulheres que comprovem algum tipo de risco de vida para ela ou para o bebê nesse período estão legalmente autorizadas a abortar;
2) e que se reduza de 18 para 16 anos a idade mínima para um aborto sem o consentimento dos pais.
Apesar de ainda não ter redigido o anteprojeto de lei que será apresentado ao Parlamento, o governo já sinalizou que não fará mudanças nas recomendações. Isso gerou imediata reação de parte da população e principalmente da Conferência Episcopal da Espanha, que, dias depois, anunciou uma campanha contra o aborto.
Embora afirme que faz parte de uma iniciativa anual, o porta-voz da Conferência Episcopal e bispo auxiliar de Madri, d. Juan Antonio Martínez Camino, reconheceu que, neste ano, a Igreja aumentou o orçamento da campanha -cujo valor não foi divulgado.
O símbolo da iniciativa é um cartaz em que um bebê aparece ao lado de um lince protegido por ameaça de extinção, sob a frase "E eu, não? Proteja a minha vida".
Desde o dia 16 de março, 30 mil cópias da foto estão espalhadas em centros católicos, ônibus e outdoors de Madri e outras 36 cidades.
Os governistas têm denunciado a intenção dos bispos de utilizar as procissões religiosas da Semana Santa para fazer campanha.
À Folha a Conferência Episcopal disse que as manifestações seriam em forma de fitas brancas amarradas no corpo e que a iniciativa é de algumas irmandades, sem coordenação central.
Divisão
"Parece que alguns setores só se manifestam contra o aborto quando há um governo socialista no poder", declarou o vice-secretário do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), José Blanco.
Até a própria Igreja Católica está dividida sobre o tema, segundo Rebeca Diago, da Associação de Teólogas da Espanha. "Existe uma diversidade dentro da igreja, temos o grupo Cristãos pelo Direito de Decidir.
Mas o governo tem que respeitar o direito de a igreja se manifestar", disse à Folha.
Os socialistas subiram o tom depois que o jornal "El País", identificado com o partido governista, denunciou que escolas públicas católicas têm feito campanha contra o aborto nas salas de aula, exibindo imagens de fetos.
"É revoltante que os centros educativos sirvam de fórum para a manipulação dos alunos", afirmou em nota a secretária de Educação do PSOE, Cándida Martínez.
O argumento do governo para a reforma é que a lei de 1985 está "caduca", principalmente por não garantir a segurança jurídica para as mulheres que fazem o aborto e os médicos que as operam.
Para os socialistas, os parâmetros legais que permitem a interrupção da gravidez não estão claros."Na prática, não vai mudar nada, porque hoje muitas mulheres saem do país para abortar", disse à Folha o biólogo Vicente Larraga.
Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 2 de abril de 2009

MG News : Pastor evangélico que defende o aborto fica com gabinete de Clodovil

O deputado Flávio Bezerra (PMDB-CE) se instalou nesta semana no gabinete que pertencia ao deputado Clodovil Hernandes (PR-SP), que faleceu neste mês. Pastor da Igreja Universal do Reino de Deus desde 1988, ele defende posições polêmicas em relação aos pensamentos religiosos, como a descriminalização do aborto.
Bezerra não teve a possibilidade de ficar com a decoração peculiar que Clodovil fez no gabinete. Todos os bens do deputado morto foram retirados pela Câmara porque pertencem a seu espólio.
Segundo Bezerra, restou de lembrança do colega apenas uma divisória branca com uma porta, segundo ele, de “bom gosto”.
O deputado do PMDB irá manter essa única “herança."
O parlamentar que ocupa o espaço físico que era destinado a Clodovil pede para trocar de gabinete desde o início de 2007 e era o primeiro da fila que a Câmara cria para estas situações.
Bezerra afirma ter trocado apenas uns "bom dia" e "boa tarde" com o colega Clodovil.Com mais de 20 anos com militância dentro da igreja, Bezerra já ocupou postos em diversos estados brasileiros e no continente africano.
Questionado se é favorável ao aborto, o parlamentar mostrou sua “independência” em relação à religião.
“Acho que tem de se colocar no lugar da moça. Não dá para ficar aí fazendo lobby. Tem que se colocar do lado da pessoa para sentir todo o processo.
Essa gravidez vai destruir a vida da mãe e aquela vida que está para chegar porque não vai haver amor.
Quantos casos temos de delinqüência juvenil, de pessoas atrás das grades, de tudo isso que está acontecendo por falta de amor?”, disse o deputado do PMDB.
Bezerra destaca que sua posição favorável ao aborto é diferente do que defende a Igreja da qual participa.
Seu mandato, aliás, não tem vinculação forte com a bancada evangélica. Ex-pescador, o deputado do PMDB tem nessa área seu foco de trabalho, sendo o primeiro presidente da Frente Parlamentar da Pesca. Recentemente, ele presidiu a comissão que analisou e aprovou um projeto que transforma a secretaria especial da Pesca em Ministério.

Fonte: G1

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cristãos latinos dos EUA rejeitam política de Obama sobre aborto

A Coalizão Nacional Latina de Ministros e Líderes Cristãos (Conlamic) rejeitou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de liberar o subsídio aos grupos que pratiquem ou ajudem à prática do aborto no exterior.
Em comunicado, a Conlamic, a maior organização de cristãos latinos dos Estados Unidos, qualificou de "alarmante" a direção dada por Obama às políticas estabelecidas pelo ex-líder George W. Bush. Para a coalizão, a decisão de conceder fundos governamentais aos grupos pró-aborto no exterior representa um "duro golpe à comunidade cristã evangélica latina, e a todos os americanos que acreditam na santidade da vida humana".
"A ordem executiva do presidente Barack Obama dirigirá agora o dinheiro dos impostos para políticas pró-aborto no exterior, apoiando uma cultura de interrupção da vida que é contrária aos valores tradicionais de muitos americanos", disse o reverendo Miguel Rivera, presidente da Conlamic.
A organização cristã denuncia ainda que o presidente Obama executou esta ordem "a portas fechadas e afastado da imprensa, para evitar um revoo midiático e minimizar a resposta política".
"Se esta é a primeira ordem executiva do presidente, os americanos têm razões para temer o que está por vir em relação aos valores tradicionais. Isto terá consequências espirituais para nosso país", afirmou o reverendo Rivera.
O presidente da coalizão ressaltou que os líderes evangélicos hispânicos têm "o maior respeito pelo novo presidente", mas considerou que é sua "obrigação moral" defender "a santidade da vida, que é a base sobre a qual o país foi fundado".
A concessão ou não de fundos governamentais aos grupos pró-aborto no exterior foi um assunto delicado nas últimas administrações, que os autorizaram durante mandatos democratas e proibiram durante os republicanos.

Fonte: EFE

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